A onda do surf capixaba amador

O surf tem se tornado mais popular nas praias capixabas. Atualmente, as praias que eram quase desabitadas nos fins de semana estão sendo tomadas pelos surfistas capixabas amadores. Os picos de surf, como são chamadas os locais que tem boas ondas, são buscados por pessoas de todas as idades e a rotina do surfista no final de semana é composta por longos percursos, sol forte, amizades, risos, muita água e um nascer do sol lindo.

A praia do Tropical e o Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, em Vila Velha, são os picos que ainda estão se tornando conhecidos mas já são os mais procurados pelos surfistas. Para chegar até essas praias é necessário completar uma caminhada com cerca de três quilômetros e, graças ao difícil acesso, o pico é quase que reservado para os praticantes do esporte.

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Chegamos a praia e nos deparamos com essa vista / Foto: Karolyne Paresqu

O dia começa às quatro da manhã por conta da distância dos picos e para evitar o famoso crowd (quando há muita gente surfando em uma área só). Em um domingo ainda com o sol nascendo, os surfistas já se alongam e observam como está a ondulação. Audimar Ribeiro, mais conhecido como Zico, pratica o free surf (surf por lazer) e conta que falta apoio para o storm (os melhores) do surf capixaba.

Os atletas que estão aqui e tem potencial para uma carreira profissional precisam conhecer outros lugares e para isso é necessário um patrocínio. Tem que viajar, conhecer outras ondas e o próprio estado tem que fazer isso acontecer”, afirma Zico.

Mulheres no surf

Vale lembrar que o número de mulheres no esporte também está crescendo, elas estão se destacando e dominando os picos. A estudante de direito Marilia Carvalho também estava cedo na praia do Tropical e fala sobre as meninas capixabas no surf. “Comecei a surfar por influência do meu namorado, no começo foi difícil mas agora já estou conseguindo dominar ondas maiores. As meninas aqui do estado estão quebrando (surfando bem) e o pessoal é bem educado mas sempre existe aquele que trata as garotas com preconceito porque o surf é um esporte bem masculino ainda”, relata Marilia.

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Marilia Carvalho e o namorado Lucas se preparando para entrar no mar / Foto: Karolyne Paresqui

O dia do surf chega ao fim por cerca de uma hora tarde e termina com uma parada na Cabana Aroeira, praia do Bubu, para almoço acompanhado de muito reggae, pé na areia, e a vibe (energia) positiva do surf.

Foto Destaque: Karolyne Paresqui.