Alunos da Escola Viva desfrutam momentos de conhecimento na FAESA

“Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
                    Cabe o meu amor!”                   

(Oração – A banda mais bonita da cidade)

O bonito sentimento de doação e amor desta canção Oração de A banda mais bonita da cidade foi repassado na última terça-feira de outubro (31) aos alunos da Escola Viva de São Pedro, localizada em Vitória que vieram visitar a FAESA Centro Universitário. Com muita festa e alegria, logo na entrada dos elevadores presentes no bloco 6, mais de 60 estudantes do 3º ano foram recebidos por um verdadeiro coral feito pelos Anjos FAESA. Adentrando o mundo da instituição e passando uma tarde por aqui, dúvidas e incertezas desses jovens sobre o futuro profissional foram diminuídas com experiências ricas de conhecimento ao andar pelo campus.

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Anjos da FAESA em ação na calorosa recepção / Foto: Julia Santos

Orientados e direcionados pelos apitos e bandeirinhas utilizados pelos Anjos, a primeira parada dos estudantes foi no miniauditório. Lá eles puderam ouvir e aprender que não é falho não saber o que fazer após acabar o ensino médio e que sempre há tempo para traçar planos e metas. Esses aprendizados de incentivo foram transmitidos de início pelo reitor Alexandre Theodoro Nunes, a gestora Bianca Rodrigues Souza do Núcleo de Pesquisa e Extensão e pelos próprios ajudantes oficiais (Anjos) dos mais variados cursos, como Comunicação Social, Arquitetura, Pedagogia, Ciências Biológicas, Odontologia e das Engenharias, que contaram fatos pessoais para ajudarem no processo de escolha.

Para continuar a boa interação e troca de experiências, coordenadores de alguns cursos também tiveram a chance de mostrar e trazer novas informações sobre o futuro profissional para todos presentes. Um deles foi a professora Carla Letícia Alvarenga, Coordenadora de Odontologia que promoveu até uma pesquisa, em tempo real, com os alunos da Escola Viva. Essa pesquisa se pautou em quantos ali pretendiam fazer um curso superior e em caso afirmativo se já sabiam ou não qual fazer, além da área do conhecimento que pretende cursar.

O desenvolvimento efetivo do projeto ocorreu de forma separada. Antes de saírem do miniauditório, foram divididos em três grupos: exatas, humanas e biomédicas. A separação seguiu uma linha pessoal, ou seja, de acordo com a preferência e aptidão de cada estudante. Por isso, alguns foram para a Casa Modelo, norteados por aprendizados acerca da arquitetura e engenharia através de maquetes e equipamentos da área; outros para a Sala de Inovação, em que lá a criatividade era a pauta principal com direito até a fazer apresentações em grupo e outros ainda para o Laboratório de Psicologia e Biologia Experimental, local que alunos viram um vasto mundo de espécies e curiosidades biológicas. Isso tudo, claro, ministrado por professores e/ou coordenadores de cada área.

 

Equipe competente

Para tudo acontecer como planejado exige-se uma boa equipe por trás. O Projeto Ensino Médio FAESA deu conta dessa demanda naquela tarde. A gestora do Núcleo de Pesquisa e Extensão, Bianca Rodrigues foi uma das grandes responsáveis juntamente com a assessora de planejamento, Marcelis Coelho e a assessora pedagógica Ana Karina Abreu. Bianca Rodrigues conta que mesmo a Escola Viva sendo a primeira visita da rede pública do Ensino Médio à FAESA, tudo aconteceu como esperado e com bons resultados.

A experiência foi sensacional. Os alunos foram recebidos por todo amor e carinho pelos Anjos, além de serem bem acolhidos e compreendidos em relação aos desafios que estão passando nessa fase”, relata a gestora.

Bianca acredita que a tendência é só aumentar o projeto cada vez mais, para que novos jovens tenham a oportunidade de serem autossuficientes na escolha profissional e de vida.

Acredito que só temos a agregar com esse tipo de projeto. E por isso vamos dar continuidade e fomentar cada vez mais para ele crescer. Pretendemos isso pois trazer crianças e adolescentes para dentro da FAESA para vivenciar uma realidade diferente, muda inclusive a forma de pensar deles, que eles podem ir mais além, conquistar novos espaços e se sentirem completos e autossuficientes”, afirma a gestora do Núcleo de Pesquisa e Extensão.

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Equipe reunida do Projeto Ensino Médio FAESA / Foto: Carolina Carvalho

Outra profissional envolvida no processo foi a coordenadora de Arquitetura, Design de Interiores e de Moda, a Heloísa Messias Mesquita. Para ela, e até para os próprios alunos foi uma experiência boa, já que eles escreveram um feedback positivo ao final da visita. “Foi muito bacana, dito até por eles mesmos. Ao final eles nos deram um retorno muito positivo. Retorno no sentido de ajudá-los, já que mesmo ainda tendo alguns em transição e sem certeza do que querem, essa vivência serviu como parâmetro para o futuro deles”, ressalta Heloísa. Com desejo de ampliação como Bianca, a coordenadora diz que outras escolas já estão se candidatando espontaneamente.

A nossa expectativa agora é que mais escolas venham, não especificamente só esse grupo. A gente já tem até solicitações de algumas instituições de ensino médio da rede estadual, que estão sabendo dessa novidade e se candidatando espontaneamente”, acredita a coordenadora.

Uma ajuda abençoada

Além de coordenadores e gestores, o projeto não aconteceria sem a ajuda deles claro: os Anjos FAESA. Antes eram chamados de monitores, mas na última Jornada Científica e Cultural foram transformados nessa titulação pelo reitor Alexandre Theodoro. Nessa mesma época, a aluna Esther da Cruz Conceição do 2° período da Engenharia Mecânica conta que adentrou no mundo do companheirismo e da ajuda ao próximo no Centro Universitário.

A minha primeira experiência foi na Jornada Científica e Cultural e foi incrível por eu ter conhecido pessoas novas, inclusive de outros cursos. Além disso, tendo a oportunidade de saber lidar muito bem com a minha responsabilidade, pude perceber o quanto podemos fazer coisas diferentes e que não precisamos seguir sempre a mesma diretriz, já que as vezes ficamos fechados, focado apenas em uma coisa”, afirma Esther.

Para Esther, o que mais os jovens visitantes tiveram, vindo a instituição, foi abrir o leque de opções  do mundo acadêmico. “Os alunos da Escola Viva como todos alunos do Ensino Médio ficam um pouco fechados para o nosso futuro. E foi o que ouvimos nessa experiência e eles tiveram como resultado: precisamos abrir, ampliar nosso leque de opções, pesquisando mais, procurando universidades, perguntando a quem já está na área. Enfim, buscar afinidades naquilo que gosta, pois através dela que conseguimos felicidade e sucesso na nossa vida”, declara a universitária.

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Alunos da Escola Viva e os Anjos FAESA no miniauditório / Foto: Julia Santos

Segundo a gestora Bianca, sem eles nada aconteceria, já que moveram todo o pleno desenvolvimento da visitação. E até que o ato deles falarem no início lá no miniauditório representou igualdade entre  falante e ouvinte. “Os Anjos FAESA fizeram toda a diferença. Aluno falando para aluno em uma faixa etária que é semelhante, se mostra diferente do professor falando para o mesmo. Você falar de igual pra igual é muito mais importante do que nós que já estamos na profissão (professores) falar pra quem está chegando, até os próprios alunos dão maior valor a isso. Por isso, queria que os anjos falassem, os que fazem essa função de coração”, relata a gestora do Núcleo de Pesquisa e Extensão.

Nessa experiência com a Escola Viva foram mais de 15 anjos envolvidos para a estruturação, tirar dúvidas e direcionar os estudantes pelo Campus. Para Esther, essa função voluntária equivale a um processo de doação de sentimentos que todos recebem na FAESA.

Ser um Anjo FAESA é ajudar os outros independente da situação ou do momento. Se você olhar pra gente vai reparar que estamos sempre alegres: é porque gostamos do que fazemos e queremos transmitir para os outros, aqueles sentimentos – felicidade, harmonia, compreensão –  que a instituição e o próprio reitor nos fornecem”, conclui a estudante de engenharia mecânica.

A satisfação

Como poderia definir uma visita desse tipo ao universo acadêmico? Para a professora da disciplina de Física da Escola Viva, Rosa Maria Ambrozio esse tipo de projeto viabiliza uma forma de determinação na vida desses adolescentes, em que estão tão indecisos e cheio de possibilidades a seguir. “Eu percebo que eles estão vivendo um momento de muita indecisão. Por isso, acredito que vir para dentro de uma instituição e ter contato com alunos que já são daqui (FAESA) pode ser determinante para esse momento, tanto para escolha do lugar que querem estudar quanto para definirem o curso”, conta a docente.

A professora chega até a comparar sua vida complicada de escolhas do passado com a oportunidade que os alunos agora estão tendo.

Eu não tive essa oportunidade, escolhi o curso pela nota de corte da faculdade, sem conhecer nenhuma instituição particular. E aqui na FAESA, desde do início da visita vocês (alunos e professores)  já mostraram quais são as vantagens que a instituição possui. A gente vir até aqui e ver isso de perto, com certeza serve como auxilio e determinador para eles”, confessa Rosa Maria.

O desfecho

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Alunos da Escola Viva saindo da FAESA após um dia de aprendizados / Foto: Julia Santos

Após nadarem em um mar de ensinamentos acadêmicos, sobre suas futuras profissões ou áreas similares, os alunos voltaram ao miniauditório para as finalizações e agradecimentos finais. Mas, não voltaram pra escola sem nada, a FAESA forneceu a cada um, 1 kit com garrafinha, caneta e um chocolate, e além disso um voucher que garantia a isenção do pagamento de inscrição para os interessados em prestar o vestibular que acontece no final de novembro na instituição.

A estudante da Escola Viva, Raquel Pereira Fontes, 18, foi para área de humanas e já tinha definido em sua vida o que fazer, que era design de moda. Mas, tudo vivido na FAESA serviu segundo ela para incentivar ainda mais seu sonho.

A visita na FAESA me orientou melhor a respeito da minha escolha profissional, incentivando ainda mais meu sonho de correr atrás de uma universidade e me formar na área que pretendo seguir. Achei tudo muito interessante”, disse a jovem.

Tudo aconteceu no dia 31, exatamente dia das bruxas, o Halloween e não tinha nada de “bruxas a soltas” pelo Campus. Mas sim, sonhos, vontades e aptidões de jovens por todo canto. Jovens que possuem um futuro pela frente e podem inclusive brilharem em breve  aqui na FAESA.