Telejornais são denunciados por infringir os Direitos Humanos

Apresentadores carismáticos, com tom de voz exaltado e reportagens de cunho violento. Essas são algumas das características dos telejornais policiais. Somente no ano de 2015, 1.471 denúncias sobre desrespeito aos Direitos Humanos foram feitas na plataforma online Mídia Sem Violações.

O coletivo é uma realização do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, e atua pela efetivação do direito humano à comunicação. O mecanismo de denúncias conta com o apoio de diversas organizações, ativistas e estudiosos que integram a campanha Mídia sem Violações de Direitos Humanos.

De acordo com o site, uma denúncia pode conter mais de uma violação, sendo, desrespeito à presunção de inocência, incitação ao crime e à violência, entre outras. A mais cometida pelos telejornais na TV aberta com cerca de 1.300 denúncias é a da exposição indevida de pessoas ou famílias. O desrespeito à presunção de inocência está em segundo lugar.

Para o Mestre em História e professor de jornalismo Fabiano Mazzini, o problema da violação está na busca por audiência.

Eu acho que nós estamos vivendo uma situação na qual a busca por audiência tem feito os meios de comunicação avançarem alguns sinais, sobretudo, dentro dessa questão do respeito ao outro”, relata.

Um levantamento feito pela TV História, em março deste ano, aponta que 36 programas com características sensacionalistas são exibidos nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em muitos casos, os telejornais infringem os Direitos Humanos em busca da audiência.

telejornais infingem direitos humanos
Jornalismo desumano. Crédito – Google Imagem.

A universitária do curso de jornalismo Yngrid Mary, acredita que a mudança desse cenário está no estudante das instituições de comunicação. “O estudante tem esse papel de uma nova construção. E quando chegarem as redações é necessário ter um olhar mais humano com relação ao próximo”, declara.

Debates relacionados a temática mídia e violência acontecem durante 16º Jornada Científica e Cultural, do curso de Comunicação Social do Centro Universitário Faesa.

O estudante de jornalismo Ygor Cássio Amorim reitera que a discussão destes temas nas faculdades fortalece as mudanças para um jornalismo mais humanizado. “Discussões como essas promovidas pela jornada científica têm muito o que acrescentar para nós como futuros profissionais. Ajudam a levar um entendimento sobre assuntos pouco discutidos na sociedade e compreender a nossa realidade”, afirma.

A proposta da Jornada organizada pela Faesa é debater sobre os Dilemas da Comunicação na Contemporaneidade. Temas de minicursos e palestras partem desde Mídia e Direitos Humanos até O de ódio nas redes sociais. 

Para os interessados, a ANDI desenvolveu um Guia de Monitoramento: violações dos direitos humanos na mídia brasileira

Texto desenvolvido por Adrielli Sabadini do 6° período de Jornalismo para a disciplina de WebJornalismo ministrada pela professora Marilene Mattos.

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