O ENEM e a nada confortável ansiedade

Se sozinha a ansiedade já é um grande problema para a calmaria dos indivíduos, ela ganha ainda mais força no emocional daqueles que precisam enfrentar o temido Exame Nacional do Ensino Médio, mais conhecido como ENEM.

Antes de tratar do exame que mobiliza grande parte dos estudantes brasileiros do ensino médio, torna-se necessária uma breve explicação sobre o problema que mexe com o emocional da população devido a diversos motivos:

Comum, mas inconveniente

“A informação transformou-se na força motriz de nossa vida e a terrível ameaça dessa pilha cada vez maior a exigir compreensão leva a maioria de nós à ansiedade.” –  Richard Saul Wurman 1991.

A ansiedade é a grande vilã do século XXI. De acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking dos países com maiores índices de desordens de ansiedade, e os afetados somam uma porcentagem de 9,3% da população. Existem vários fatores que estão presentes para o desencadeamento de tal sensação, mas em uma visão mais completa e social, o estudo apontou que o grande crescimento da população e a alta taxa de longevidade são questões que ajudam e somam bastante.

A sensação é natural para todas as pessoas, porém quando está em excesso pode trazer diversos problemas além do constante incômodo. Entre os sintomas estão a preocupação excessiva, a insônia e o medo irracional. Os indivíduos afetados pela ansiedade em excesso sofrem por imaginar situações futuras e já montar planos para elas.

De acordo com o livro Ansiedade de Informação: como transformar informação em compreensão de Richard Saul Wurman, o excesso das informações pode acarretar no desenrolar da ansiedade. Tem-se uma vasta quantidade de notícias à disposição das pessoas, porém elas são absorvidas de forma errada, sem qualidade – o conteúdo não é aproveitado ao máximo.

“Para sobreviver no mercado de trabalho e até para atuar na sociedade em geral, somos forçados a assimilar um corpo de conhecimentos que se amplia a cada minuto. A prova disso é a pilha cada vez maior de periódicos, livros, brochuras, memorandos e relatórios anuais que provavelmente está crescendo em seu escritório à espera de leitura.”, afirma Richard Saul Wurman.

Outra questão que causa o problema é a tentativa de atender às expectativas dos outros. Como por exemplo, querer se esforçar demais para agradar os superiores, colegas e pais. Esse é um motivo que, sem dúvidas, ganha destaque para muitos vestibulandos.

Temido e aguardado

O Exame Nacional do Ensino Médio é uma porta de entrada para o Ensino Superior. Por meio da prova, os estudantes já formados no Ensino Médio conseguem ingressar em faculdades e universidades se atingirem uma determinada pontuação.

Marca do ENEM / Imagem: divulgação

Sempre realizada no final do ano, nos meses de outubro ou novembro, a prova acontece em dois dias, e nesta edição, foi marcada para os dias 4 e 11 de novembro, que são dois domingos consecutivos.

  • O primeiro dia já aconteceu, e ele foi destinado para 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e 45 questões de Ciências Humanas. Além disso também foi realizada a Redação, que possuiu como tema “A manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.
  • O segundo domingo será destinado para 45 questões de Ciências da Natureza e 45 questões de Matemática. A duração do exame é de 5h, começando às 13h30.

Importante: os portões dos locais de prova serão fechados às 13h! O atraso é desclassificatório.

A necessidade de conseguir um bom resultado desencadeia a ansiedade, ainda mais com a prova do ENEM sendo abordada por um grande número de pessoas: professores, pais, colegas. Até mesmo em propagandas. É uma competição de quem é mais capaz em pontuar o maior número de questões, diminuindo a autoestima daqueles que não conseguem um bom resultado. Vestibulandos estudam durante o ano todo para realizar uma prova decisiva dividida em dois dias. É um tempo pequeno para o estrago que a ansiedade fez na saúde do aluno.

De acordo com um estudo realizado pela graduanda de Psicologia Geruza Tavares D’ávila  junto a psicóloga Dulce Helena Penna Soares, em 2003, o vestibular não toma conta apenas do aluno que o realizará, como também de toda a família do indivíduo. Um exemplo comum é o de famílias que evitam sair para não distrair o filho e não atrapalhar os estudos dele.

Os resultados das pesquisas realizadas mostraram o poder que a prova ENEM exerceu nos estudantes entrevistados:

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Dentre as razões pelas quais a ansiedade se torna presente no emocional do aluno, está o medo da reprovação. Além disso, também é notada a questão já citada acima, de um indivíduo sentir que deve atender às expectativas de outro. O aluno se enquadra aqui, por exemplo, com a necessidade de atingir às expectativa dos pais e do plano de vida montado por eles.

A aprovação do filho, por outro lado, também é uma forma, segundo o primeiro estudo analisado, de provar que os pais deram uma oportunidade de boa educação aos filhos. “Se os filho são aprovados, são também os pais aprovados perante a sociedade”, segundo pesquisa D’Ávila e Soares.

Para motivar

O vídeo abaixo é uma mensagem de incentivo transmitida pela estudante de História Débora Aladim. Conteúdos como este são formas de aliviar o estresse e a ansiedade dos vestibulandos.

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