Diário dos cursos: o mundo da Engenharia Mecânica na FAESA

Aqueles que pensam que os alunos de Engenharia são exclusivamente do sexo masculino estão muito enganados. Isso porque as mulheres gradativamente vem conquistando espaço em ambientes profissionais diversos. E aqui mesmo dentro da FAESA é possível ver essa evolução ao percorrer o Campus.

Uma delas é a estudante Esther Cruz, que tem 18 anos e está há apenas um ano na instituição fazendo Engenharia Mecânica, apesar de pouco tempo, ela considera o período como uma vivência de muito aprendizado e marcado pela vontade de saber mais e mais.

A opção por Engenharia Mecânica veio lá nos primórdios do final do seu ensino médio, uma época em que  muitas dúvidas pairavam pela sua mente. Isso porque a estudante não sabia se escolhia algum curso de exatas ou biomédicas – lá pelo ramo da medicina.  “Primeiramente, eu estava com uma dúvida cruel porque realmente eu não sabia se faria Engenharia Mecânica ou eu iria para medicina que é uma área que também gosto muito. Entretanto, quando comecei a pesquisar mais sobre os cursos e ver a grade curricular, eu percebi que medicina envolvia muito mais biologia que minha capacidade poderia aguentar”, diz aos risos.

Após buscas certeiras sobre o curso, reafirmadas pelo amor ao mundo automobilístico, Esther  se encontrou em outro momento de indecisão: ‘onde cursar Engenharia Mecânica?’.

A minha escolha pela FAESA foi mais como um presente mesmo para mim, porque eu não tinha ideia de como ia procurar uma universidade. Por isso, quando conheci essa instituição, vi que era onde iria me sentir em casa, além de ser um lugar que teria professores maravilhosos e uma oportunidade melhor de desenvolver minhas habilidades do que estando em qualquer outra faculdade”, explica a estudante.

O preconceito

Com expectativas  mistas de ansiedade e medo diante das escolhas feitas, Esther ainda conta que teve de enfrentar preconceito de pessoas próximas. A estudante conta que ouviu por isso muitos comentários de reprovação e maldosos, como ‘nossa, você não tem cara de engenharia, pois só tem homem lá’, ‘você tem que ir para medicina’ ou ‘ você vai pra engenharia só pra pegar homem’. “Enfrentei muito preconceito, pois pessoas próximas a mim sempre comentavam isso, além de falarem que eu não aguentaria continuar no curso porque sofreria opressão, seria rejeitada e iria simplesmente cair em depressão”, confessa a discente do 2° período.

Mesmo estando com outras 9 meninas em um total de 60 alunos na sala de todas engenharias, Esther enfrentou com coragem e colocou sua vontade de estudar e suas preferências pessoais como prioridades frente às opiniões alheias.

Percebi que não podemos nos levar pela opinião dos outros, porque o que gostamos de fazer vai ser pelo resto da vida e não tem ninguém que vai tirar isso da gente. Quando queremos uma coisa temos que correr atrás e  isso é um dos ensinamentos que levo pra sempre. Todos nós somos iguais e temos direito de ter conhecimento”, evidencia Esther.

Trabalhos e projetos de extensão

Seminários de mecânica, cursos de soldagem e direção automotiva fizeram parte da trajetória de Esther nesses dois períodos. Ela demonstra que esses conhecimentos a mais podem fornecer descobertas de afinidades. “Através deles podemos perceber mais da área e assim vamos vendo nossas afinidades”, explica a aluna de Engenharia.

Esther Cruz também participou de um projeto de extensão de AutoCAD em 3D, que segundo ela veio só a agregar.

O projeto de extensão que participei foi o curso de AutoCAD em 3D, na questão da modelagem. Hoje na área industrial precisamos muito ter esse pensamento tridimensional com os equipamentos. Por isso, esse foi um curso que agregou muito a mim, até porque você tem um conhecimento a mais dentro da própria universidade”, diz Esther.

E não parou por aí, na Jornada Científica e Cultural desse ano, a aluna além de aprender mais sobre cambio automático e CVT na Semana de Engenharia, pode ser durante todo o evento anual um dos Anjos FAESA, que foram aqueles que auxiliaram para que tudo ocorresse em perfeita ordem. “A jornada científica trouxe além de muitos amigos, pessoas queridas e comprometidas, um verdadeiro aprendizado. Me tornou um Anjo. Ser Anjo FAESA é mais do que você ter responsabilidade. É saber lidar com o próximo da melhor maneira possível”, relata Esther.

Jornada Científica

Esther Cruz e sua amiga Nicolly Aquino como Anjos FAESA na Jornada Científica

Um ano de vivências

2017-11-20-PHOTO-00000882

Esther Cruz posando para uma selfie no Porto de Vitória

Ao fazer um balanço do ano letivo que agora está chegando ao fim, Esther revela que o aconchego recebido pela instituição foi um amparo que não esperava, mas se tornou uma surpresa muito positiva. “Às vezes ficamos preocupados de sairmos do ensino médio, e perdemos todo aquele amparo: escola, comunidade e família, e então nos questionamos se teremos o mesmo na universidade. Quando cheguei na FAESA, todo alicerce e preocupação continuaram. Eu fui abraçada”, garante.

E o que esperar do futuro? A estudante com uma carga otimista e ancorada na positividade que boas novas sempre virão, acredita que o crescimento pessoal sempre é bem vindo, além claro de apresentar disposição pra enfrentar novos desafios, rumo a sua plena satisfação.

Na engenharia podemos esperar tudo. Mas, espero que o conhecimento seja maior do que foi nesse ano e ainda que eu possa crescer muito na minha forma de lidar com os desafios. Quanto maior o desafio, maior será o desempenho na vida. E não tem coisa melhor que você conseguir se superar a cada dia que passa. São através deles que conseguimos demonstrar melhor o que somos e assim conseguir ser feliz”, conclui com grande brilho no olhar a estudante de Engenharia.

Todo processo de Esther Cruz até chegar na FAESA não foi nada fácil. Passando por indecisões, enfrentando preconceitos e superando seus próprios limites, conseguiu enfim alguns de seus objetivos. E hoje por isso carrega em si, que as escolhas feitas lá no início de 2017 foram mais do que corretas e  por isso os bons resultados só estão começando. Isso mostra de forma clara que para aqueles interessados em prestar o curso de Engenharia Mecânica, a FAESA pode ser efetivamente um bom lugar.

O curso

4737ace05727abc291b1dbd1d9ed3cb7.gif

O mundo da engenharia mecânica é muito vasto. Na FAESA, os alunos desse curso se aperfeiçoam em cinco eixos de formação: Materiais e Processos de Fabricação; Estruturas, Dinâmica e Vibrações; Termodinâmica e Reologia; Engenharia de Manutenção e Negócios.

Por isso, durante 10 períodos, os estudantes aprendem conteúdos da área com mais de 30 professores e mestres, intitulados como melhores do mercado.  O curso de Engenharia Mecânica da FAESA também tem à disposição para os alunos: laboratórios de física, química, informática, materiais, processos de fabricação, oficina mecânica, hidráulica, pneumática, prototipagem, simulação e otimização, que são utilizados em disciplinas práticas e projetos integradores.

Além disso, são muitos diferenciais presentes, como a integração com outros cursos; projetos de pesquisa, iniciação científica e extensão, ofertados desde o 1º período; prototipagem rápida com impressora 3D; Projeto Baja/SAE – que oportuniza os alunos a participar de competição nacional de protótipos entre instituições de ensino de Engenharia e também um programa de visitas técnicas multidisciplinares semestrais a empresas locais e nacionais.

Ficou curioso em saber mais sobre um dos projetos da engenharia, o BAJA? Confira o Radiação que saiu esse ano sobre o assunto.