Por que 28/06 é dia do Orgulho LGBT+?

Na noite de 28 de junho de 1969, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, em sua maioria gays, lésbicas, pessoas trans e outras denominações sexuais (pessoas LGBT+), reagiram pela primeira vez à opressão policial que viviam. A reação foi tão forte, que no ano seguinte, inspirou as primeiras marchas do orgulho gay nos Estados Unidos.

Já se foram 48 anos e a luta não parece estar perto do fim.

dia_do_orgulho_lgbt6

Segundo o Grupo Gay da Bahia – GGB, única instituição a contabilizar crimes de homofobia no Brasil, somente no ano passado, 343 gays, lésbicas, transexuais e outras denominações foram assassinados apenas por ser quem são.

Acredite, isso acontece mais do que você imagina!

Só para se ter uma ideia, entre os casos, estão as mortes do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, espancado até a morte no Metrô de São Paulo no dia do Natal, quando tentava defender um gay e uma travesti perseguidos por dois lutadores marciais; e de Itaberly Lozano, de apenas 17 anos, que foi espancado, esfaqueado e carbonizado por ordem da própria mãe evangélica por causa de sua condição sexual.

Os números no Brasil podem ser muito maiores, já que o governo não contabiliza essas mortes e, por isso, o GGB acaba se baseando em relatos e reportagens para apurar as estatísticas. Sem isso, nem existiriam.

Segundo a Anistia Internacional, é ilegal ser homossexual em 38 países da África. Na Rússia, ativismo de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, intersex e de seus simpatizantes é considerado ilegal.

Tudo isso com base científica zero!

LGBT+’s não são doentes

A homossexualidade deixou de ser classificada como distúrbio pela Associação Americana de Psiquiatria em 1973. Dois anos depois, foi a vez da Associação Americana de Psicologia dar apoio a essa decisão e retirar a homossexualidade do rol de transtornos psicológicos.

giphy
“#EstáTudoBem”

Aqui no nosso país, essa retirada do rol aconteceu 10 anos depois, em 1985. Já em 1991, foi a vez da Organização Mundial da Saúda – OMS, se posicionar excluindo a homossexualidade Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a Saúde (CID 10).

Em 1999 levando em conta o consenso científico internacional sobre o assunto, o Conselho Federal de Psicologia do Brasil publicou a Resolução nº 01/1999, impedindo que psicólogos tratem a homossexualidade como doença.

Mesmo assim, homens gays são impedidos de doar sangue no Brasil. Um levantamento da revista Superinteressante revelou que o país desperdiça cerca de 18 milhões de litros de sangue ao ano por conta disso. A justificativa do Ministério da Saúde é de que homens que mantém relações sexuais com homens têm mais chances de ter HIV. Mesmo que todas as bolsas de sangue doadas passem por testes antes de alcançar os pacientes que precisam… 🤔

Mais contato, mais representatividade

19437527_1066157246853535_7530130479637196767_n
Ação da Coca Cola em comemoração ao 28 de junho

Em meio a toda essa violência que não é só física, os LGBT+ descobriram nas redes sociais o seu ponto de encontro.

Grupos no Facebook, como o Lana Del Rey Vevo, o famoso LDRV, concentram quase meio milhão de pessoas. Um ponto de encontro onde o público se reconhece e se sente representado.

Nas páginas destinadas ao público LGBT+ na internet, não faltam memes de sucesso, como a Mônica orgulhosa, da foto de topo, que retrata a recepção do público à reação “orgulho” implementada pelo facebook este mês em comemoração do 28 de junho.

E as postagens nas páginas LGBT+ ou com temática envolvida com a comunidade gay costumam ser hilárias:

dia_do_orgulho_lgbt2

dia_do_orgulho_lgbt3

dia_do_orgulho_lgbt4

dia_do_orgulho_lgbt5

dia_do_orgulho_lgbt7
Rupaul, drag queen que comanda o Drag Race

Isso sem contar o fenômeno mundial Rupaul’s Drag Race. O reality show de competição entre drag queens dos Estados Unidos ganhou o mundo levando as questões LGBT+ para a TV e aumentando o fluxo de informação sobre o assunto na internet.

Já são 11 temporadas, sendo duas especiais, um Emmy e centenas de carreiras de artistas drag lançadas. Pra quem não sabe, drag queens não são, necessariamente, homens homossexuais. Elas são pessoas que usam a imagem feminina como veículo para sua arte.

O reality show fez história este ano ao aceitar entre suas participantes uma mulher trans. A drag Peppermint chegou ao pódio da competição, quase levando a coroa de nova drag superstar.

Desde a primeira temporada, entre desafios de costura, atuação, comédia e passarela, assuntos importantes são discutidos, como casamento igualitário, vírus HIV, transexualidade e aceitação da família.

giphy (1)
Entrada triunfal da participante Laganja Estranja na sexta temporada  do reality

Enfim, para quem não faz parte da comunidade LGBT+ pode ser difícil entender porque esse grupo luta tanto por direitos. Mas, com um pouco de empatia, fica fácil perceber que a sociedade não tem sido nem um pouco justa com esses grupos. Pra não dizer cruel.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: