Mulheres no futebol

Não é de hoje que as mulheres vêm tentando conquistar seu lugar na sociedade e no esporte, principalmente no futebol, uma modalidade, até pouco tempo, vista como um esporte masculino. Em 1964, o esporte foi proibido para mulheres, voltando a ser liberado somente em 1981, sendo que somente 15 anos depois, em 1996, a categoria feminina foi reconhecida e incluída nas Olimpíadas.

No Brasil, a primeira partida de futebol entre mulheres aconteceu em 1921 com catarinenses e paulistas, em uma partida disputada em São Paulo. Nas Olimpíadas de 2016, a participação das mulheres foi a maior já vista, com um total de 209 inscritas sendo duas modalidades formadas somente por mulheres, o nado sincronizado e a ginástica rítmica.

O Brasil possui grandes nomes femininos no esporte, como a Hortência do basquete, Marta do futebol, Sandra Pires do vôlei de praia, Fofão do vôlei de quadra e Maurren Maggi do atletismo, entre outras mulheres que já trouxeram grandes conquistas para o Brasil. Elas venceram não só os campeonatos disputados e receberam títulos, mas também o preconceito e o direito de jogar profissionalmente um esporte que é para todos.

Futebol Femino

Jéssica Siqueira no treinamento. Foto: Arquivo Pessoal

A jogadora Jéssica Siqueira, 17, mesmo com uma lesão no joelho não deixou de correr atrás do seu sonho e acredita que o futebol feminino merece mais visibilidade.

Uma série de paradigmas precisam ser mudados para chegarmos a um nível maior de visibilidade. Um ponto que influencia negativamente é o preconceito. Muitos não nos assistem por acreditar que o futebol feminino seja algo sem graça ou sem emoção e como não temos espectadores, a mídia não liga pra gente”, acrescentou a jogadora.

Jéssica ainda reconhece que a visibilidade aumentou depois das Olimpíadas, mas reconhece que para os times pequenos ainda tem muita coisa pra melhorar e sente isso jogando pelo Vila Nova, uma equipe de futebol feminino aqui do Espirito Santo.

O momento do nosso auge foi nas Olimpíadas, quando a mídia se interessou pelo nosso trabalho, mas isso foi momentâneo, e apenas para profissionais. Nós, de times de bairro, times pequenos, continuamos invisíveis e falta também um incentivo dos órgãos maiores, um interesse em investir nas meninas”, contou Jéssica.

Futebol Femino

Jéssica Siqueira disputando a bola. Foto: Léo Siqueira

Futebol não é só para homens, mulheres podem sim ter seu espaço dentro e fora de campo, não importa como, sejam elas torcedoras, bandeirinhas, gandulas e até mesmo árbitras de futebol, elas merecem respeito.