O que descobri em 12 semanas de Alemanha

Lá se vão quase quatro meses desde que deixei o Faesa Digital para abraçar a oportunidade única de gravar um documentário sobre refugiados com o apoio da Fundação Alexander von Humboldt na Alemanha.

Ramon Luz - Bonn - German Chancellor FellowshipE olha, vou confessar que ainda é difícil para o capixaba montanhense aqui se acostumar com a ideia de que isso está realmente acontecendo.

Mas nada que um bom diário audiovisual não ajude a resolver, né não?!

Desde meus primeiros dias em solo alemão, estou gravando uma série de vídeos chamada “MOQUECA de BRETZEL”.

A primeira temporada já está inteirinha no meu canal do YouTube. Nela eu narro minhas primeiras 12 semanas por aqui. E, olha, muita coisa já aconteceu…

Aprendi que:

#1 – Guarda-chuva é essencial por aqui e não sei usar cooktop

P.s.: comprei um guarda-chuva, mas não sei onde está.

 

#2 – Jet lag é um negócio traiçoeiro e matemática realmente não é o meu forte

P.s.: eu juro que queria tentar engenharia, mãe. Mas nem cálculo do fuso eu acerto…

 

#3 – Dependendo do tempo e da paisagem, andar de bike pode ser uma terapia

P.s.: quase fui atropelado por um senhor de 80 anos enquanto gravava esse. Sim. Eles podem ser mais perigosos que os carros aqui.

 

#4 – Levar uma amiga chinesa que não bebe a um festival de cerveja pode acabar em humilhação em brinquedos acrobáticos

P.s.: linguiças apimentadas nunca mais.

 

#5 – Nunca devemos duvidar quando disserem que existe praia na Alemanha

P.s.: amoras silvestres NUNCA mais.

 

#6 – O que seria jogado no lixo ainda pode alimentar centenas de pessoas

P.s.: somente depois de publicar esse vídeo, descobri uma coisa inusitada sobre o set de filmagens: o local onde a ação social que apresento acontece já foi uma penitenciária feminina e uma prisão nazista! Quantas voltas que esse mundo dá…

 

#7 – Um pneu furado pode terminar em uma verdadeira aula sobre a história das bicicletas

P.s.: fiquei chocado com o quanto não nos damos conta de que a bike é realmente o meio de transporte urbano mais eficiente do mundo. Por que será que não pensamos nisso?!

 

#8 – Para pessoas altas, a melhor parte dos trens alemães são os banheiros. Mas é bom aprender a trancar a porta antes de usar

P.s.: trem é coisa séria aqui. Tudo está interligado por eles, dentro e fora das cidades. Mais um acerto logístico da Alemanha. Mas não nos iludamos: eles amam mesmo é carro!

 

#9 – É melhor não visitar as torres da catedral de Colônia se você tem claustrofobia

P.s.: nada como visitar um jardim botânico pra descobrir que realmente ainda falta muito pra aprender a tal língua alemã…

 

#10 – A Thalia também é famosa na Alemanha e o Marsupilami pode ser um aliado na vida

P.s.: é sério, gente! Esse vídeo não é #publi, não é merchan é puro amooooor.

 

#11 – Oktoberfest é muito mais que cerveja e é tipo “heresia” não provar a comida do festival

P.s.: o equilíbrio dos alemães tomando cerveja em pé em cima de mesas e cadeiras de madeira precisa ser estudado.

 

#12 – Beethoven é um herói nacional, mas ninguém sabe quando ele nasceu

P.s.: antes de gravar esse, pedi permissão pra mostrar a casa do Beethoven por dentro e esperei três semanas pra ouvir um não. Você quer burocracia @?

Brincadeiras à parte, fazer essa primeira temporada do MOQUECA de BRETZEL me ajudou muito durante o tempo de transição. Além de me ensinar um pouco mais sobre os vários lados da Alemanha.

Outra coisa interessante foi perceber o quão latino-americano, brasileiro, capixaba eu sou! O quanto minhas referências do interior do Espírito Santo condicionam minhas sensações aqui e me fazem querer ouvir “Calcinha Preta” no volume máximo numa manhã de domingo.

E eu ouço mesmo.

A segunda temporada do MOQUECA entra no ar dentro de algumas semanas, desta vez contando minha experiência na capital alemã, Berlim. Entre os assuntos dos próximos vídeos estão o racismo na Alemanha, a entrada de um partido com ideais que lembram o nazismo no parlamento daqui e as histórias do muro que dividia a cidade entre socialismo e capitalismo.

Com certeza volto aqui pra contar pra vocês.

Beijos, Faesa Digital do meu coração! 😘

2 comentários em “O que descobri em 12 semanas de Alemanha

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  1. Adorei os vídeos, morri de rir, você é ótimo! Minha única crítica é chamar a AfD de nazista. Acho esse um termo muito complicado e muito específico para se usar em qualquer situação, e por mais que o plano de partido deles realmente seja medonho e super criticável, chamar de nazista já é demais. Mas de qualquer forma, parabéns pelo trabalho!!

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    1. Que massa que curtiu o material, Alba! E muito obrigado pelo toque.
      Modifiquei parte do texto para abrandar minha afirmação, mas mantive a analogia seguindo o que percebi no discurso dos próprios alemães. Por mais que chamar o partido diretamente de nazista soe muito forte, seus ideais nacionalistas lembram muito aquela ideologia.

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