“Sampaiada” no Sesc Glória comemora 70 anos de Sérgio Sampaio

A 11° edição do Festival Sérgio Sampaio comemorou 70 anos do cantor capixaba que “botou o bloco na rua”.

Os capixabas receberam, entre os dias 4 e 13 de abril, a 11° edição do festival que homenageia o cantor capixaba Sérgio Sampaio. Este ano o evento comemorou os 70 anos do compositor e contou com uma programação diversificada, como a apresentação de documentários, obras audiovisuais, shows, encontros festivos e lançamentos de livros no Centro Cultural Sesc Glória.

Sérgio Sampaio é conhecido pelo hino brasileiro “Eu quero é botar meu bloco na rua” que ganhou o país nos anos de chumbo do governo Médici. Ficou conhecido como o “velho bandido” por seus conteúdos críticos e contra a censura da época.

No dia 12 de abril, foi o lançamento do livro Sem a Loucura Não Dá, na Sala da Palavra, que ficou por conta de dois dos seus 24 autores, Aline Dias e Gustavo Binda. A obre reúne contos criados a partir do acervo de Sérgio Sampaio. Já o teatro principal recebeu, no mesmo dia, um bate papo musical com a jornalista Lorena Calabria e o cantor Chico César, considerados Sampaiófilos, discutiram sobre as grandes obras do capixaba e se emocionaram relembrando suas principais canções.

O cantor André Prando foi a atração principal no encerramento do evento, 13 de abril, e iluminou o palco do teatro principal com Prando canta Sampaio, trazendo canções selecionadas do velho bandido e fazendo o público se emocionar. “É apaixonante mesmo você pesquisar sobre a história dele. Eu comecei a me identificar muito com a história dele, de ver beleza em coisas que não são vistas como belas”, conta o artista.

Ele sabe falar da dor, sabe falar da beleza de sentir a dor e como as pessoas são  lindos problemas. Eu me identifiquei muito pois é um pouco do conceito do meu trabalho também, de como eu escrevo, eu chamo de ‘a beleza do feio’ e acho que a inspiração veio um pouco daí”.

O filho do cantor, João Sampaio, conta o que é o festival para ele como filho. “É o momento em que todo mundo está olhando para o que eu olho o ano inteiro, essa época do ano é diferente o interesse que causa em torno da obra dele. Eu me sinto acolhido, as coisas estão caminhando bem e o festival cada vez mais bonito. O festival tem muito a crescer”, relata.

O Festival começou no Bar do Pantera, em 2007, em Cariacica, com o pessoal do Clube do Vinil. Passou um tempo na Casa Porto e depois foi para a Ufes. Esse é o quarto ano no Sesc e o período que eu mais acompanhei, a sensação que eu tenho é que foi uma confluência de forças significativas desde os colaboradores até as parcerias, a gente vem traçando esse formato de festival com bate papo e show”.

Um dos pontos altos foi o pós festival que aconteceu nas ruas do Centro de Vitória,  o evento saiu do Sesc Glória e continuou nos bares da Gama Rosa com os melhores intérpretes de Sérgio no cenário capixaba.

 

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