A triste história dos objetos perdidos na Faesa

Direto da recepção do Núcleo de Aplicações Tecnológicas da Faesa, o NAT, nossa reportagem acaba de ter acesso a um grupo pouco sociável. Invisível de várias formas.

É isso mesmo: acabamos de conseguir uma entrevista exclusiva com os lendários objetos esquecidos!

Uma perspectiva inédita do drama das coisas deixadas para trás por alunos, professores e colaboradores em seus 30 dias de espera por seus donos. Após esse prazo, os materiais, como também são conhecidos, seguem para doação.

Quando alguma coisa é encontrada completamente desamparada pelo campus, ela segue para o armário de achados e perdidos do NAT. Lá, pequenos e grandes objetos se encontram para compartilhar a dor do esquecimento…

O guarda-chuva revoltado

guarda-chuva

“Duas pernas quebradas e alguns furinhos no forro e já fui abandonado. É assim! Tão vendo isso? Cadê a sua voz, Júlia? Já esqueceu daquele dia que eu te salvei do temporal, sua ordinária? Pois eu faço questão de ir pra reciclagem e voltar em forma de zíper e emperrar na sua vida. Ridícula”.

O casaco decepcionado

casaco

“A gente se conheceu em 2005, e foi amor à primeira vista! Fomos ao show do RBD juntinhos e até festas descoladas eu frequentei com ele. Invernos inesquecíveis com o Yuri… Não consigo entender como ele pode me deixar para trás no banheiro do segundo andar… Isso machuca a gente, sabe… sniff…”

Os óculos desesperados

oculos-de-sol

“Patrícia, você tá ligada que você não pode ficar sem proteção UV, né, gata? COMO ASSIM VOCÊ ME DEIXA AQUI PRA MORRER PATRÍCIA! Pelo amor de Deus, me tira daqui ainda hoje! Patrícia, olha a minha voz. É sério, Patrícia. Parou a brincadeira, cara”.

A caneta pessimista

caneta

“Eu sempre soube. No dia da prova de penal ela preferiu a caneta preta, como sempre. TÍ-PI-CO. Ela nunca percebeu que só eu permanecia cheia de tinta pra ela. Nunca falhei nessa vida. Primeiro ela fez questão de me deixar sem tampa, agora isso. Mas, quer saber, TÔ NEM AÍ! Nem precisa vir me buscar”.

O fone de ouvido inconsolável

fone-de-ouvido

“Bruna, meu amor, eu prometo não embolar mais no bolso! Juro! Juro pelo meu avô vitrolão. Não faz assim, Bruna. Vem cá! Eu tô aqui, pertinho de você. Prometo não falhar do lado esquerdo mais. Vou me comportar. Não vou ter mais preconceito com a Anitta, Bruna. Pode ouvir em mim a vontade. Volta pra mim!”

O Pendrive viciado em remédios

pendrive

“Só me restam meus lindos analgésicos. Aquela família nunca me amou. Foram-se os tempos topzeira, quando eu era objeto do escritório da mamãe, na multinacional. De repente eu fui emprestado ao Caio pra levar trabalho pra escola e acabei nas mãos do Fábio, na faculdade. Agora eu estou aqui… cheio de vírus e… COM O SEU TCC, FÁBIO MUAHAHAHAHAHAHA ACHO QUE O JOGO VIROU, NÉ, KIRIDINHO?”

Acabe com esse sofrimento

Todos os objetos podem ser reivindicados por seus donos no balcão do NAT mediante apresentação da carteira de identidade estudantil e assinatura de protocolo de entrega e recebimento.

Devolva o sorriso perdido a um objeto encontrado.