Projeto recupera a auto-estima de mulheres vítimas de violência doméstica

Texto desenvolvido pelas alunas Amanda e Anna Luiza do 6° período de Jornalismo, para a disciplina de WebJornalismo ministrada pela professora Marilene Mattos.

Fundado pela ONG Turma do Bem no ano de 2012, o projeto Apolônias do Bem, oferece tratamento odontológico gratuito, com apoio de dentistas voluntários, a mulheres que foram vítimas de agressão. Além do Estado do Espírito Santo, o tratamento acontece também em São Paulo e no Rio de Janeiro. Aqui no Estado os municípios contemplados pelo projeto são Vitória, Linhares, Vila Velha, Piúma, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes, com cerca de 20 atendimentos já realizados. O intuito é priorizar mulheres com problemas odontológicos mais graves.

O nome do programa foi escolhido para homenagear uma personagem histórica chamada Apolônia, que viveu em Alexandria e morreu, após ser presa, espancada e ter seus dentes quebrados e arrancados.

Para participar do programa é preciso passar por uma triagem. Aqui no Espírito Santo, a primeira etapa acontece na Casa do Cidadão, em seguida o documento de cada uma das mulheres que participaram da triagem é enviado para São Paulo, onde fica a sede do projeto. Lá são escolhidas as beneficiadas que serão acompanhadas até o final do tratamento por dentistas e funcionários da ONG.

De acordo com o estudo Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no ano de 2013 o Espírito Santo apareceu na liderança em taxas de violência contra mulheres. Diante dessa realidade a dentista, Caroline Serrão, que já participava de outros projetos da ONG Turma do Bem há cerca de noves anos, decidiu que iria abraçar a causa e implantar o projeto Apolônias do Bem no Estado para ajudar a transformar vidas.

Trabalhamos para tentar minimizar o sofrimento que essas mulheres passaram. Além de devolver a função mastigatória, devolvemos a auto-estima”, conta.

Beatriz (nome fictício) foi vítima de violência doméstica após terminar um relacionamento. Foi levada para um matagal pelo ex-companheiro, onde sofreu agressões físicas e psicológicas. O motivo para tanta violência foi a não aceitação do fim do namoro por parte do ex-companheiro. Para ela, o tratamento vem a ajudando a voltar a sorrir. “Eu tive quase todos os meus dentes quebrados e o meu maxilar, além do meu rosto deformado. Eu jamais teria dinheiro para pagar um tratamento, então esse projeto é uma benção na minha vida. Aos poucos consigo voltar a me enxergar como mulher”, conta a vítima.

O projeto aqui no Estado está em expansão juntamente com a Promotoria de Justiça do Espírito Santo para que mulheres que moram no interior e são vítimas de violência doméstica também possam ser tratadas gratuitamente.

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