Agricultura familiar: dos pomares às ruas de grandes cidades

Texto escrito pelas alunas Mikaellen Volkers e Nathália Cerri para a disciplina de Webjornalismo, ministrada pela professora Marilene Mattos.

A agricultura familiar relaciona-se com a produção exercida por pequenos agricultores e seu núcleo familiar em propriedades rurais de tamanho reduzido, com poucos ou nenhum funcionário assalariado. Estes trabalhadores são responsáveis por uma grande parte dos alimentos básicos que a população brasileira consome, como leite, feijão e mandioca.

O trabalho destes agricultores é tido como de grande importância, pois, produzindo em pequena escala, os produtos recebem cuidado especial e são de alta qualidade. Na maioria das vezes, levam seus produtos diretamente para feiras e negociam direto com o consumidor. Já que a feira é um ambiente de competitividade, os preços são mais baixos.

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Segundo o agricultor e pecuarista Lindomar Christ, as lavouras são de fundamental importância para toda a família, já que é de onde extraem toda a renda. “Desde sempre eu sonho em ver meus filhos profissionais da lavoura. Hoje a agricultura é nossa profissão. É preciso saber plantar, saber colher. Não é fácil. A tecnologia está aí pra ajudar a gente a se renovar nas lavouras. Precisa ter conhecimento para ganhar dinheiro na roça”, disse.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, a agricultura familiar representa 84% de todas as propriedades rurais do país e emprega pelo menos cinco milhões de famílias. No Espírito Santo, a agricultura familiar está em desenvolvimento constante e tem um papel importante na economia. Conforme o Censo Agropecuário de 2006, 79,9% dos estabelecimentos rurais do Estado são de agricultores familiares.

Para a produtora rural e matriarca Anísia Volkers, a melhor parte de trabalhar em família é que todos trabalham pelo mesmo propósito. “Todo mundo lá em casa acorda cedo junto, trabalha junto, vai pra feira junto. Isso fortalece a nossa união em vários sentidos. E é até engraçado pensar que, para a gente conseguir dinheiro para se alimentar, a gente tem que levar alimente para as pessoas lá de baixo (Grande Vitória)”, contou.