Ex-aluno da FAESA realiza exposição fotográfica em Portugal

Felipe Raizer foi aluno de Comunicação Social em Rádio e Televisão na FAESA no ano de 2006, momento em que ele aprendeu sobre fotografia (uma das disciplinas oferecidas pelo curso) com a professora de fotojornalismo e fotografia publicitária Zanete Dadalto, que nos relata que ele era um aluno com muita determinação.

Eu tenho muito orgulho de falar que Felipe foi meu aluno e meu ex-orientado no TCC, foi uma orientação inesquecível, daqueles que todo professor gosta. Pois ele já veio com referências de fotógrafos na pesquisa, e isso é extremamente importante. Dessa forma eu pude aprender muito com ele também, tirando aquela ideia de que só o aluno aprende no decorrer do trabalho “, confessa Zanete

Imagem retratando o fotógrafo Felipe Raizer em sua exposição sobre a Virtualidades Urbanas

Felipe Raizer / Foto: Espaço Exibicionista

Ele descobriu a fotografia através da professora Zanete Dadalto, na FAESA. “Ela foi uma grande mestra pra mim, devo muito de tudo o que eu faço hoje à ela, sou eternamente grato por aquilo que me ensinou”, diz Raizer.

A professora nos diz que Raizer já possuía uma ideia bem clara do que queria fazer, que ele já estava na busca da linguagem fotográfica e recursos de vários fotógrafos. Desde o inicio já era notável sua ousadia e potencial, intensificando seu olhar sensível nos enquadramentos das fotos.

Logo que ele se descobriu como fotógrafo decidiu que iria ser artista visual e que iria trilhar esta carreira através da academia. Dessa maneira, hoje ele é reconhecido na Europa como fotógrafo, artista visual, docente e pesquisador e vive em Lisboa, Portugal.

Pesquisa e ensino tornaram-se o motor que move minha criação artística, uma coisa leva à outra. Sou determinado sobre o que eu quero na vida, acho isso importante para chegar em algum lugar”, relata o artista

O que é Virtualidades Urbanas?

virtualidades urbanas exp

Felipe Raizer na exposição Virtualidades Urbanas / Foto: Espaço Exibicionista

Virtualidades Urbanas é nome da exposição feita pelo Raizer iniciada em um estudo em 2013, durante sua pesquisa de mestrado sobre processos de criação de artistas brasileiros que usam fotografia como base de suas criações, mas corrompem os limites programáticos desta mídia para as fronteiras heterogêneas (quando a fotografia se mistura com o design, ou com a escultura, por exemplo) e ganha um salto qualitativo. Na qual, as dobras, os espelhamentos, as sobreposições entre imagens buscam alcançar essas visualidades alternativas que ele pretende submeter a fotografia.

Este trabalho foi se desenvolvendo conforme meus estudos e práticas artísticas, uma tentativa de usar a matéria concreta das cidades para criar novas paisagens fantásticas e assim influenciar a imaginação sobre o espaço urbano (esta é uma questão conceitual da obra), mas há também uma questão formal, de negar a aparência tradicional da fotografia em busca de múltiplas perspectivas e uma plástica menos ortodoxa”, declara o fotógrafo

Seu objetivo era tornar virtual, através da fotografia, a realidade urbana contemporânea, submetendo a cidade a uma constante mudança. Para ele, a cidade possui uma forma mutante, se ajusta conforme os usos e conexões de seus exploradores e visitantes.

A cidade que apresento já não é mais aquele espaço que foi fotografado, e muitas vezes nem se assemelha com ele. Este novo espaço, que chamo aqui de possibilidade, é também uma virtualidade de seu original e engloba potencialidades da interface que é a cidade, do choque entre a criação e a realidade da luz capturada como material, e também as potências que compreendem o sentir, pensar e o vivenciar a cidade”, diz Felipe

O cenário urbano, campo de interação da vida humana, é o que o fotógrafo procura retratar em suas imagens.

Busco fotografar questões estruturais particulares deste ambiente, como suas infinitas linhas, ou os reflexos dos vidros da cidade transformando-se conforme o ponto de vista de seu usuário, para a partir disto iniciar uma série de operações de criação transformadoras“, relata o artista

A característica desse trabalho é que Raizer realiza uma interação entre o espaço urbano (organização espacial da cidade, o centro da cidade, por exemplo) e o espaço físico (meio em que se vive).

A exposição fotográfica

A exposição teve inauguração na última sexta-feira (09/03) e vai até dia 3 de Abril no Espaço Exibicionista, em Lisboa, Portugal.

Felipe viveu nas cidades de São Paulo, Lisboa e Paris, e isso fez com que surgisse a ideia do trabalho. Ele começou a fotografar diferentes perspectivas das cidades e experimentou edições conceituais. O que deu muito certo.

Experimentem, estudem bastante e não tenham medo das escolhas”, aconselha Felipe