Sedentário, vamos dançar

Textos escritos por Larissa Barcelos, Adrielli Sabadini, Úrsula Ribeiro e Thais Rossi para a disciplina de Webjornalismo, ministrada pela professora Marilene Mattos.

Acordar cedo e ir dançar. Essa é a rotina de muitas pessoas que adoram viver na arte da dança. Mesmo sendo uma ótima aliada do bem-estar, da autoestima e da saúde, é preciso uma preparação física para participar dessa forma prazerosa de se exercitar e de manter a boa forma.

Alongamentos e aquecimentos. É assim que a professora de dança Cleide Neppel começa as suas aulas. “Passo exercícios para preparar a musculatura, a postura dos pés e a flexibilidade”, afirmou a professora. Para ela, as pessoas procuram a dança por gostar, mas também tem aqueles que vão por indicação médica e por isso é preciso ficar ainda mais atento a esses exercícios iniciais.

A dançarina Suzana Bregensk disse que adora dançar e sabe da importância da preparação antes de começar as aulas e as apresentações. “A gente faz vários exercícios antes de começar. Isso é para nós não ficarmos ‘duros’ quando começar”, explica.

 

Fotos: Arquivo Pessoal

Até mesmo quem não sabe dançar tem espaço nessa arte. Isso porque a dança é uma ótima aliada do bem-estar, da autoestima e da saúde, se tornando uma forma prazerosa de se exercitar e de manter a boa forma. E mesmo sabendo que o exercício físico é muito importante para a saúde, muitas pessoas não gostam de praticá-lo. Por isso, cada vez mais a dança está sendo uma alternativa para a prática de atividade física.

O clínico geral José Brunoro, 63 anos, afirma que a dança traz diversos benefícios para o corpo e para a saúde. Segundo ele, as pessoas sabem que os exercícios são essenciais para manter uma boa forma, mas são poucos os que praticam.

Por preguiça ou por falta de tempo, o ser humano não se preocupa com o próprio corpo e deixa também a saúde de lado. Por esse motivo, nós, especialistas, estamos indicando a dança, como a zumba, para essas pessoas. Talvez por ser uma atividade mais divertida, diminua o número de sedentários”, explica Brunoro.

Para dançar, diferente de outras formas de exercício, não há limite de idade e os movimentos que são executados estimulam todas as partes do corpo, principalmente os músculos inferiores, como por exemplo, o quadril. O movimento também proporciona melhor flexibilidade, boa postura e bom condicionamento físico. Além disso, ao executá-la o metabolismo é acelerado, o que possibilita maior queima calórica.

A professora da dança Lucianara Braga, 46, conta que muitas pessoas começaram a adotar a dança como uma forma de atividade física. A professora cita que além de todos os músculos do corpo ser estimulados, o psicológico também é afetado, o que influencia na coordenação motora.

Não há restrições de quem pode ou não praticar, basta ter vontade. Para as pessoas que têm vergonha do corpo ou da idade, eu chamo para assistir uma aula, porque, ao se disponibilizar a ir, já é o primeiro passo. A partir disso, é só começar a frequentar”, completa Lucianara.

A administradora Renata Segui, 50, explica que dançava quando era jovem, mas por falta de tempo parou e quando começou a levar a filha para as aulas de ballet, decidiu recomeçar. “Sempre tive vontade de voltar para as aulas de dança, mas tinha preguiça e os dias corridos não deixavam. Voltei a praticar têm quatro anos e toda vez que estou nas aulas tenho a sensação de liberdade e também de superação. Além de sentir mais flexibilidade, autonomia e muito prazer”, completa Renata.

Conheça o dia de uma bailarina

Para muitas pessoas a semana se encerra à sexta-feira à noite. Já para a bailarina Bárbara Caldeiras, 22 anos, isso não acontece. Geralmente, é nos fins de semanas e feriados que ela se prepara para competições e apresentações. Além de dar aulas de ballet para crianças. Durante um dia acompanhamos toda a rotina de dança da Bárbara, que começa às 06h, na Serra e só termina às 20h, em Cariacica.

06h

É no município da Serra que a rotina da dançarina começa. Ela se prepara para ir até a escola de dança em Campo Grande, Cariacica, para dar início à série de aulas e ensaios.

09h

Para pisar na pista de dança a bailarina fica durante duas horas na estrada. Assim que chega já prepara a sala para receber a primeira turma. Ela ensina o ballet clássico para crianças, a turma baby.

11h

São duas horas de aula. Em seguida encerra mais um período do dia se despedindo das crianças. Ela almoça, aproveita para descansar na recepção da escola, atualizar as redes sociais e até mesmo, estudar para trabalhos da faculdade.

13h

No início da tarde, a bailarina começa a ensaiar para a apresentação que acontece no teatro da Ufes todo o final de ano. A suavidade das músicas no ambiente faz parte do ritual para criar um momento de concentração durante os ensaios.

15h

E mais uma etapa de aula começa. Outra turma de crianças começa os ensaios para a apresentação de fim de ano. Neste momento, todas as turmas de bailarinos se reúnem para ensaiar juntos.

18h

E no início da noite, Bárbara e o grupo de professores do espaço começam a finalizar o ensaio de apresentação final. Mais uma turma chega e o ensaio se entende até às 20h, em seguida todos estão liberados, e Bárbara enfrentará a mesma viagem de volta para casa.

A dança entre pais e filhos

Desde tempos imemoráveis, a dança é uma das coisas mais importantes para a cultura e para a expressão humana, estando sempre presente em diversas culturas. Ela é a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de música.

Na dança, nem sempre o caminho é fácil e, no Brasil, ainda há sempre a dúvida em relação ao meio artístico. Mas o fato é que muitos pais abriram olhos e espaço para seus filhos seguirem na dança. E hoje eles praticam a dança juntos.

A dançarina Malu Diascanio, 22 anos, conta que começou a dançar Ballet aos três anos de idade, assistindo a mãe dar aulas nas escolas. O gosto pelos movimentos cresceu até ela se tornar bailarina clássica e conhecer outros caminhos na vida, como o jazz e as danças urbanas. “Atualmente sou professora de jazz funk, mas ainda faço aulas de ballet clássico três vezes por semana para não perder a técnica. Ainda danço na ponta, mas o coração está mesmo no hip hop, no jazz e nas danças urbanas”, declara.

Sobre a importância da dança, ela diz que sempre agradece a mãe por ter a colocado nesse mundo mágico que não é só mágico no palco e nas apresentações, mas no dia a dia, que formou a identidade dela a partir da dança.

Quando danço, esqueço de tudo, e sou eu de corpo e alma. É realmente muito bom. Me tornei uma pessoa disciplinada e organizada, isso veio sem dúvidas da dança. Também me tornei uma pessoa segura, e isso veio desse mundo da arte, que cada vez mais nos ensina que devemos ser quem a gente quer ser, para fazer cada vez melhor o que a gente mais sabe fazer, que é dançar”, afirma.

Roberta Martinelli começou no balé aos quatro anos. Era 1983, uma época em que todas as mães matriculavam as filhas na dança. Segundo Roberta, era algo cultural e ela sempre amou. “Desde o primeiro contato me dediquei e gostei muito. Fui até os 14 anos. Aos 15 precisei entrar no terceiro ano, minha escola era integral e eu precisava estudar para o vestibular. Foi ai que revolvi dar um tempo pra conseguir isso”.

A saudade foi grande e aos 18, já na faculdade, ela conta que resolveu voltar. Permaneceu por mais um ano, mas com duas faculdades, não conseguiu levar o balé à frente. Agora, aos 38 anos ela calçou novamente as sapatilhas e dança com a filha Maria Victoria, 6 anos.

“Esse ano ela me cobrou voltar. Sempre me mostra o que aprende e me pede pra fazer junto. Por esse motivo e muita saudade, voltei de novo. Esse ano farei o encerramento mãe e filha e acho que vai ser super legal!”, finaliza.

 

Roberta aos 8 anos (de vermelho) e Maria Victoria aos 5 anos (de rosa).

 

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