Visita às emissoras: proposta ao Jornalismo

slides que mostram 3 pessoas e suas funções numa emissora de TV

Trecho da apresentação preparada por Matheus Metzker, membro do grupo da entrevistada Mylena Valim

Um trabalho desenvolvido para a disciplina de Produção de Texto para rádio e TV, do terceiro período de Jornalismo, teve como proposta fazer com que os alunos, divididos em grupos, tivessem um primeiro contato com as emissoras de televisão. O resultado surpreendeu o professor Felipe Dall’orto e também provocou as melhores reações nos alunos.

Apesar de uma minoria dos estudantes terem entregado um produto final no formato tradicional, diversas equipes trouxeram algo inovador.  “Os resultados foram muito legais, os alunos se empolgaram muito na produção do conteúdo que foi apresentado. Claro que teve grupo que fez naquele formato de ‘entregar papel’, mas alguns fizeram encenação como se fosse um telejornal, e teve gente que conseguiu entrevistar pessoas e ver todo o processo de produção de uma matéria. Acho que isso que foi legal”, comenta o titular da disciplina.

Acho que mesmo para quem já tinha ido foi muito legal ver a reação e para quem tinha ido pela primeira vez acho que pode ter gerado um deslumbramento, mas, ao mesmo tempo, a gente também desconstrói um pouquinho essa imagem para entender realmente o que é uma emissora de rádio e televisão”, afirmou o professor.

Um dos grupos, composto por Mylena Valim, Karen Benício e Matheus Metzker, do turno matutino, foi acompanhar o ESTV 1ª edição. “Nós três fomos na Gazeta e conversamos com a produtora chefe (Suely Lievori). Fizemos perguntas sobre a mudança de linguagem ao longo do tempo no programa. Questionamos como era produzido, quantos produtores trabalhavam lá. Ela nos atendeu muito bem. Depois conversamos com Philipe Lemos (apresentador), que também foi muito legal”, afirma Mylena, 20, em visível empolgação para falar do tema.

Nosso diferencial foi que nós também incluímos a visão do telespectador. Entrevistamos por meio do Instagram. Tentamos procurar fãs de verdade, que realmente acompanhassem o programa. Um deles era muito fã do Philipe e a outra, que é do interior do estado, e que mesmo assim não perdia o programa. Foram pontos de vista diferentes, já que gostavam mais de sessões distintas da programação”, trata a estudante de Jornalismo.

Segundo Felipe Dall’orto, houve grupo que ultrapassou ainda mais as barreiras do convencional. “Teve um grupo que fez o telejornal ao vivo, chamando as matérias que eles gravaram no programa, que foi o pessoal do Jogo Aberto. Teve o grupo que conseguiu pegar o apanhado tanto de quem produziu a matéria como também do público, em que foi entrevistado um ouvinte que sempre tá junto, então eles trouxeram também este outro olhar. Os grupos em geral realmente se envolveram nesse processo. Parecia que cada um tava defendendo o programa que tinha ido, sabe?”, acrescenta o docente.

Na visão do aluno Luis Filipe Freitas Oliveira, 19, do 3º período noturno, que foi, junto ao seu grupo (também composto por Rafael Roschel, Eduardo Maia e Marlon Lima), para se aprofundar nos bastidores do rádio e acompanhar o “Esporte em primeiro plano”, em circulação há 50 anos, teria sido uma honra participar e ver de perto o amor que conduz a produção do programa escolhido.

A gente sabe que o salário de um jornalista não é tão grande, o investimento no esporte capixaba também não. Algumas pessoas não se interessam tanto nem pelo futebol em si, não atrai a grande massa como nos outros estados (Rio, São Paulo, por exemplo), não atrai 30 mil pessoas como lá, mas tem sempre gente que acompanha, às vezes de casa pela rádio ou pela televisão. E aí foi muito legal ver a dinâmica do programa. Eu já conhecia, porque eu participo um pouco, fazendo algumas matérias, como entrevistas com jogadores”, narra o aluno.

Outro aspecto destacado pelo estudante e fanático por futebol foi o fato de a audiência do programa não se restringir ao público comum ao futebol. “Tem dona de casa que liga pra rádio e fala que ouve o programa todos os dias, tem o pessoal mais novo também, os próprios jogadores e quem trabalha com o futebol”, finaliza Luís.

Objetivos centrais

Acerca do objetivo primordial do projeto, a ideia foi a de entender o processo de noticiabilidade, buscando compreender como funciona a linha editorial de cada um dos programas e realmente proporcionar familiarização com todo o processo real de produção de uma matéria.

Um outro desafio ao estudante foi o de administrar o tempo: foram concedidas duas semanas para preparar tudo, desde o agendamento da visita, até a gravação de entrevistas e o momento da apresentação. Para esta, foram disponibilizados 15 minutos para cada apresentação, que até rendeu mais tempo. “Alguns grupos foram além devido à qualidade”, ressalta o professor Felipe.