Aluna de Jornalismo é dona de empreendimento em Vitória

Hoje em dia, é bastante comum ver novos comércios abrindo na avenida principal do nosso bairro ou até mesmo pessoas armando barraquinhas nas praças para vender algum produto feito por elas mesmas. Todos esses indivíduos, quando tomam atitudes como as citadas acima, se tornam empreendedoras.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), enquanto sociedade, podemos “entender como empreendedor aquele que inicia algo novo, (…), aquele que sai da área do sonho, do desejo, e parte para a ação”. Empreender, nos dias atuais, tem sido uma forma das pessoas escaparem do desemprego, dos empregos mais comuns e, além disso, uma maneira de se garantir diante a crise econômica e política que o Brasil vive.

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Em março de 2016, foi inaugurada a Tapiocaria Nordeste Capixaba. Atendendo os clientes de terça a domingo, a empresa tem crescido bastante sob o olhar atento da família da estudante de Jornalismo Karolyne Paresqui.

Sempre tive vontade de ter alguma coisa pra mim, que fosse garantido eu ter uma renda e saber que, bem ou mal, aquele negócio estaria ali pra me dar um apoio”, conta.

Além disso, ela gosta muito de gente. No final de 2015, o avô, grande investidor da tapiocaria, se aposentou, a família Paresqui viajou para alguns lugares do Norte e no Nordeste do Brasil, fez uma pesquisa sobre o mercado do Espírito Santo e pensou: “por que não abrir uma tapiocaria?”. A tapioca apareceu como o principal produto porque a mãe de Karol é baiana e sabe fazer a tapioca e várias coisas diferentes.

Banner da empresa Tapiocaria Nordeste Capixaba na página da loja no Facebook.

Foto: Facebook Tapiocaria Nordeste Capixaba

Atualmente, apenas a mãe, Ana Paula Paresqui, irmã, Karolayne Oliveira Paresqui, e Karol trabalham lá, mas, quando precisam tirar uma folga ou algo do tipo, colocam uma pessoa para ficar no lugar delas. “A gente tem preferência por universitário porque para eles é muito importante, eles são mais empenhados e realmente precisam do dinheiro. Além disso, eles gostam de estar aqui e conversar”, comenta. Dois anos atrás, a empresa contava também com uma estudante da FAESA e um motoboy de carteira assinada.

No início, Karol conta que foi complicado conciliar a empresa e os estudos na faculdade, porque a tapiocaria fechava às 23h e, no outro dia, tanto ela quanto a irmã acordavam cedo para estudar. “Foi quando eu tive uma funcionária que me ajudou muito. Tinha dia que eu chegava na empresa muito cansada e ela falava: ‘não, Karol, pode ficar tranquila que eu seguro as pontas aqui'”, detalha. Agora, porém, ela sente falta quando não abre o estabelecimento, pois já faz parte da rotina estar lá.

Imagem de um dia de atendimento da tapiocaria com muitas pessoas sentadas e uma atendente.

Foto: Facebook Tapiocaria Nordeste Capixaba.

Mas se engana quem pensa que abrir uma empresa é só achar um local, colocar as coisas à venda e pronto. No começo do processo para abrir a tapiocaria, a família Paresqui passou a precisar de acompanhamento de especialistas em diferentes áreas, publicitário, assessor, nutricionista e outras pessoas que precisaram acompanhar tudo isso. O estímulo de Karol para continuar a tirar a ideia de ter o próprio negócio do papel foi a vontade de empreender.

Eu sempre quis ter o meu negócio. Sempre tive vontade de dizer ‘esse é o meu negócio’, por mais simples que fosse porque era meu, da minha família”, diz.

Hoje, ela dá uma dica muito importante para quem quer se tornar um empreendedor: o acompanhamento do Sebrae. “Empreender é você ter ideias o tempo todo, então você tem que ter vontade pra colocar em prática e o Sebrae indica todos os caminhos, ajuda a fazer o fluxo de caixa, a estudar o público-alvo e a criar os preços, por exemplo”, explica.

Fotos: Facebook Tapiocaria Nordeste Capixaba