Uma vida no asilo

“Viver… E não ter a vergonha de ser feliz!
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz…”

Como já dizia Gonzaguinha, somos eternos aprendizes e o tempo nos ensina cada dia mais isso. A terceira idade chega para todos e cada um vive e aproveita da melhor forma possível. Alguns em família, outros em casas de repouso e muitos outros são deixados em asilos.

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Clique e ouça as músicas preferidas dos idosos do Asilo de Vitória!

Se engana quem pensa que esses locais podem ser considerados uma prisão, um “depósito de senhores”. O Asilo de Vitória é apenas o local onde a história começa.

Maria dos Anjos, João Gonçalves, Silma Esteves e, até mesmo, um simpático japonês são alguns dos moradores do local que nos contam como é viver em um lugar tão grande para eles, mas que para muitos é pequeno.

A rotina

IMG_0075 (640x427)Todos os dias, os idosos passam por uma verdadeira rotina. Logo pela manhã, é hora do banho. Para aqueles que precisam de ajuda, tem o auxílio das enfermeiras, depois disso, muitos aproveitam para uma boa conversa na varanda ou um passeio no jardim.

“Aqui a gente é feliz, é onde vivemos”, contou ‘seu’ José Firmino que vive no asilo há mais de vinte anos. Quem pensa que a vida é só comer e dormir lá dentro está bem enganado, é o que explicou João Gonçalves o senhor que tem bem pouco tempo no asilo.

Hora de almoçar

IMG_0069 (640x427)No refeitório, todos se reúnem para as refeições diárias. Risos, graça, pratos e garfos é o que se observa no espaço.

“Não é porque vivemos aqui que não podemos ser felizes. Já vivemos muita coisa, agora é descansar”, conta o senhor Zé Firmino.

Um lugar diferente com muitos esconderijos

IMG_0082 (640x427)Quem visita o asilo, logo se depara com um imenso espaço e pode surgir a questão: “Para onde ir?” Não tem muito mistério, no tour que foi feito no local pudemos notar um grande estacionamento e vários alojamentos.

Quem não é familiarizado, pode se perder pelo local. Andando um pouco pelo estacionamento é possível ver o jardim e dois casarões, onde ficam os alojamentos masculinos e femininos, enfermaria e refeitório.

O mais interessante de se observar é a receptividade do local. No jardim existem várias plaquinhas de com dizeres de “bem vindos” e “volte sempre”. Um fato curioso, antes de entrar nos quartos dos homens, é a presença de um papagaio muito simpático junto as poltronas e faz a alegria dos idosos. “Ele é nosso amigo!”, conta João Gonçalves.

Que tal conhecer um pedacinho do asilo sem sair de casa?
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Como se ocupar em um asilo tão grande?

IMG_0124 (640x427)Antes de entrar na área da enfermaria é possível observar um quadro cheio de panos de prato, toalhas de mesa e saias para botijas de gás produzidas pelas idosas.

Se quer saber como os “rapazes” se ocupam, não é muito difícil. Na jardinagem, no auxilio à portaria e tem até aquele senhor japonês que se senta à beira do jardim e lá passa seu tempo desenhando e colorindo seu bloco de folhas e tudo vira arte.

Conhecendo cada cantinho

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Dona Maria, um doce de pessoa, nos recebeu com um sorriso e nos levou para conhecer suas colegas e o seu quarto. Um cantinho especial onde é possível notar que cada idoso transforma o local em que moram agora em um lar.

No canto em que fica a sua cama, vemos alguns quadros e bonecas que são as melhores amigas dela e que nunca a abandonaram. Ela chega até nos convidar para o aniversário dela que inclusive está chegando. “Dia 18 de julho é meu aniversário e quero todos vocês aqui para nossa festa”.

E o cantinho dos meninos?

IMG_0112 (640x427)Seu João nos leva à conhecer o local onde dorme e nos convida a entrar. “Vou levar esse loro para mim”, brincou Sheyla, que ouviu um ‘não’ na mesma hora. O loro é a graça do asilo. Fica lá fazendo companhia para todos, desde os que trabalham, moram ou visitam o local.

Chegando no quarto, vemos várias camas todas organizadas. Alguns senhores deitados e assim fica o cantinho dos meninos.

Mas nem tudo são flores

Para o asilo se manter, principalmente na questão de medicamentos, é necessária uma ajuda. Os idosos são como crianças e têm uma saúde frágil, que precisam de cuidados. Muitos idosos precisam de cuidados especiais, atendimento médico e os grupos de apoio são sempre bem vindos.

A despedida

IMG_0034 (640x427)Quando já estávamos quase indo embora, encontramos Dona Silvia. Ela não é de falar muito, mas foi a personagem da reportagem “Quando o fim não é o fim”, dos alunos de Jornalismo da Faesa Elvio Filho e Iures Wagmaker. Neste momento, foi entregue um presente a ela: o porta retratos com a foto dela. Meio desconsertada, ela brinca: “Nossa como eu fiquei bonita!” e dá um sorriso, agradece e nos abraça de uma forma carinhosa.

Depois de nossa visitinha e com o sentimento de missão cumprida, nos despedimos dos idosos com um aperto no coração, mas ao mesmo tempo, com a intenção de mostrar para todo mundo que eles estão ali e precisam de atenção.

“Visitas são sempre bem vindas”

IMG_0114 (640x427)O asilo não é lugar de gente abandonada. Amigos, familiares e até alunos de diversas faculdades visitam o asilo. Porque não você que está lendo não visita também?

Para conhecer quem são essas pessoas que precisam de atenção e cuidados basta chegar. Logo na entrada, um senhor muito simpático está sempre pronto para receber as visitas.

Reportagem desenvolvida na disciplina de Laboratório de Comunicação em Rede pelos alunos: Dinei RamosIures WagmakerRodrigo NeitzlSheyla Rodrigues

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