Matheus Metzker

Não só os animais de quatro patas, como cachorros e gatos, podem ser companheiros. Muita gente tem optado pelo exótico na hora de escolher um animal de estimação. Por isso, cobras, aranhas, iguanas ou lagartos podem ser facilmente encontrados na casa daqueles que fogem do padrão e arriscam especificamente na diversidade.

É o caso do veterinário de animais silvestres e exóticos Eduardo Lazaro de Faria, 32 anos. Ele não só cuida profissionalmente desse tipo de bicho, como também tem em casa mais de 50 espécies da fauna brasileira vivendo harmoniosamente. Desde de aracnídeos, serpentes até lagartos.

Esses animais trazem muito carinho para mim. É muito bom entrar no quarto e estar junto deles. E, claro, é um prazer ter a possibilidade de desmitificar o que falam desses tipos de animais

Eduardo Faria

O veterinário relata também que apesar de haver uma adesão cada vez maior de pessoas com desejo de ter um animal não convencional dentro de casa, é importante ter a legalidade no ato da compra para se prevenir de prejuízos morais e financeiros e evitar que fomente a própria comercialização ilegal sem precedentes que ocorre no Brasil.

“Para adquirir esses animais, as pessoas precisam ter obrigatoriamente marcação individual, nota fiscal e certificado de origem. Todos têm uma legislação para garantir legalmente. É importante que, antes de comprar qualquer um, sempre procurar um médico veterinário para se informar melhor, de como ter o animal e como fazer da melhor maneira”, sugere Eduardo Faria

Luiz Felipe Xavier criou o projeto “Menino das Cobras” para desconstruir o mito que a cobra é um animal ruim (Foto/Matheus Metzker)

O recepcionista Luiz Felipe Xavier, 21, cria animais exóticos. O jovem há sete anos, a partir de ver uma cobra em um retiro que fez com os amigos e não ter tido a possibilidade de mostrá-los, notou que esse tipo de animal que lhe chamava a atenção. E, assim, ficou em uma fila de espera na empresa que vende legalmente no Brasil por mais de dois anos na tentativa de conseguir duas espécies de jiboia.

“Ter jiboias para mim é um espaço de conscientização e de mostrar que da mesma forma que o cachorro tem a sua forma de afeto, a cobra também tem. Hoje, o mercado pet tem sido muito renovado. As pessoas querem um animal diferente, não para se exibir, mas pelo desejo aprender com aquele animal”, conta Luiz Felipe Xavier.

Luiz também utiliza as jiboias Genivaldo e Maria para conscientização. Isso porque por meio delas, criou o projeto ‘Menino das Cobras’ em que vai nos coletivos, escolas e instituições com os animais explicar como são verdadeiramente esse tipo de “bicho”, desconstruindo visões pré-formuladas socialmente. Esse projeto o fez conseguir arrecadar dinheiro e ir até para África fazer intercâmbio em um campo de refugiados.

Eu tenho a missão de desconstruir ideias. De mostrar as vantagens de ter um animal silvestre que você se identifica e da sagacidade que ele proporciona

Luiz Felipe Xavier

Outro que é encantado pelo próprio bicho de estimação é Mansour Neto, 28. Há um ano e meio que a cobra da espécie Corn Shake vive com o servidor público. “Deixei a caixa que ela vive mal fechada e ela fugiu. Entrei em estado de nervos. Chamei a família toda para ajudar a procurar e tivemos êxito. Contudo foi nesse momento que eu percebi o afeto pela Celeste. Sempre a via como um animal de sangue frio. Agora, realmente vejo que me preocupo muito com ela”.

Para o servidor público Mansour Neto a cobra Celeste faz parte da família (Foto/Arquivo Pessoal)

Foto de Destaque: Matheus Metzker

Publicado por:Valmir Matiazzi

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