Acabou a N2, e agora?

Que o sistema de avaliação da Faesa mudou todo mundo já sabe, mas os alunos aprovaram essa mudança? E quais foram as mudanças de fato?

Antes a Faesa usava o sistema da “N2”, que nada mais era do que uma avaliação que cobrava todo o conteúdo do semestre estudado e ainda funcionava como “prova substituta”, ou seja, ela substituía uma nota de uma prova perdida pelo aluno (desde que devidamente justificado).

Mas a galerinha achava “injusta” a forma usada, pois a nota da N2 era somada a média da N1 (nota obtida por exercícios, provas e trabalhos) para assim obter a média final do aluno. Em muitos casos a média diminuía, causando insatisfação nos alunos.

O novo sistema

Pensando em melhorar cada vez mais, a Faesa mudou seu sistema e assim, conhecemos o “C1, C2 e C3”, a famosa “Prova Final” e também o aumento da média, que passou de 5,0 para 7,0.

Esse aumento na média final do aluno possibilitou ele conseguir aprovação direta se atingir os 7,0 pontos. Caso ele não alcance essa média durante o semestre, ele fará uma avaliação, “Prova Final”, almejando obter uma média de 5,0 e assim ser aprovado na disciplina.  Isso fez com que a avaliação final valorizasse a nota obtida ao longo do período.

A assessora pedagógica da Faesa, Rosiane Sobrinho Braga explicou sobre a mudança do sistema e qual foi o retorno dos professores e dos alunos.

A mudança do sistema de avaliação veio atender a proposta pedagógica da Faesa e essa era uma expectativa do corpo docente e discente, então a mudança satisfez professores e alunos. Os alunos aprovaram e colocaram que o novo sistema valoriza quem se dedica e incentiva as pessoas a estudarem um pouco mais. Os professores também concordaram com os alunos pois observaram um empenho e dedicação maior, em busca de alcançar a média 7,0″, contou Rosiane.

Opinião dos alunos

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A mudança é uma nova tentativa de agradar os alunos e claro, priorizar o aprendizado dos alunos acima de tudo e isso causou mudanças no pensamentos dos alunos, como contou o estudante de Jornalismo, Lorenzo Francez.

Particularmente achei esse método melhor, até em questão de melhorar a média dos alunos. Tive uma melhora considerável na média final, além do que isso, esse sistema estimula o aluno a dar duro para aprender a matéria e o planejamento do professor melhora também”, contou Francez.

A também estudante de Jornalismo, Anna Sabbatini contou que mesmo com difuldade gostou do novo sistema.

Eu gostei, mesmo tendo um pouco de dificuldade para me acostumar. Isso quer dizer que antes eu só estudava para passar, o que é o pior erro que todo mundo pode cometer. Tem que dar duro mesmo, porque é assim que o mercado vai ser quando a gente sair da faculdade. Isso faz a gente refletir no tipo de profissional que queremos ser”, conta Anna.

Para o estudante João Paulo de Jornalismo, o método atual fez com que ele estudasse mais e consequentemente suas notas aumentaram.

Eu preferi esse método atual. Minhas notas aumentaram muito, e por mais que a média para passar aumentou, as atividades em sala aumentaram também, possibilitando tirar notas maiores”, disse Paulo.

Visão dos Professores

A professora Juliana Santos da disciplina de Linguagem e Comunicação dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda conta que a mudança trouxe boas consequências.

Professor Raimundo

Eu achei melhor, pois só fazem a prova final os alunos que realmente precisam de alguma nota para alcançar a média. O fato de ter subido a média também fez com que os alunos se preocupassem mais com o processo de aprendizagem”, comentou a professora.

O coordenador e professor dos cursos de Comunicação Social avaliou positivamente o novo sistema e ressaltou a valorização das boas notas dos alunos.

Na avaliação dos coordenadores de todos os cursos da Faesa, houve um avanço no novo sistema e percebemos que houve apoio dos professores e dos próprios alunos. O novo sistema valoriza aquilo que o aluno faz durante todo o semestre e as três (C1,C2,C3) notas têm um peso maior do que uma avaliação final, o que torna o sistema mais justo e reconhece o esforço do aluno”, contou o coordenador.