Integrada e Prêmios Lusófonos: FAESA em Portugal

Mais uma vez os alunos da Comunicação Social estão de parabéns! Desta vez, o mérito é internacional: a Agência Integrada, composta pelos alunos Mila Vieira, Eduardo Pagotto, Alexandre Gadioli e Juliana Ramaldes, emplacou uma campanha no shortlist do Prêmio Lusófonos de Criatividade, que acontece em Lisboa e que tem, entre suas categorias, uma estudantil.

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Mais especial ainda é ver que dentre a lista divulgada para a final da premiação, apenas três instituições brasileiras estão representadas: a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Miami Ad School, de São Paulo, e a FAESA.

A proposta deste ano foi a de homenagear um dos patrocinadores do Prêmio, a escola Flag de Design. Desta forma, foi divulgado o briefing cujo objetivo buscava a “Elaboração de uma estratégia multicanal que promova o fortalecimento da relação com antigos formandos através do impacto da Flag na vida destes, favorecendo a fidelização e envolvimento com a marca, através da celebração do seu 26º aniversário”.

sala de escritório com pessoas trabalhando

Membros da equipe finalista da premiação portuguesa

Traduzindo o jeitinho português, a ideia era celebrar os 26 anos da escola. “Eles resolveram fazer algo maior para comemorar, mesmo não sendo uma data redonda. Por que 26? Porque a gente quer 26! 26 porque sim”, comenta o Responsável técnico pela Integrada, Gustavo Coutinho Brito.

Foi então desenvolvida uma campanha publicitária nesse sentido, de modo a tentar “fazer uma ode” aos alunos que já passaram pela Flag. A ideia da Integrada foi intitulada de “A formar astros”, como diriam e entenderiam os portugas.  “A gente pegou blockbusters, recriou pôsteres desses filmes com nossas fotos, como se fossemos alunos da Flag. Queríamos passar a ideia de que na Flag o “astro é você”, a estrela da sua própria vida”, comentou a aluna e finalista na premiação Juliana Ramaldes.

Foram escolhidos três filmes para o início da campanha, que contam histórias de superação dos personagens principais: pessoas que buscaram qualificação para vencer, assim como os alunos da Flag, que buscaram aperfeiçoamento lá para crescer profissionalmente. Mas, diferente dos astros dos grandes filmes, a história das pessoas que passam na Flag não dura apenas 2 horas. Os filmes escolhidos foram: Rocky, Flashdance e Karate Kid. Recriamos cenas principais e substituímos os atores pelos alunos, que posaram de modelos usando o laboratório de fotografia”, acrescenta Gustavo.

Mais importante do que qualquer vitória concreta é a experiência adquirida pela equipe que conta com cerca de um mês de formação. “Ser finalista já é uma grande conquista. São os 4 aqui que participaram e fizeram”, comemora o responsável técnico. Já em relação à premiação, que foi sediada na capital lusitana, esta teve seu transcurso sem a necessidade de deslocamento para Lisboa, já que este seria bem dificultado pela falta de tempo hábil.

Desafios enfrentados

O que talvez tenha chamado mais atenção na trajetória da agência laboratório foi o esforço para entregar a campanha em uma semana. “Foi muito bom participar, a gente se esforçou muito pra fazer uma coisa legal. E a gente já tava bastante em cima da hora quando descobriu que dava. A gente fez tudo se esforçando pra mandar alguma coisa realmente boa a tempo”, conta a estagiária Juliana, do curso de Jornalismo.

O professor e coordenador do projeto, Victor Mazzei, ainda comentou sobre a diferença do fuso horário, que serviu para dar um frio na barriga adicional. “Trabalharam o final de semana todo, já que o prazo era até meia noite de domingo para segunda lá em Portugal, levando em consideração o fuso horário. O horário que o Alexandre mandou pra gente de submissão do trabalho foi por volta de 23h28 de lá! Então foi bem no limite”, ressalta ele.

rapaz sendo fotografado com pose engraçada

O membro da equipe Eduardo Pagotto, em making of

Outra questão que demonstra o perfeccionismo dos membros do grupo e a vontade de vencer, digna de super-herói ou de personagem principal dos filmes, foi a preocupação com que lidaram com as peculiaridades da língua portuguesa utilizada na “terrinha”. “Cada palavra que o pessoal de texto fazia, a galera ficava se questionando ‘isso é falado assim por lá?’, então a Mila mandava para amigas dela em Portugal para ver se tinha alguma palavra que soava esquisita ou pouco usual. Além disso também buscaram identificar como eram as traduções dos filmes lá em Portugal, para não cometerem gafes”, acrescenta Gustavo Coutinho.

Além do idioma, cabia aos estagiários e concorrentes ao prêmio a investigação primordial dos tipos de mídia utilizados no país europeu. Segundo Juliana, a equipe atuou com cautela para evitar montar um projeto que lá fosse se tornar inviável, como no caso de alguns outdoors que são proibidos em determinadas cidades portuguesas em virtude da poluição visual.

Reestruturação da Integrada

A agência laboratório da FAESA, que durante bastante tempo manteve uma composição tradicional, marcada por dois diretores de arte e dois redatores, agora passa por uma reestruturação para mudar o foco para os meios digitais e para, como diria Victor Mazzei, “ampliar o leque num sentido interdisciplinar“, retornando às origens e trazendo membros que não cursem apenas Publicidade e Propaganda.

Assim como a aluna Juliana, que cursa o 5º período de Jornalismo, a estagiária Mila já é formada em Design de Moda e traz diversos insights e novas propostas à Integrada. E neste cenário, a equipe já chegou colhendo frutos do acolhimento da diversidade de áreas e fazendo a estreia com pé direito. “Foi o primeiro grande trabalho do grupo e todo mundo trabalhou bem”, acrescentou Mila Vieira.

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