Um doce problema chamado diabetes

Segundo a Federação internacional de Diabetes (IDF) existem 425 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Serão 629 milhões de diabéticos em 2045.

A diabetes é uma doença bastante comentada pela população brasileira. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, ela cresceu entre os brasileiros nesses últimos dez anos em um número de 61,8%. É uma porcentagem grande para ser ignorada, mas, antes de mais dados sobre o aumento de tal problema, torna-se necessária uma explicação própria sobre a doença.

O que é diabetes?

A diabetes é uma doença que ocorre devido a falta de insulina no sangue, ou pela resistência do organismo a tal hormônio. A insulina, que é produzida pelo pâncreas, controla a glicemia — a concentração de açúcar no sangue. Ela é como um porteiro que permite o acesso do açúcar às células, permitindo entrar somente o necessário.

Imagine uma festa na qual a  insulina seria um porteiro que deixaria apenas os convidados entrarem na comemoração; sem o porteiro, penetras conseguiriam se infiltrar no evento, o que não é legal. O que, em uma metáfora, geraria o diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) afirma que se houverem longos e constantes períodos do quadro de hiperglicemia (glicose alta) no sangue,  poderão existir “danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos”.

Existem três versões dessa doença:

O diabetes tipo 1:

Ocorre porque o sistema imunológico ataca as células do pâncreas devido a questões genéticas do indivíduo, e com isso, a insulina não é produzida devidamente. É mais comuns em crianças, adolescentes e jovens, porém, pode ser desencadeado em qualquer idade. O controle nesse caso é feito com a insulina, alimentação saudável e atividades físicas.

O diabetes tipo 2:

É gerado devido a resistência das células à insulina, além da produção insuficiente de tal hormônio pelo pâncreas. Ocorre com mais frequência em pessoas de idade avançada. De acordo com o site Natue, o consumo exagerado de açúcar e carboidratos refinados acaba gerando uma sobrecarga no órgão produtor de insulina porque ele teve que produzir o hormônio de forma direta (ou seja, muito) em função de controlar a glicemia e manter os níveis equilibrados. É tratado com atividades físicas, alimentação saudável e também insulina.

Tem-se também o diabetes gestacional que surge em períodos da gravidez devido a alterações hormonais. Da mesma forma que os tipos de diabetes apresentados anteriormente, esse pode ser tratado com alimentação saudável e exercícios físicos, lembrando que o acompanhamento médico é fundamental.

Informações do site Baby Center mostram que o diabetes gestacional é mais comum em mulheres que: já tiveram diabete gestacional antes, ou que já tiveram bebês considerados grandes; obesidade; idade avançada; parentesco de primeiro grau com alguém diabético.

Cuidados tomados

O estudante de Publicidade e Propaganda Vinícius Campana Rocha possui diabetes tipo 1 desde os 10 anos de idade. Ele afirmou que antigamente, antes de saber do diagnóstico, costumava consumir muitas bobeiras, como por exemplo, doces e chips. Porém, quando descobriu ser diabético, mudanças nos hábitos alimentares foram feitas, assim como a adoção de algumas ações:

“Passei a comer doces e outras bobeiras com menos frequência. Fiz alguns acompanhamentos com nutricionistas para melhorar os hábitos alimentares. Fiz alguns encontros com grupos de diabéticos para discutir melhores maneiras de controlar a doença”, contou o estudante.

Vinícius afirmou ter mais cuidado para não se machucar, já que a cicatrização é mais difícil de ser realizada. Para regular a taxa, ele utiliza insulina injetável de 2 a até 5 vezes por dia.

Doença em números

A Federação Internacional de Diabetes possui informações variadas sobre os estudos realizados ao redor do mundo voltados para descobrir questões sobre a diabetes. Ela lançou no ano passado o Atlas da Diabetes de 2017 que apontou que mundialmente, 425 milhões de adultos têm diabetes. De uma forma simplificada, é possível afirmar que a cada 11 pessoas, uma possui a doença.

Além disso, outros dados foram obtidos:

  • Cerca de um milhão de crianças e adolescentes têm diabetes tipo 1.
  • Dois terços dos diabéticos moram em regiões urbanas, o que corresponde a 279 milhões de indivíduos.
  • 1 a cada 6 nascimentos são prejudicados pela hiperglicemia da mãe na gravidez.

Os resultados mostraram que os países nos quais predominam pessoas com tal doença (possuindo mais de 20 milhões de habitantes diabéticos) são os Estados Unidos, Índia e China. Em segundo lugar, estão o Brasil, o México e a Indonésia, ao possuírem habitantes diabéticos entre um número de 10 a 20 milhões.

Alimentos que aumentam a glicose

Sintetizando a lista que o site Tua Saúde fez sobre alimentos que aumentam a glicose no sangue, tem-se os seguintes:

  • Bebidas alcoólicas;
  • Carboidratos simples;
  • Carnes processadas;
  • Salgadinhos (chips);
  • Doces

Curiosidade

A palavra diabete, de origem grega, é um substantivo de dois gêneros, apresentando a mesma forma, quer no gênero feminino, quer no gênero masculino.

Existem quatro formas corretas de escrita da palavra: o diabete, o diabetes, a diabete e a diabetes. Podemos utilizar qualquer uma dessas palavras quando quisermos referir a doença caracterizada pelo excesso de glicose no sangue, surgindo quando há redução ou deficiência na produção do hormônio insulina pelo pâncreas. A forma mais utilizada é o diabetes.

Fonte: Dúvidas Dicio

 

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