Um talento do samba entre os corredores da FAESA

Ele é um funcionário da Faesa. Chega todos os dias às 6h para trabalhar no setor de Operações, sendo responsável por monitorar o uso das salas, dos retroprojetores e operar equipamentos de som utilizados por alunos e professores. É capixaba, de 49 anos, um dos nove filhos de Dejanira Ramos da Silva e Walter Ramos da Silva.

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Josué na cabine de operação de áudio e vídeo do auditório da Faesa /Foto: João Vitor Gomes

Talvez você já o tenha visto através do vidro da sala de comando do auditório, ou caminhando com algum aparelho debaixo do braço, e até abrindo alguma das portas das inúmeras salas que temos no campus. Mas, provavelmente, você nem imaginou que por trás da blusa azul do Vest Faesa que ele costuma usar, haveria um violeiro de mão cheia.

Josué Ramos da Silva, nascido em Ilha do Príncipe, mas a partir de 1971 morador da Fonte Grande, começou a gostar de tocar música por influência de seu irmão Davi, que possui habilidades com o violão e o cavaquinho — instrumento que o faria se apaixonar por um dos estilos musicais mais brasileiro que existe: o samba. O pai, também instrumentista, era conhecido por participar de serestas, mas Ramos nunca o viu tocar — ou pelo menos se lembra, já que Walter faleceu quando ele tinha apenas três anos.

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O funcionário é um dos responsáveis por abrir a porta das salas de aula. Foto: João Vitor Gomes

O violeiro diz que, embora seja de uma família de músicos, começou a aprender a tocar por conta própria.

“Teve um (dos meus irmãos) que ensinou algumas coisas para mim, mas na verdade fui autodidata. Eu olhava as pessoas tocarem e procurava fazer igual”, disse Ramos.

Na Fonte Grande, reduto do samba no estado, começou a ter mais vivência com o estilo musical. Ramos conta que uma das principais influências que teve no local foi de uma escola de samba. “Eu peguei toda essa influência do samba do local, inclusive da Piedade (Unidos da Piedade)”, disse ele.

Hoje Josué Ramos é músico formado pelo Curso de Formação Musical (CFM) da Faculdade de Música do Espírito Santo (FAMES). Mora em Goiabeiras, bairro para qual se mudou ao se casar com Patrícia Chister, 46, com quem tem um filho de 15 anos, o Pedro Henrique Ramos Chister. Profissional atuante, toca todas as quintas-feiras no Horto Mercado, supermercado localizado na Enseada do Suá, em Vitória.

Ao LADO B, série do Faesa Digital que falará sobre os funcionários da Faesa, ele conta um pouco sobre sua paixão pela música, e fala sobre a importância que a instituição tem na sua vida. Confira o vídeo de Heytor Gonçalves e João Vitor Gomes logo abaixo:

 

Flagramos Josué tocando no Coronel Picanha em Jardim Camburi e gravamos um pouquinho da sua apresentação.