A diferença nutricional pelo mundo

A alimentação saudável, com produtos naturais em nossas refeições diárias, é uma das melhoras maneiras de garantir qualidade de vida, porque faz nosso corpo funcionar de forma ativa e ajuda na prevenção de doenças. Comer alimentos saudáveis é uma forma de evitar doenças crônicas, proporcionando uma vida ativa sem problemas futuros.

O corpo humano precisa de diferentes nutrientes, dentre eles carboidratos, gorduras, proteínas, fibras, vitamina, água e sais minerais. Esses itens são essenciais para se ter uma vida melhor. A variação de grãos, verduras, legumes e frutas deve fazer parte das refeições do dia a dia. Mas a quantidade varia de acordo com o organismo e com a prática do exercício físico.

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Ciclo de alimentos com proteínas, grãos, vitaminas, sais minerais e outros /  Foto: Divulgação do Google

Mas o tipo de alimentação varia de acordo com questões culturais e hábitos dos locais no qual o indivíduo se encontra. A diversidade alimentar varia de país para país.

No Brasil as culinárias regionais mais famosas pertencem aos estados de Minas Gerais e Bahia, sendo a culinária mineira marcada pela influência portuguesa em iguarias e laticínios como o pão de queijo, o queijo minas e o feijão tropeiro. Já a culinária baiana pela presença de quitutes de origem africana como o acarajé, o abará e o vatapá. O Espirito Santo é bastante conhecido pela Moqueca Capixaba que é reconhecida pelos turistas brasileiros e estrangeiros quando visitam o Brasil.

Na sociedade contemporânea o almoço é uma das principais refeições na vida do ser humano. Fazendo a comparação do que se é digerido em alguns países, se nota uma diferença na variação de alimentos, e se faz ou não bem para á saúde.

Estados Unidos

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Café da manhã norte americano compondo uma variedade de alimentos com muitas frutas, gordura e vitaminas / Foto: divulgação

Os Estados Unidos da América possuem diferentes influências gastronômicas, a alimentação dos americanos têm muitas variações regionais e com hábitos bastante diversificados.

Os alimentos do café da manhã norte-americano são ovos batidos, bacon, panquecas, cereais e pães com pasta de amendoim, acompanhados com café ou suco de laranja, já que eles são os maiores consumidores da fruta no mundo. O almoço do norte-americano é leve, devido ao pouco tempo disponível para se alimentar podendo ser simples ao ponto de ser constituído de apenas um único sanduíche. O jantar é, na maioria das famílias americanas, o principal prato do dia.

Brasil

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Almoço brasileiro com uma grande variação regional de comidas tipicas do Brasil / Foto: divulgação

Em nosso país de grande extensão e com uma enorme diversidade cultural, consequentemente temos um ”cardápio” de alimentos diferente para cada região. É como se cada estado do país desenvolvesse a sua própria culinária, com ingredientes característicos da região, por conta dos contrastes territoriais que o Brasil possui.

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Imagem representa a alimentação da criança brasileira, que contem arroz, feijão, carne e salada / Foto: Gregg Segal

A situação nutricional no Brasil passou por diversas alterações, inicialmente uma das principais preocupações era combater o problema da fome na década de 90.

Hoje em dia os órgãos de saúde procuram combater a obesidade, e os problemas relacionados a ela como a diabetes e a hipertensões, assim como a questão da desnutrição em determinadas regiões.

A Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a população brasileira está preferindo alimentos mais gordurosos na hora de se alimentar. De acordo com os dados, cerca de 60% dos alimentos com maior teor de gordura fazem parte da alimentação diária da população.

Senegal

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Alimentação de uma criança senegalesa é baseada em cereais (arroz, milho, sorgo), legumes e peixe. Isso quando tem algo para comer./ Foto: Gregg Segal

Organização das Nações Unidas (ONU) relata que a dieta em Senegal é baseada em cereais (arroz, milho, sorgo), legumes e peixe.  E são adicionados amendoim e feijão-frade para complementar, mas os cereais representam dois terços do fornecimento de energia. A proporção de proteínas para o fornecimento de energia alimentar permanece baixa, enquanto a proporção de lipídios está aumentando, o que reflete a transição nutricional atual.

As dificuldades do setor agrícola, somadas à pobreza, são as principais causas de insegurança alimentar dos cidadãos senegaleses. Um quarto da população sofre de desnutrição, uma proporção que se manteve estável na última década.

China

Por conta da sua diversidade cultural e do tamanho do seu território, cerca de 9.536.499 km², a China dispõe de uma gastronomia com propriedades bastantes peculiares. Fazem parte do cardápio chinês alimentos como: insetos, cigarra, cavalo marinho, cobra e escorpião no espeto como exemplos.

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Pratos típicos da China que compõe alimentação tradicional do país / Foto: divulgação

A China incorpora na sua cultura alimentar muitos conceitos da medicina tradicional chinesa, com suas  próprias teorias em relação a alimentação saudável. A alimentação na China não é feita para apenas satisfazer o apetite mas também como prevenção de doenças.No entanto, a dieta da alimentação tradicional chinesa, apesar das suas iguarias regionais, utiliza ingredientes como óleo de gergelim e moluscos, os quais estão associados a valores terapêuticos e capacidade de promover o bem estar das pessoas.

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Base alimentar de uma criança chinesa, que tem todo esse cardápio da foto / Foto: Gregg Segal

França

Os franceses têm muito cuidado com a alimentação. A busca por refeições saudáveis começa desde cedo, a partir dos recém nascidos. A França não sofre com problemas de saúde ligados a obesidade. As crianças também seguem esses hábitos alimentares. Desde a escola maternal, na cantina, elas têm um menu que prima por alimentos saudáveis.

Um estudo feito pelo New England Journal of Medicine em 2017 indicou que  a obesidade está a todo vapor no mundo, mas ”estacionou” na França nos últimos anos.

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O mundo vive hoje a epidemia da obesidade, uma doença que cresce em proporções alarmantes. Apesar dos poucos dados epidemiológicos disponíveis, a maioria dos países desenvolvidos já identificou o problema / Fonte: Clinotavora

culinária francesa possui grande variedade de pratos e é uma das mais prestigiadas pela alta cozinha, principalmente no ocidente. A grande diversidade de queijos, vinhos, carnes e doces, marcam a França na gastronomia.

A gastronomia é um dos grandes prazeres dos franceses. Eles comem sem culpa, sem nenhuma restrição a alimentos sendo saudável ou não. Não comem pouco, se alimentam bem mas costumam elaborar um cardápio semanal para as refeições em família.

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A fartura de uma mesa típica de uma família francesa / Foto: Makan Bersama

Cada alimento tem um lugarzinho no prato e a “mistura” entre eles é feita na hora de levar o garfo à boca. E os acompanhamentos não são inúmeros como no Brasil. Normalmente, a carne, o peixe ou a ave terá um acompanhamento (arroz ou batata ou feijão, por exemplo). Aparentemente, o único acompanhamento inseparável dos franceses é o pão, comido com o prato principal e com o queijo, todos os dias, no almoço e no jantar.

Durante as refeições, geralmente bebe-se vinho e/ou água. Refrigerantes, sucos e afins ficam de fora e são consumidos apenas no aperitivo. Aliás, refrigerantes não são muito vistos nas refeições, conforme explica a página do Brasileirinhos pelo Mundo. 

A desigualdade alimentar no mundo

A gastronomia mundial  não é apenas a arte de cozinhar e o prazer de comer, mas também a sua relação com os recursos alimentares disponíveis naquela região: influenciada pela geografia, natureza dos solos, proximidade do mar, clima, etc.

Os hábitos alimentares de cada país fazem parte da cultura e do poder econômico daquela população. A alimentação é bastante desigual no mundo e um desequilíbrio pode afetar a saúde das pessoas, seja pelo excesso, causando o problema da obesidade ou pela escassez, causando a desnutrição.

Nos países desenvolvidos há uma abastada oferta de alimentos, porém, o consumo sob o ponto de vista nutricional, nem sempre é adequado, podendo ocorrer excessos, ao mesmo tempo, as populações dos países em desenvolvimento convivem com a escassez de alimentos e não dispõem de recursos educativos, ambientais e até financeiros para obtenção dos mesmos, tendo como conseqüência a fome e/ou subnutrição.

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