Eduarda Neves

Cada vez mais os sintomas como ansiedade exacerbada, depressão, sono privado, bullying, preocupações com autoimagem corporal, entre outros, têm crescido e prejudicado significativamente a saúde emocional dos usuários da internet. De acordo com pesquisas realizadas no Brasil em 2018 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5,8% da população sofrem de depressão, o que corresponde a aproximadamente 11,5 milhões de pessoas. O número ultrapassa a média mundial, que representa 4,4% da população.

Uma outra pesquisa desenvolvida pela GlobalWebIndex, uma empresa de pesquisa de mercado fundada em 2009 para fornecer dados de perfis de consumidores, revela que o tempo médio de cada pessoa nos sites ou aplicativos de mídia social em 2012 era de 90 minutos. Já em 2019 o tempo médio é de 143 minutos de exposição às redes, aumento equivalente a 158,9% em relação a 2012.

O conceito principal de redes sociais define-se como sites e aplicativos que atuam em diversos níveis, relacionamento, por exemplo, mas permite sempre o compartilhamento de informações entre pessoas ou empresas. O que antes servia como ferramenta de conhecimento, encontro de pessoas e entretenimento, tornou-se um ambiente completamente tóxico, que acarreta efeitos como ansiedade e depressão.

A psicóloga Mariana Lanza Guarnieri, 31 anos, explica que o  excesso de exposição ao ambiente virtual não é o grande causador das doenças psicossomáticas, porém é uma parte significativa. Para ela, a parte negativa das redes sociais influencia e traz mais sintomas depressivos e de ansiedade do que conteúdos mais leves e positivos.

Um ambiente de julgamentos e discussões potencializam os sentimentos das pessoas, o que leva a ansiedade e depressão

Mariana Lanza Guarnieri
O excesso à exposição nas redes sociais podem acarretar problemas como ansiedade e depressão (Foto: Internet/ freepink)

A psicóloga também cita alguns cuidados que devem ser tomados diante das redes sociais. Ela afirma ser necessário prestar atenção no que é postado nas redes sociais, monitorar o tempo, ouvir os alertas dos amigos e familiares e expor menos. Além disso, também é pertinente que a pessoa tenha noção que o espaço é uma realidade editada e, por isso, deve-se diminuir o uso e focar em coisas menos tóxicas.

A família deve estar atenta aos sintomas e sinais que o parente ou amigo próximo desenvolva. A falta de monitoramento tem feito com que muitas crianças e adolescentes busquem uma válvula de escape encontrada na internet. Logo, a navegação sem fiscalização dos pais, por exemplo, permite ao internauta a liberdade que muita vezes os levam a jogos como Baleia Azul e de automutilação.

Atualmente, muitos jovens sentem dificuldade em ficar sem acesso ao celular. O produtor de conteúdo audiovisual Helber Lopes afirma que 100% das suas atividades diárias envolvem as redes sociais. Ele destaca também que boa parte do conteúdo que acessa no celular não são específicos.

O produtor de conteúdo audiovisual Helber Lopes relata que as redes sociais fazem parte do cotidiano pessoal e profissional (Foto: Arquivo Pessoal)

Raramente é para algo específico.Em 80% do tempo utilizo as redes sociais para passar o tempo, como conversar

Helber Lopes

A aluna do curso de Jornalismo Julia Ronchi, 20, destaca que durante a semana acessa no máximo 3 horas por dia as redes sociais, pois prefere dedicar-se às atividades acadêmicas. Entretanto, no final de semana o tempo aumenta consideravelmente.

No sábado e domingo eu não tenho noção das horas que passo nas redes sociais. É basicamente o dia todo, ou seja, durante todo o tempo que estou em casa

Julia Ronchi
Julia Ronchi afirma que quando fica muito tempo sem conferir as redes tem a sensação de que falta algo ou está perdendo alguma coisa (Foto: Arquivo Pessoal)

Edição: Andressa Alves/ Núcleo de Jornalismo

Foto: Internet/ Blog SoulDigital

Publicado por:Andressa Alves

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