Caí no mundo da moda

Um jornalista precisa ser versátil. A habilidade em conseguir atuar em várias áreas ao mesmo tempo e escrever sobre diversos assuntos é uma exigência cada vez mais forte no mercado. É possível que todo o tipo de pauta caia nas mãos de um repórter em um mesmo dia. E você, habituado em escrever matérias factuais sobre crimes, por exemplo, acaba tendo que fazer a cobertura de um evento para a editoria de Esporte ou Cultura, que tem um estilo de narrativa completamente oposto.

Para alguns, isso é “trabalho de louco”. Confesso que também penso isso às vezes, mas nem por isso acho impossível de fazê-lo. Ouço sempre que o segredo está na quantidade de vezes que você desenvolve o trabalho, pensa na estrutura, reflete sobre a ideia a ser passada, entende e claro, tem a experiência prática da situação. E foi em busca dessa experiência que eu, João Vitor Gomes, estudante do 3º período de Jornalismo da Faesa, decidi me arriscar a cobrir um evento de moda.

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Show musical no início do evento. Foto: João Vitor Gomes

O evento

O Noivas do Espírito Santo é um dos eventos mais conceituados do mercado de casamentos no estado. Isso por si só já deixaria um estudante de Jornalismo apreensivo. Mas ainda existe um agravante: o repórter (eu) não sabe praticamente coisa alguma de moda e vestidos, além de nunca ter estado em um evento desse porte antes.

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Fotógrafos posicionados em frente ao palco do desfile. Foto: João Vitor Gomes

Quando chego ao Centro de Convenções de Vitória, local onde aconteceu o evento, sou recebido pelo também estudante de Jornalismo Pedro Permuy. O aluno do quinto período foi convidado para fazer parte da produção da festa. Na prática, ele era um dos responsáveis por garantir que toda a estrutura, como os estandes e a programação, funcionasse perfeitamente. De forma rápida ele providenciou a minha pulseira de identificação para imprensa e nós seguimos em direção ao salão principal.

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Salão principal do evento, onde as grifes montaram estandes e apresentaram seus produtos. Foto: João Vitor Gomes

Chegando no salão principal

E aí aconteceu o primeiro “impacto”. Positivo, é claro. Pode parecer bobo para alguns se encantar com a organização de um evento, mas é no ar, ou seja, na forma que as características do local são apresentadas, que também se capta e entende a responsabilidade de um trabalho. Foi percebendo as pessoas, os olhares, as estruturas bem iluminadas e organizadas que eu comecei a me tocar que a atmosfera que eu estava não era a mesma coisa do mundo lá fora. Entrar em eventos como esse é mais que uma questão de entretenimento ou comércio, é uma experiência sensorial e comportamental.

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Estrutura montada no centro do salão principal. Foto: João Vitor Gomes

O desfile

Depois de alguns minutos passeando pelo espaço e olhando os estandes, fui levado por Permuy à entrada do salão que aconteceria o desfile de vestidos de diversas grifes do Estado. Passei junto com o produtor por uma fila de espectadores esperando para ter acesso ao espaço, caminhei por um pequeno corredor e, enfim, estava de frente para a passarela.

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A plateia estava chegando enquanto uma dupla de voz e violão se apresentava no palco do desfile. Foto: João Vitor Gomes

Minha principal responsabilidade na pauta era tirar fotos do evento. Vi que alguns fotógrafos já se posicionavam em um elevado em frente à ponta da passarela. Subi no local, olhei o espaço e decidi fazer diferente: sentar junto aos blogueiros e colunistas na fileira de imprensa, a mais próxima do palco. E de lá fotografei todo o desfile.

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Celular nas mãos dos espectadores da primeira fila. Foto: João Vitor Gomes

 

E então volto a frisar: uma experiência encantadora. Várias e vários modelos foram passando pelo palco e exibindo os vestidos impecáveis e suntuosos que vestiam. Ao fundo, uma trilha musical típica de eventos como esse. Fora as peças e as apresentações, os rostos das modelos, inexpressivos, foram umas das coisas que mais me chamaram a atenção. A impressão era de que se tratavam de bonecas andantes. As feições da plateia também chegavam a ser divertido de olhar. As poses, os sorrisos, os olhares, os cochichos, tudo era idêntico àqueles filmes e séries estadunidenses. No final, os aplausos.

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Responsáveis por uma das apresentações em momento de aplauso. Foto: João Vitor Gomes

Saí de lá com a experiência de ter coberto um dos eventos mais importantes do Estado. E mesmo não entendendo nada do assunto, consegui produzir um conteúdo interessante. Com um pouco de cara de pau e vontade de conhecer algo novo, tive a oportunidade de ser um fotógrafo de moda por um evento. Quem sabe daqui a três anos vocês não encontram minhas fotos em uma Vogue da vida? Mas antes, óbvio, tenho que melhorar muito, mas muito! (risos)

Agradecimento

Não poderia deixar de agradecer ao Pedro Permuy, que me recebeu e me guiou por todo o evento. Ele serviu como “porto seguro” para me localizar nesse meio tão diferente do meu.

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Pedro Permuy minutos antes do início do desfile. Foto: João Vitor Gomes

E É ISSO! TCHAAAAAAU!

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