Daniela Esperandio Dias

A tecnologia está presente na vida das pessoas do século XXI e isso inclui as crianças. Deixá-las longe dessa ferramenta é difícil, mas o convívio delas com os meios tecnológicos pode ter consequências negativas se não for realizado de forma responsável.

Um estudo feito em 2015 pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br) recolheu dados de crianças de todas as regiões do Brasil e apontou que os “pequeninos’ estão sendo expostas a assuntos de conteúdo violento presentes nas variadas mídias.

Na função de estabelecer limites para o uso da tecnologia na vida das crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou em 2016 o manual de orientações “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, o qual deixou recomendações de como deve ser a relação entre criança e meio para que o resultado seja saudável. Nas recomendações está presente a necessidade de monitoramento pelos responsáveis dos sites e aplicativos utilizados pelo público infantil.

A pequena Júlia, 6 anos, gosta de ver desenhos, filmes infantis e vídeos que falam sobre os animais (Foto: Daniela Esperandio Dias )

A pedagoga Rosangela Celanti afirma que privar a criança da tecnologia não é correto, pois a sociedade está na Era Digital. Contudo o contato da criança com a internet e mídia precisa ser acompanhado e feito com cautela.

Essa relação precisa ser responsável, com acompanhamento e horários corretos para que não haja nenhum desequilíbrio no que diz respeito ao desenvolvimento infantil. Devemos sempre levar em conta as áreas psicológicas, afetivas e físicas

Rosangela Celanti
A pedagoga Rosangela Celanti afirma que privar a criança da tecnologia não é correto, pois a sociedade está na Era Digital (Foto: Daniela Esperandio Dias )

A pedagoga Layzza Firme é a favor do uso da tecnologia no crescimento da filha Júlia, 6 anos, pois essa modernização faz parte da sociedade atual. A menina – que gosta de ver desenhos, filmes infantis e vídeos que falam sobre uma grande paixão dela, os animais – tem acesso ao celular e ao tablet dos pais somente quando um adulto está acompanhando.

Júlia usa a tecnologia para distração e pesquisas escolares. Tem grande facilidade e gosta muito. Prezo para que sempre esteja sob orientação de um adulto

Layzza Firme

Emocional

Além da influência negativa que a tecnologia utilizada de forma abusiva pode causar na infância, como foi afirmado na pesquisa realizada pelo CGI e Cetic.br, Rosangela acrescentou a questão do lado emocional que a modernidade não atinge.

É muito importante o responsável não se desligar e deixar a tecnologia tomar conta. Precisa ter a participação. O relacionamento se dá valorizando os cinco sentidos do ser humano, principalmente o tato. Com o tato vem a presença e o calor humano. A máquina não consegue oferecer isso a uma criança, mas os responsáveis sim

Rosangela Celanti

Foto do Destaque: Daniela Esperandio Dias

Edição: Diogo Cavalcanti

Posted by:Julia Ronchi

20 anos, estudante de Jornalismo, apaixonada por cinema e fotografia.

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