Graças ao avanço da tecnologia e o aumento de usuários nas redes sociais, os jornalistas passaram a ter uma rotina de trabalho em que as atividades de checar e apurar uma informação teriam que ser realizadas de forma mais rápida porque o prazo se tornou mais curto. Fazer uma verificação mais ágil dá aos profissionais a chance de publicar mais matérias ao longo do dia, sendo que antes a produção normal de um jornalista era de três matérias por dia, por exemplo.

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Já que as informações passaram a ser checadas com mais rapidez pelos profissionais, algumas notícias acabam sendo publicadas sem que os jornalistas tenham total certeza de que as informações são verdadeiras. Em alguns casos, os dados divulgados na matéria são falsos e a esse tipo específico de notícia se dá o nome de fake news.

Existem riscos para quem publica uma notícia falsa, como anúncios de algumas empresas não sendo mais veiculadas naquele site ou jornal impresso, processos por difamação, críticas do público e da equipe de trabalho também. Além dessas consequências que ocorrem longe dos olhos dos leitores/espectadores, as fake news podem provocar diferentes reações no público, como o pânico, e esses são apenas alguns motivos de se verificar as informações publicadas quantas vezes for possível.

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Infelizmente, antes que elas possam ser checadas novamente pelos jornalistas, as pessoas costumam compartilhar uma informação com muita rapidez, mais do que se pode controlar, sem saber se a matéria é realmente verdadeira ou contém dados falsos. O compartilhamento dessas informações acontece, principalmente, nas redes sociais como o Facebook e o WhatsApp.

Por esse e tantos outros motivos relacionados às fake news, surgiu o fact-checking. O sistema de checagem de fatos é realizado da seguinte forma: uma história é contada por uma fonte x. Em cima do que essa fonte disse, são cruzados dados, pesquisas e registros para verificar se a informação que ela passou para o jornalista é verdadeira ou não.

Essa ferramenta é uma forma de melhorar em questão de qualidade o debate público por meio da apuração dos jornalistas, checando o grau de verdade que determinadas informações contêm. O BuzzFeed e o The Guardian são duas empresas diferentes que produziram reportagens mostrando que parte das informações que eram compartilhadas na internet durante as eleições entre Hillary Clinton e Donald Trump surgiram de notícias falsas. Mostraram, ainda, que a situação foi semelhante durante a semana do impeachment da ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff, que aconteceu em 31 de agosto de 2016.

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O sistema de fact-checking não é obrigatório para nenhum leitor usar. Além disso, os estudiosos Kieky e Robertson mostram como um leitor comum pode verificar, sozinho, se uma notícia é falsa ou não:

  • Considere a fonte: o leitor deve pesquisar sobre o site que está publicando as notícias, para saber o quão confiável ele é.
  • Considere o autor: será que o repórter tem muita credibilidade ou será que ele é um autor inventado para aquela matéria?
  • Verifique a data: algumas notícias são verdadeiras, mas apenas são compartilhadas depois de anos. Fique atento!
  • Consulte um especialista: é sempre bom conversar com alguém que domina o assunto para que as informações falsas possam ser destruídas, divulgando apenas as verdadeiras.
  • Fontes de apoio: procurar alguma base de dados também é um meio para saber se a notícia é confiável ou não.
  • Considere os seus princípios: o leitor não deve levar em conta se é contra ou a favor de algum assunto. Nesses casos, a ideologia e os princípios de cada um não podem interferir na veracidade da informação divulgada.
  • Verifique se é piada: existem sites, como o Sensacionalista, que aproveitam os temas mais atuais para usar o tom de humor no texto.
  • Leia mais: procure saber mais sobre aquela determinada notícia em outros meios de comunicação, como o jornal impresso ou outros sites confiáveis, para saber se a informação é real.

Várias agências têm usado o fact-checking para a verificação da verdade nas notícias. Uma delas é a Agência Pública, que tem um projeto chamado Truco, que foi criado em 2014. Ele é usado para verificar frases de políticos e personalidades importantes do mundo inteiro. O objetivo da ferramenta é melhorar, sempre, o debate público e aprimorar cada vez mais a democracia em território brasileiro. A agência ainda aceita sugestões via WhatsApp ou e-mail.

Quer saber mais sobre o assunto? O aluno de jornalismo, Kennedy Cupertino de Souza escreveu um artigo sobre Fake News apresentado no Intercom.

 

Publicado por:Carol Aildefonso

Já conhecia o trabalho do Faesa Digital quando trabalhava no Núcleo de Criatividade Digital (NCD) e passei a amar ainda mais o site quando me tornei estagiária daqui. Em pouquíssimo tempo, descobri que o meu amor pela escrita é compartilhado com os amigos e o Faesa Digital se tornou dos meus lugares favoritos para dividir minhas experiências e opiniões com os meus amigos. Com certeza esse é um estágio que vai ficar marcado na minha memória por todas as oportunidades e pelo convívio que temos aqui.

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