A importância do smartphone como ferramenta jornalística

Texto escrito pelos alunos Gustavo Fernando, Vinícius Lodi e Daniel Massaroni para a disciplina de Laboratório Experimental de Comunicação Integrada, ministrada pela professora Marilene Mattos.

A utilização dos smartphones está cada vez mais atrelada à produção de informação jornalística e ao consumo de notícias em mobilidade. Nos dias de hoje, é cada vez mais comum o jornalista utilizar a denominada “quarta tela” para gravar vídeos, áudios, realizar transmissões ao vivo, anotar informações e escrever o texto.

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“O imediatismo é ainda o grande ‘filão’ jornalístico”, diz Wing Costa / Foto: Reuters/Divulgação

Nesse contexto, a produção e a recepção das notícias são modificadas e as mudanças ainda causam grande impacto nas redações, seja no jornal impresso, online, TV ou rádio. O editor executivo do portal Gazeta Online Aglisson Lopes afirma que os smartphones são fundamentais para a produção jornalística.

O Jornalismo se beneficiou muito dessa tecnologia porque todo o fluxo de produção da notícia, de apuração, publicação e distribuição foi favorecido com o advento da tecnologia. Isso é inconteste”, relatou Aglisson.

Esta também é a opinião do repórter multimídia Kaique Dias, que, com o smartphone, produz para todos os veículos da Rede Gazeta. Ele acredita que, com o avanço da tecnologia, até mesmo o telejornalismo utilizará cada vez mais o aparelho, substituindo as câmeras de vídeo.

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Kaique Dias se tornou referência no Jornalismo multimídia capixaba / Foto: Suellen Araujo

Para o repórter do jornal online Folha Vitória Breno Ribeiro, o smartphone é uma importante ferramenta na produção de conteúdo multimídia, sendo fundamental para agilizar, e facilitar, a vida do repórter online.

Para se ter uma ideia da influência do consumo de informações relacionadas ao smartphone, 90% de nossa audiência após às 18 horas é proveniente de aparelhos mobile (celulares e tablets). E o jornalista deve se adaptar a esse tipo de mudança”, afirma.

Consumo de notícias

Um dos pontos fundamentais da grande mudança no fazer jornalístico é a forma como acontece a produção de conteúdo. Nesse sentido, as quatro etapas do Jornalismo, ou seja, apuração, produção, circulação e consumo de informações são as mais afetadas.

O brasileiro continua consumindo notícias, isso não mudou, mas agora, não somente nos jornais impressos, TV e rádio. Basta abrir o Twitter, Facebook ou WhatsApp para perceber que elas estão sendo compartilhadas, curtidas e comentadas nas redes sociais o tempo todo.

Um relatório da Reuters Institute News Digital 2017 mostra que 66% dos brasileiros usam aplicativos de redes sociais para ler notícias. E não é só isso: 60% confiam no que é publicado nelas.

Essa também é a opinião do editor executivo do jornal online Folha Vitória, Wing Costa, que analisa uma forte mudança no fazer jornalístico aliada à influência do leitor online. Wing ressalta que um dos maiores problemas dessa nova forma de produzir e consumir notícias é que o mercado ainda não descobriu a “fórmula mágica” para continuar ganhando dinheiro com o Jornalismo.

Para o editor executivo do jornal, há uma cobrança cada vez maior para redações e profissionais multimídia que fotografam, filma, editam e escrevem, mas as empresas não se adequaram aos novos avanços.

Imediatismo

De acordo com a pesquisa Global Mobile Consumer Survey de 2017, conduzida pela Deloitte com 2.000 usuários no país, 94% acreditam que o aparelho é o melhor meio de se comunicar. Dessa forma, é perceptível que a internet e os celulares oferecem um fator crucial para a comunicação: a rapidez.

O editor do Folha Vitória também aponta o imediatismo da notícia como uma das importantes mudanças relacionadas aos smartphones.

Com o aparelho nas mãos, o indivíduo grava um áudio falando sobre o trânsito, fotografa um acidente e filma um flagrante. O imediatismo, isto é, a notícia nova, ainda é o grande ‘filão’ jornalístico. E o smartphone proporciona, como ferramenta, que pessoas criem notícias e as divulguem”, ressalta.

Nesse contexto, aparecem as notícias falsas, ou fake news, uma das maiores vilãs da informação na era digital segundo Wing Costa. “O fato desse tipo de notícia ser revestido de artifícios que lhe conferem aparência de verdade, como serem provenientes de um site de credibilidade ou o nome de uma grande personalidade relacionada, auxiliam com que sua disseminação ocorra de forma ainda mais rápida”, aponta.

Confira a opinião do repórter Kaique Dias e do editor executivo Aglisson Lopes:

 

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