A vilania do plástico por trás da utilidade

Todo mundo sabe que o plástico é um material de utilidade versátil, mas acontece que ele está causando muitos problemas para o meio ambiente. Utilizamos o plástico para praticamente tudo, beber água (copos, canudos e garrafas), nas roupas, na conservação e estocagem dos produtos e isso está causando uma infestação deste material que é descartado de forma irregular nos oceanos. Esta “invasão” do plástico desencadeia a morte de milhares vidas marinhas e prejudicando o ecossistema como um todo.

O assunto foi abordado no último Culturalize deste ano pelos professores Stella Santana e Walter Có. De acordo com Stella, 80% dos problemas dos oceanos são causados pelo continente, e um dos motivos é o descarte de resíduos sólidos nas águas. A grande quantidade de indivíduos que habita o planeta Terra é diretamente proporcional a produção de tais materiais, ou seja, temos 7 bilhões de habitantes no planeta, agora imagine a quantidade de plástico que essas pessoas consomem.

Segundo o estudo The New Plastic Economy, no ano de 2013 o mercado produziu cerca de 78 milhões de toneladas de plástico, o que teve um resultado financeiro de 260 bilhões de dólares. A expectativa para o ano de 2050 é que este número quadruplique para 318 milhões de toneladas anuais.

O plástico é um material composto por várias cadeias de etilenos unidas por ligações de carbono, uma das mais fortes que existe. De um lado, tem-se a vantagem por ser um produto com mais resistência, porém, esse é justamente um dos pontos negativos, pois a decomposição do plástico pode levar séculos. De acordo com informações da revista Super Interessante, os plásticos tradicionais podem demorar mais de 200 anos para se decompor.

Ilha de Plástico

Também conhecida como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, a Ilha de Plástico que fica localizada entre a costa da Califórnia e o Havaí é um dos locais em que os oceanos estão mais poluídos. Isso ocorre porque na região acontece o fenômeno Giro do Pacífico Norte, que abrange as Correntes Oceânicas Equatorial Norte, Pacífico Norte, da Califórnia e a Kuroshio. Só para lembrar, o giro oceânico é um sistema que abrange  correntes marítimas rotativas devido aos movimentos eólicos. No caso, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico é um resultado desses movimentos do vento, tornando-se um aglomerado de lixo.

Ilustração do Giro do Pacífico Norte / Fonte: google

Um levantamento liderado pela ONG The Ocean Cleanup Foundation com uma vasta equipe de cientistas foi realizado em 2015. De acordo com o site O Globo, os resultados apontaram que:

  • das 1.136.145 amostras de lixo, 99,9% eram compostas de plástico.
  • o peso da quantidade de lixo na região ficou em uma estimativa de 79 mil toneladas.
  • 92% do conteúdo da Ilha de Plástico é representado por pedaços maiores do material, que de acordo com os cientistas, vão se desintegrando ao passar dos anos.

E o plástico em tamanho menor afeta os animais, por serem confundidos com alimento.

 

Vida Marinha

Os maiores prejudicados com o excesso de resíduos sólidos, sendo plástico ou qualquer outro tipo de material não biodegradável, são os animais; e não apenas os que vivem dentro dos oceanos, como também as aves que se alimentam de peixes. O prejuízo é muito maior quando estudado. Existem casos de animais que morreram por ingerirem grande quantidade de plástico. Um exemplo, foram os 29 quilos de plástico encontrados no corpo da baleia cachalote que morreu por não conseguir expelir tal material.

O jornal online Catraca Livre deixou dados importantes na matéria produzida sobre o plástico ser a causa de morte de muitos animais. Nela estão presentes dados revelados de uma pesquisa feita pela Universidade de Queensland, na Austrália, que mostrou dados impressionantes e tristes ao mesmo tempo:

  • Anualmente, 100 mil animais marinhos morrem vítimas do plástico.
  • Mais da metade de tartarugas existentes já comeram plástico.

O que fazer

Ainda não há uma solução definitiva para acabar com o plástico nos oceanos. O que deve ser feito é a limitação do uso de produtos com esse material, principalmente daqueles que são usados como acessórios: copos, talheres, canudos. Para estes, algumas leis já foram sancionadas em vários estados do Brasil em prol da proibição do uso de tal apetrecho. Restaurantes, bares e locais que continuarem a trabalhar com canudinhos serão multados. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a adotar a lei. No Espírito Santo, em Vila Velha, por exemplo, a sanção foi aprovada. No município de Vitória, um projeto parecido com o de Vila Velha (proibição do canudo de plástico) ganhou o aval dos vereadores do local no dia 6 de novembro. Ele agora só precisa passar pelas mãos do prefeito Luciano Rezende, que irá decidir vetá-lo ou não.

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