Mais rápidos e interativos: tendência do audiovisual na internet

Texto desenvolvido pela aluna Luisa de Castro Lang, do 6° de Jornalismo,  para a disciplina de WebJornalismo ministrada pela professora Marilene Mattos.

Parece algo distante, mas não é não, o Snapchat, por exemplo, foi lançado em 2011

Quem diria que essa década seria de tantas revoluções tecnológicas? Claro que a sociedade está sempre evoluindo, mas, nesses últimos 10 anos muita coisa mudou. Os vídeos, por exemplo, ficaram mais fáceis de serem postados nas redes e tão populares que hoje existem profissões pra esse tipo de função.

Em 2011 chegou o Snapchat. Na época os vídeos tinham duração de 10 segundos e podiam ser enviados de forma privada entre dois usuários ou postado na história, ficando lá por 24h e disponível para todos os amigos. E, hoje, depois de 6 anos pouca coisa mudou. O Snapchat manteve-se com o mesmo dono. O Facebook comprou o Instagram (2012) e logo depois colocou a ferramenta dos “stories” nele (2016). Em 2017, o Facebook também dispõe da tecnologia em sua plataforma.

Para a estagiária de mídias sociais, Cristiane Rubim, a evolução foi positiva:

Eu vejo a evolução dos vídeos nas redes sociais como uma forma de melhorar a experiência do usuário e de aproximação com as pessoas. É um conteúdo mais “fácil” de ser consumido, mais didático e mais rápido. As pessoas prestam, sim, mais atenção nesse tipo de postagem. Acho que redes como o Snapchat e o Instagram ajudaram a “colocar o vídeo na moda”, porque passamos a consumir muito mais ao acompanhar o dia a dia dos nossos amigos e dos famosos com os Snaps, o que tornou esse ato de consumir tudo em vídeo muito mais natural, eu acho”.

Hoje em dia muitas pessoas usam vídeos para se popularizar na internet e como uma forma de ganhar dinheiro, como é o caso dos vlogueiros. Mas, como fazer os vídeos chamarem atenção dos usuários?  Um estudo atual do Youtube mostra que os usuários veem um vídeo por, em média, um minuto e meio, diferente do que era há cinco anos, quando o usuário visualizava por até três minutos.

Um estudo do próprio facebook mostra que o nível de atenção dos usuários se restringe a até 15s. Tudo que passa disso está em um nível “perigoso” e com chances de não ter tanta atenção.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Felipe Tessarolo (Foto: Luisa Lang)

Os vídeos são altamente vendáveis. “Hoje é mais fácil você fazer um vídeo para o facebook do que para um comercial de televisão. Primeiro em relação aos custos. Se você for fazer para tv tem um custo de produção muito maior do que se você fazer pra rede social. A rede social permite que você grave pelo celular e ter uma estética não tão profissional e mais “amadora”, explica o professor universitário e coordenador do Faesa Digital, especialista em redes sociais, Felipe Tessarolo.

O que usar?

A duração dos vídeos é importante, mas a linguagem, a popularidade da pessoa, o lugar onde ela está, o engajamento dela com o público e o tempo de trabalho/carreira também contam. Muitos usuários já sabem quem buscar diretamente na web. Outros navegam até cair neles.

Um caso de sucesso a ser analisado é o do youtuber Whindersson Nunes. O ator começou a carreira com a paródia de sucesso lançada em 2013 “Alô vó, tô reprovado”.

Depois disso, ele começou a fazer sucesso na internet. Tudo por causa do Youtube. Atualmente o jovem tem 22 milhões de inscritos no Youtube, 4 milhões de seguidores no Facebook e 14 milhões no Instagram.

Confere aí alguns vídeos que bombaram nas redes: