360° de possibilidades

Estamos mais próximos do teletransporte do que imaginamos.

Mas, pelo jeito, essa viagem não vai ser como os roteiristas de ficções científicas dos anos 80 pensaram (sorry, “De Volta para o Futuro” 🤣).

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Foto: FILE

Já estamos nos “teletransportando” a lugares distantes e, às vezes, até fictícios, por meio de realidade virtual. Com óculos eletrônico 3D, como esse da foto acima, é possível explorar ambientes em 360° e ter a sensação de realmente estar imerso nessa realidade.

Aqui em Vitória, nas últimas semanas, foi possível experimentar bastante essa nova onda do audiovisual.

Termina neste domingo (11), a primeira edição em solo capixaba da exposição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o FILE, na SESI Arte Galeria, na Reta da Penha. Por lá, os visitantes experimentam a arte interativa produzida por artistas de quatorze países (Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, México, Portugal, Sérvia e Suécia). Há também quatro games e vinte animações.

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WOOHOO! / Foto: FILE

Que tal um papo cara a cara com Van Gogh? Com o uso de óculos eletrônicos 3D, a instalação The Night Cafe, de Mac Cauley, te leva a uma viagem pelas obras do pintor e a um encontro com ele.

Açúcar ou adoçante, Van?

Outra instalação interessante da FILE Vitoria é Swing, de Christin Marczinzik & Thi Binh Minh Nguyen. Nela, o visitante senta em um balanço usando os óculos 3D e, de acordo com o vai e vem, começa a voar dentro da animação que assiste. Tremenda viagem.  👽

I believe I can flyyyyyyyyyyyyyyyyy!

Mais que o futuro, o compartilhamento online e o uso artístico de imagens em 360° são o presente.

Já é possível publicar vídeos em 360° no Youtube e o Facebook também já suporta esse formato, por exemplo. Tio Mark Zuckerberg, inclusive, comprou a tecnologia do Oculus Rift, que trabalha realidade virtual, anos atrás.

Olha que linda a Björk te chamando pra um passeio numa praia da Islândia. Bora?

“A gente não sabe muito bem pra que ela serve [realidade virtual] então ela serve pra qualquer coisa”, diz o professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo, a UFES, Gabriel Menotti.

Menotti, que é doutor em Comunicação e Semiótica e em Mídia e Comunicação, é um dos organizadores da conferência internacional Besides the Screen, que aconteceu na última semana, em Vitória. Além de discutir cinema volumétrico e controle de espaço, o evento ainda abordou o uso da realidade virtual.

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Galeria da Conferência Besides the Screen / Foto: Faesa Digital

A da última semana foi a sétima temporada do evento, que alterna edições em Londres e no Brasil. Esta foi a terceira vez que a UFES, recebeu a conferência.

Presenças de peso trouxeram seus cases para dividir experiências com o público. Pessoas como o inventor e produtor Michael Naimark, a mente por trás das pesquisas e tecnologias que abriram espaço para a criação do Google Street View. 😲

“A tentativa da gente é começar a explorar alguns aspectos políticos, estéticos, poéticos e críticos destas novas tecnologias. […] Como elas são aplicadas tanto para narrativas audiovisuais voltadas para o entretenimento, por exemplo, quanto para formas de comunicação que estão mais presentes no nosso dia a dia”, comenta Menotti.

Além disso, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, a GAP, diversos produções em realidade virtual estiveram disponíveis para experimentação. Documentários, reportagens, vídeos em animação 3D…

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Essa conferência em particular está bem interessante porque nós temos todos aqueles headsets [óculos eletrônicos] de realidade aumentada. Então nós estamos proporcionando às pessoas a possibilidade de experimentar essa tão comentada imersão. Há profissionais usando a realidade virtual em museus, como ferramenta para criar material sobre saúde, em forma de arte, como uma extensão do cinema, ou como ferramenta de promoção, por exemplo”, comenta a professora do Kings College de Londres, Virginia Crisp, que também coordena a realização da Besides the Screen.

Faesinha Worldwide

Aqui na Faesa, além das discussões em sala de aula, o mais novo capítulo do assunto é o mapeamento do campus para inclusão no Google Sreet View👀

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#flagramos / Foto: Faesa Digital

No segundo semestre, poderemos passear pela Faesa na internet como já fazemos pelas ruas da Grande Vitória há uns bons anos. Os profissionais da Rocio Fotografia, credenciados pelo Google para fazer esse tipo de trabalho, estão fazendo registros em 360° de pátios, laboratórios, salas e auditórios.

Imaginem que pessoas do outro lado do mundo poderão ter a sensação de visitar a Faesa por meio disso (já disse que acho isso quase um teletransporte?).

Em Vitória, a produtora Lab.Muy já oferece gravação em 360° entre seus serviços audiovisuais. Olha esse vídeo que eles postaram para anunciar isso, no ano passado:

Até o Fantástico, revista eletrônica dominical da TV Globo, está exibindo uma série de reportagens gravadas em 360º. E o assunto promete permanecer em voga ainda por um bom tempo. Porque, como bem sugeriu o professor Menotti, enquanto não descobrirmos a função primordial desta tecnologia, precisaremos seguir experimentando…

E acho que ninguém vai reclamar. 🙃

Fiquem com 10 exemplos disso:

1 – De Frente com SharkGabi

2 – Casualmente passando por um erupção vulcânica

3 – Voar, voar. Subir, subir…

4 – Esse aqui eu não assisti. Tenho medo.
Me contem se é bom. Sério. 

5 – Na boca do povo

6 – Inshallah

7 – Se você pular, eu pulo

8 – Um tubão desses, bixo

9 – Meu demogorgon tá vivo

10 – It’s me