Telejornal ao vivo: projeto do 4º período

Os estudantes do 4º período de Jornalismo da FAESA cursam, dentre as matérias obrigatórias na grade, a disciplina de Telejornalismo, ministrada pelo Professor William de Oliveira.

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O professor William de Oliveira durante a gravação com a turma 4º A2 / Foto: Heitor Gonçalves

Como trabalho final apresentado à matéria, os alunos desenvolveram um telejornal, transmitido ao vivo. Foi um semestre inteiro de produção, desde a confecção das pautas até o grande dia. “Dá cansaço, desânimo e é um processo que demanda muito esforço, mas que vale muito à pena”, define o professor titular da disciplina.

Quando questionado a respeito da possibilidade de manter esta atividade dentre as programadas para os próximos semestres, William não exita: “Sem dúvida. Repetir sempre, porque esse é o diferencial da disciplina. A disciplina de Telejornalismo virou inclusive ‘boas práticas’. O que é o aluno FAESA? É o aluno como protagonista, com o uso da tecnologia e da experimentação. E é muito legal fazer uma reportagem”.

Muito além de um trabalho acadêmico, os futuros jornalistas avançam, por meio deste projeto, para terem de fato a capacidade de produzir todas as etapas de uma reportagem para a televisão, fazendo todas as imagens e também a edição.

Algumas faculdades optam por ter um corpo técnico que faz a parte técnica para os alunos, a FAESA tem um diferencial: são vocês mesmos que executam essa parte. Isso, num primeiro momento, quando foi colocado, havia uma certa resistência. “Ora, mas se vou ser um repórter, por que vou pegar uma câmera? por que eu tenho que editar?”, e a gente viu que hoje em dia o mercado é multimídia, que até os jornalistas do impresso já estão também produzindo vídeos, porque os veículos de impresso também têm um canal multimídia na web, que muitas vezes ali também colocam seus vídeos”, completa o docente.

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Sobre os bastidores e a emoção de fazer parte de um projeto desta magnitude / Foto: Heitor Gonçalves

Além disso, a ideia com o resultado do trabalho é a de gerar conteúdo que será disponibilizado para que outras pessoas possam assistir. “O processo de telejornalismo é fazer uma telereportagem e veicular em algum canal. Como a gente tem a facilidade da WEB, esse ciberespaço, via Facebook ou Youtube, a proposta é criar uma grande galeria. O telejornal estaria para a disciplina de Telejornalismo como uma exposição de fotos estaria por exemplo para uma disciplina de produção fotográfica, em que depois é possível expor isso em algum lugar, como por exemplo matérias que vão para o jornal Tendências ou o material online que fosse colocado no FAESA Digital”.

A aplicabilidade do projeto é tamanha que a preparação de fato não poderia ficar a mercê. Desse modo, os alunos participam de aulas que envolvem interpretação, postura e oratória. “Há o todo um trabalho de produção de texto e duas aulas que eu ministro com interpretação para rádio e televisão, em que o aluno aprende um pouco de postura e o básico da articulação da fala. Então ele sai com uma base muito bem consolidada. Mesmo que alguns ainda resistam ou não gostem, mas ela abre muitas oportunidades para esse trabalho com televisão ou audiovisual”, completa o professor da disciplina de Telejornalismo.

Para quem ficou curioso, também buscamos conhecer de perto a visão dos alunos envolvidos no trabalho. E na percepção da estudante Carolina Aildefonso Salarini, 19, o projeto desenvolvido foi muito bem produzido e trouxe a sensação de dever cumprido. Ainda acrescentou que apesar da intercorrência de uma pequena falha na transmissão, a sensação com o resultado foi a de ter sido um sucesso.

A turma foi quem produziu as matérias e, de repente, todo mundo ficou nervoso só com o telejornal. No dia, nós ficamos dentro do estúdio e da ilha de controle e tínhamos certeza que ia dar tudo certo, com um friozinho na barriga. Quando tivemos um problema na transmissão, todo mundo parou e olhou um pra cara do outro, perguntando “o que a gente faz agora?”. Mas ninguém surtou, todo mundo lidou bem com a situação e deu certo”, comentou Carol.

Quando questionada sobre estar preparada para o mercado televisivo à partir de experiências como esta, a estudante de Jornalismo demonstra encarar de forma madura e positiva. “Claro que não vai ser apenas com um telejornal que eu vou estar 100% preparada para a televisão, mas estar por trás da produção do telejornal neste dia e ter visto e auxiliado outros colegas no estúdio é um tipo de preparo que eu encaro como muito positivo para mim. Estando no 4º período, hoje sei que não gosto de ficar em frente às câmeras; gosto muito mais de estar na produção, podendo ajudar do melhor jeito possível”, explica Carolina de forma assertiva.

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Os bastidores do telejornal / Foto: Heitor Gonçalves

A aspirante a jornalista conta ainda que o projeto foi realizado por etapas, sendo que a turma se dividiu em grupos e primeiro foram produzidas as matérias que seriam vistas no grande dia. Além disso, a divisão de encargos foi feita de forma bastante democrática: “Ele – o professor William – não apontou o dedo e disse ‘fulano, você é quem vai fazer isso’; ele deixou abertas as vagas que a gente tinha. Ele nunca obrigou a gente a fazer nada e ainda disse que quem não tivesse uma tarefa no telejornal poderia ficar em uma sala reservada assistindo, mas todo mundo quis ficar junto no estúdio. De modo geral, a turma estava muito unida”.

Projetos colocam os alunos FAESA em outro patamar

Por meio de experiências como o telejornal os estudantes de Jornalismo da FAESA se preparam para o mercado real, com exigências cada vez mais diversificadas, multidisciplinares e maiores.

Fica a reflexão de que ser um jornalista não é mais apenas saber contar histórias, mas também saber como contá-las. É pesquisar, dialogar, apurar, escrever, filmar, editar e enfrentar o que tiver por vir. Assim, cada vez mais o profissional da Comunicação deve ser alguém apto a transformar a sociedade em que atua e também a transformar a si mesmo.