Virando a Página ganha prêmio Sinepe em Ação 2018

O projeto Virando a Página ganhou o troféu de melhor projeto social no Sinepe em Ação 2018, realizado pelo Sindicato das Empresas Particulares do Espírito Santo (SINEPE-ES), que foi disputado por outras instituições de ensino em um total de 58 participantes.

De acordo com o regulamento da inscrição dos projetos, o objetivo da agraciação é o de “incentivar, divulgar e premiar a atuação de instituições e indivíduos que tenham apresentado contribuições valiosas para a inclusão social dos cidadãos e iniciativas voltadas para a sustentabilidade ambiental”.

Foto do prêmio Sinepe em Ação 2018. Troféu foi vencido pelo projeto Virando a Página da Faesa Centro Universitário. Foto: Daniela Esperandio
Foto do prêmio Sinepe em Ação 2018. Troféu foi vencido pelo projeto Virando a Página da FAESA Centro Universitário / Foto: Daniela Esperandio.

“O projeto é muito importante para nós estudantes, e principalmente, o que ele causa na vida dos nossos alunos, lá em Xuri. Eles mudam de pensamento, querem mais conhecimento, são muito interessados. O sentimento dessa conquista é de felicidade. Estamos muito felizes e agradecidos”, disse Mayara Borba, uma das alunas participantes do Virando a Página.

O Virando a Página é um projeto realizado pela FAESA Centro Universitário em parceria com a Defensoria Pública do Espírito Santo. Ele  leva literatura e gramática a internos do Complexo Penitenciário de Xuri, em Vila Velha. Os alunos envolvidos são dos cursos de Ciências Biológicas, Comunicação Social e Pedagogia, sendo coordenados pelo professor Antônio Alves de Almeida, e também, pela defensora Roberta Ferraz.

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A defensora Roberta Ferraz, o professor Antônio Alves de Almeida e a aluna de Pedagogia Mayara da Silva Borba. Foto: Arquivo pessoal de Mayara da Silva Borba.

“Essa conquista nos deixa com o sentimento de alegria pelo reconhecimento. É um combustível para que possamos dar continuidade no projeto, criando. Nos motiva ainda mais a ajudar a transformar aquelas pessoas que estão em regime de cárcere e também a criar novos horizontes para nós e para eles, para tentarmos fazer uma sociedade capixaba ainda melhor. Cada vez mais democrática e inclusiva”, falou Antônio Alves de Almeida.

Opinião: eu, como extensionista do Virando a Página

A premiação do projeto, para mim, Daniela Esperandio, foi algo muito feliz. Representa que a nossa ação está sendo entendida, e essa premiação, de certa forma, serve como um incentivo para outros procurarem saber mais sobre a causa, que é a ressocialização de internos. 

Com prêmio ou sem prêmio, o que tenho a dizer é: o Virando a Página me ensinou muito. A humanidade pôde ser vista de diversas formas, assim como costumes diferentes que são adquiridos pelos alunos.

Despedidas

É estranho ver como a atenção é preciosa naquele lugar. Qualquer palavra para eles era algo que valia à pena ser ouvido, assim como qualquer assunto. O meu cachorro era um dos temas mais debatidos entre eu e eles, que sempre perguntavam pelo animal. É engraçado. Aqui fora nunca ninguém pergunta pelo meu cachorro, ou às vezes, como está o meu dia. Lá eles sempre perguntavam.

“Por que você tá aqui?”, indagaram certa vez. Não lembro o que eu disse, mas na minha mente uma resposta enorme está guardada hoje. Eu estava lá inicialmente pela literatura, que sempre foi algo importante na minha vida, porém, com o tempo, a vontade de fazer com que eles gostassem de histórias como a de O Pequeno Príncipe e O Menino do Dedo Verde, foi ficando cada vez maior.

Estar lá me fez abrir os olhos para outros lados da sociedade. Ela, em um todo, precisa de muita ajuda porque está completamente ferida. E está em diversos quesitos.

Não adianta colocar pessoas enjauladas, as transformar em animais selvagens e esperar que tudo fique bem quando elas saírem das celas ao terminarem de cumprir com as penas. Tais indivíduos precisam de uma nova visão para reparar o que erraram anteriormente. Não é um perdão pelo o que aconteceu, e sim, uma chance de recomeçar. O que foi feito não pode ser esquecido e apagado, mas se a evolução é desejada, ela precisa de um ponto de partida. E eu acredito muito no da literatura.

Bônus – Nathalia Ferreira, uma das voluntárias do projeto, segurando o troféu no caminho de volta, depois de uma aula no Xuri.

Voluntária do Virando a Página com o prêmio
Nathalia e o troféu / Foto: Daniela Esperandio Dias

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