Mylena Valim

Trabalho em uma agência de marketing digital, onde a criatividade é muito requisitada. Contudo, esses dias me peguei pensando sobre o seu verdadeiro significado. Afinal, tanto se fala sobre, mas o que realmente é? Por isso, pesquisei mais sobre o assunto e cheguei à conclusão de que é preciso ser corajoso.

Sim, corajoso! E o quão difícil isso tem sido nos dias de hoje, estamos sempre cheios de medos e assombrações vivendo na nossa cabeça. Bom, mas eu preciso mudar. Eu preciso quebrar o preconceito de que a pessoa nasce com o dom criativo e começar a me adentrar no mundo da imaginação. Por mais mirabolantes ideias que eu tenho, é preciso tentar! Afinal, um ser criativo é um ser que não possui medo de correr riscos. É isso o que irei fazer a partir de agora.

Por ser jornalista, as pessoas pensam que não é necessário colocar a criatividade em prática, mas é nesse quesito que elas se enganam. No meu exercício da profissão, tomei nota de que preciso ser criativa diariamente. Ao fazer o meu texto, por exemplo, preciso pensar em algo, criar conteúdo relevante para os clientes e tentar ser inovadora no uso das palavras. Além disso, semanalmente participo da reunião de brainstorm da agência junto com a equipe. Debatemos e criamos pautas para as publicações da semana seguinte.

O Brainstorm, comum em agências de conteúdo, é um dos grandes difusores da criatividade (Foto: Free Pik)

Nessa reunião, ninguém julga a ideia do coleguinha, mas ajudamos e criamos juntos a solução de qualquer problema. Posteriormente, nós jornalistas vamos para a produção das legendas dos posts para as redes sociais. Nesse momento, o repertório cultural me salva! Assisto bastante séries e filmes que me ajudam na hora de ter uma ideia, as referências me auxiliam para que os meus textos tenham mais riqueza de informações. Assim como este em que estou escrevendo neste exato momento, onde sei que grandes palavras são necessárias para expressar grandes ideias.

No entanto, em qualquer momento pode vir o indesejável bloqueio criativo, onde sensações de impotência, insegurança e ansiedade tomam conta de mim. É simplesmente horrível e profundamente triste. Fico imersa em um mundo onde não consigo pensar em nada, muito menos criar. É a pior fase para qualquer profissional! E eu sei que a auto sabotagem me impede de mostrar para o mundo a pessoa incrível que sou.

A única válvula de escape que tenho é o cheiro da natureza e a tranquilidade de quando vou para a roça da minha família. Lá eu foco a minha concentração em algo completamente diferente do meu trabalho. Aproveito que não pega sinal de celular nem de internet e ajudo a Dona Maria a plantar. Uma mulher incrível, com muita história para contar, a minha avó.

Afinal, passar um tempo com os velhinhos é muito enriquecedor, não é mesmo? São tantas vivências para nos ensinar a beleza da vida. Após um tempo de descanso, volto para o meu home office com mais energia e consigo me concentrar. Mas fica o questionamento: finalmente posso me considerar uma jornalista criativa? O jornalista é criativo? Bom, eu não sei dizer. Prefiro afirmar que passei pelo processo criativo e obtive êxito.

>>> Esse texto faz parte de uma série de produções opinativas sobre Jornalismo e Criatividade feitas por estudantes do 8º período de Jornalismo da FAESA Centro Universitário. As produções tiveram a orientação do professor Victor Mazzei dentro da disciplina de Criatividade e Processos Criativos.

Publicado por:Valmir Matiazzi

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