Yan Damaceno

Muito querida pelos alunos no curso de Direito, Magali Gláucia Fávaro de Oliveira, 31 anos, é professora de Direito Penal, assessora no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), mestre em Direitos e Garantias Fundamentais e mãe do Tody, o cão de estimação.

Formada em Direito pela Unesc de Colatina em 2008, sempre quis seguir nessa carreira. Sem influência dos pais, nenhuma referência e a única a seguir por esse caminho, nunca teve nenhuma dúvida ou vontade de fazer outro curso.

Fez pós-graduação pela Escola da Magistratura do Espírito Santo (EMES) e logo depois fez mestrado em Direitos Fundamentais. Lecionou em Colatina durante um ano e, atualmente, está na FAESA Centro Universitário.

Magali Gláucia na biblioteca da Faesa promovendo seu livro “A Queixa e a Retratação: Um Estado de Amor e Ódio” (Foto: Thiago Rogenes)

Magali ministra quatro disciplinas, orienta TCCs e vai coordenar um projeto de grupo de pesquisa para o próximo semestre (2019/2) sobre criminologia e minorias.

Dicas para o curso de Direito

Para quem quer seguir na carreira do Direito e ter sucesso na profissão, Magali deixa algumas dicas:

Gostar de ler é fundamental ou pelo menos pegar o hábito de ler. Ler coisas simples e começar lendo um gibi. Gostar de ler literatura como um todo. Ser uma pessoa que de alguma forma esteja antenado com as notícias atuais

Magali Gláucia
Símbolos que representam o curso de Direito (Foto: Internet)

Outro ponto que Magali gosta de ressaltar é como o curso de Direito da FAESA é humanizado. Algumas matérias foram criadas para os alunos entenderem as diferentes realidades presentes no Brasil e como se comportar diante de cada uma delas. Um exemplo é a disciplina de Realidade Brasileira.

No 9° período, os alunos também têm um treinamento sobre violência doméstica. Nesse projeto estudam o que é a violência, como abordar, o que dizer, como sentir a dor do outro e como criar a empatia como próximo.

Isso é humanidade. É uma diferença no curso que em nenhum lugar a gente vai achar. Esse lado que eu acho o principal: gostar de ler, amar o outro e entender que o Direito é um elo entre a justiça e a sociedade. Não tem como separar as duas coisas

Magali Gláucia

Profissional de referência

Na sua área de atuação, Magali tem como referência um doutrinador de Direito Penal. Rogério Greco é jurista, professor e Ex-Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Já escreveu diversos livros sobre a matéria que Magali leciona e em cada livro ele traz uma mensagem cristã, sempre se identificando como “embaixador de Cristo”.

Rogério Greco, doutrinador de Direito Penal (Foto: Divulgação/Internet)

Ele é uma referência para mim de exemplo de profissional ético, humano, extremamente inteligente e servo também. O prefácio do livro dele é todo uma passagem bíblica e o incentivo para quem está lendo, quem quer estudar e para quem de alguma forma deseja continuar nos estudos. Eu acho isso lindo dele

Magali Gláucia

Livro

Sendo professora, Magali já leu tantos livros que não dá nem para contar, mas um livro que tem como inspiração e considera muito pessoal é “O impostor que vive em mim”, de Brennan Manning. É um livro cristão que retrata como os seres humanos se auto sabotam e aborda o evangelho de uma maneira diferente, em que o amor é para todos e não apenas para alguns

Capa do livro “O Impostor Que Vive em Mim” (Foto: Divulgação/Internet)

Ele traz no livro a ideia de que existe um impostor em nós e que o tempo todo quer negar a magnitude do projeto de Deus, que é amar a todos. Todos que chegam a mim merecem e precisam do meu amor. O amor de Cristo é completo, sem preconceito, sem cor, sem identidade. E esse livro me transformou nesse sentido

Magali Glaúcia

Magali pensa em escrever mais livros, pois já tem um publicado, porém pouco divulgado. “A Queixa e a Retratação: Um Estado de Amor e Ódio” fala sobre a violência contra mulher e está disponível na biblioteca da FAESA. Sobre o próximo livro, ainda não é nada certo, mas já há ideias para um próximo exemplar.

Capa do livro “A Queixa e a Retratação: Um Estado de Amor e Ódio” (Foto: Divulgação/Internet)

Quadrinhos

A inspiração do nome, que veio da Turma da Mônica, tem tudo a ver com a personalidade dela. A personagem Magali, que na primeira HQ já revelava que a descoberta do gato Mingau veio por meio das ruas, acabando por adotá-lo, é a personificação da professora Magali que, hoje, coordena um projeto para adoção de cachorros abandonados. Atualmente, assina a Turma da Mônica, lê e revende no seu bazar onde arrecada fundos para seu projeto com os cães.

Magali encontra Mingau na rua e decide adotá-lo. Foto: Editora Globo, fev/1989 – HQ “Minha Dona!”

Eu acho incrível, uma forma divertida e lúdica de passar para as crianças coisas boas. Se você olhar os quadrinhos, não tem nada que não seja sobre amor, companheirismo. A revistinha, por mais infantil que pareça, também passa para nós muitos aprendizados.

Magali Gláucia

Filme

Buscando uma forma de incluir o Direito, Magali indica um filme que tem pontos onde o curso também é envolvido. “O segredo do seus olhos”, filme argentino que retrata o estupro de uma jovem seguido de assassinato, trabalha as ideias entre justiça e vingança. Até que ponto se faz justiça e até que ponto se faz vingança em relação ao outro.

O filme retrata a diferença entre justiça e vingança. O que eu quero, o que eu acho que seja justo e o que eu acho que na verdade seja uma vingança, um desejo de punir o outro.

Magali Gláucia

Série

Magali confessa que é bem ruim para série. Seu histórico nessa categoria é bem limitado e quase inexistente, entretanto, acompanhou “24 Horas” fielmente. A série policial que é protagonizado por Jack Bauer, retrata o enfrentamento do personagem em relação as ameaças dos Estados Unidos e a defesa do governo. É uma série que trabalha o Direito Penal e a inteligência governamental, que foi o motivo principal para despertar o interesse da professora.

Série 24 Horas protagonizada por Jack Bauer (Foto: Divulgação/Internet)

Música

Despertar seus sentimentos e lembrar da família foi fundamental para responder a essa categoria, que também foi bem pessoal. A música favorita e que mexe com as emoções sempre que escuta é “Poema”, de Ney Matogrosso. A letra dela foi escrita por Cazuza para a avó, em forma de poema, e deixada em sua biblioteca depois que faleceu. Frejat a transformou numa música e Ney a interpretou.

Ela traz toda a memória dos avós, de como isso era bom, como era um tempo em que não havia preocupação e isso me remete aos meus avós, que eu sou muito apaixonada. E para mim é uma das músicas mais lindas

Magali Gláucia

Ponto turístico

Um lugar que transmite paz e deixa a espiritualidade de Magali aflorada é o Convento da Penha. Mesmo para quem não é católico, o lugar acolhe as diversas religiões e compartilha o respeito ao outro, motivo principal que a faz gostar e sempre visitar lugar.

Magali Gláucia no Convento da Penha. (Foto: Francisco Bravin)

Apesar de não ser católica, eu gosto do Convento da Penha. O lugar é generoso com todo mundo que vai lá em todos os sentidos. Ele abraça a fé do outro. Quando eu respeito o outro e é o meu dever respeitar o outro, a gente vive em paz. Quando uma religião respeita a outra, de fato a gente vive em paz. É um ponto turístico divino e você vê a cidade como um todo.

Magali Gláucia

Pessoa que admira

Seguindo a pouco tempo, Magali tem acompanhado as redes sociais da humorista e atriz Tatá Werneck. Com publicações sobre a importância da mulher no meio humorístico e a sororidade e o empoderamento feminino, ela tem mudado seu olhar sobre a apresentadora do “Lady Night”.

Tatá Werneck posando para revista de beleza Corpo a Corpo (Foto: Divulgação/Internet)

É uma mulher que tem se posicionado e tem tido sororidade com outras mulheres. Eu vejo pelas coisas que ela posta, o desejo de ajudar o outro. Ela tem tido, apesar de ser muito engraçada e boba, uma consciência social que me impressiona. Ela tem ganhado minha admiração

Magali Gláucia

Fato histórico

Quando se trata de um assunto que Magali gosta de pesquisar e que inclusive foi tema do seu livro, são as mulheres. Sobre a conquista de direito delas, os processos que culminaram na revolução das mulheres e o empoderamento feminino atual. Caso aconteça, seu próximo livro deve seguir nessa mesma temática: as mulheres.


Iara Prado e Schuma Schumaher em manifestação em frente à Igreja da Sé, em São Paulo (Foto: Nair Benedicto/Internet)

Eu gosto de entender o porquê das coisas, de onde a gente veio. As mulheres principalmente. Quem foram as pioneiras e o que elas criaram. A história, legalmente falando, sobre a ascensão das mulheres, o ganho de direito delas. Eu gosto de histórias sobre mulheres

Magali Gláucia
Posted by:Yan Damaceno

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