Precisamos falar da violência contra a mulher

O assunto precisa ser discutido, começando pelo ambiente acadêmico.

Os alunos do sétimo período de enfermagem da Faesa organizaram junto à professora Wânia Ribeiro Trindade um evento, dia 27 de março,  com dinâmicas e palestras para tratar dos aspectos psicológicos que afetam a saúde da mulher. Além disso, foram discutidos temas específicos que tratavam da violência doméstica e obstétrica, estereótipos sociais, depressão pós-parto e sexualidade feminina.

As situações debatidas no encontro ainda são tratadas como tabus e são pouco discutidas pela sociedade, fazendo com que a mulher não saiba como agir. A coordenadora do curso de enfermagem, Mariana Pereira, diz que os aspectos psicológicos que afetam a mulher são, por diversas vezes, silenciosos.

A mulher já é criada ouvindo que é diferente em relação ao homem. Ela é princesa e o homem super herói, ela ouve que na hora de fazer o bebê foi bom, mas na hora de parir tem que ficar em silêncio. Então, a violência psicológica está em todos esses tipos de ações. As doenças são silenciosas, elas não acham que está relacionado a isso”, relata Mariana.

Teatro

No auditório da Faesa, o grupo responsável por tratar da violência doméstica contra mulher apresentou uma peça de tatro. A primeira parte contou a história da Lei Maria da Penha e a segunda ilustrou que a violência contra mulher não tem classe social.

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Alunos organizadores e participantes do teatro junto à professora Wania / Foto: João Vitor Gomes

Ana  Maria, aluna do sétimo período noturno de enfermagem, foi uma das atrizes. “A peça é bem característica, muitas pessoas não sabem os seus direitos e aqui vamos conseguir instruir  quem estiver passando por isso ou conhece alguém que viva situação semelhante. Vamos tentar desenvolver o máximo possível para todos entenderem o que é a violência contra mulher e como agir”, conta.

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Personagem da aluna Ana Maria / Foto: João Vitor Gomes

O evento teve como público alunos de enfermagem e psicologia. Valdirene Zanbon, também aluna do sétimo período de enfermagem, representou uma personagem caracterizada por ter boa condição financeira. Era casada, empresária e se dizia muito amada pelo marido até ela negar a passagem do seus bens e começar a ser agredida por ele, fazendo com que o público compreenda que a violência contra mulher, tanto física quanto psicológica, está em todas as camadas sociais e que o problema está no agressor. A culpa da agressão nunca é da mulher.

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Personagem de Valdirene Zanbon / Foto: João Vitor Gomes

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