Daniela Esperandio

O jornalismo é uma profissão que depende da criatividade, principalmente com essa nova era da tecnologia. Ele precisa se adaptar ao humano do século XXI, aquele que quando acorda ao invés de se espreguiçar, pega o celular ao lado da cama e vê as informações do dia. E o jornalista, a atual máquina multimídia — que faz texto, vídeo, podcast, imagem, gif, meme, gráfico, dirige carro de emissora e eteceteras — precisa correr para alcançar as inovações e, também, se mostrar inovador. Hoje, o novo chama a atenção. E para isso, nada melhor do que beber da fonte da criatividade.

Em algum momento de sua vida, tenho certeza que já se perguntou se você é uma pessoa criativa. Eu já fiz isso, faço isso a todo o instante. A resposta, porém, varia não é? Às vezes, temos o sentimento que podemos fazer tudo; que somos artistas das inovações quando uma determinada ideia dá certo. Às vezes, nos sentimos criaturas inúteis e invejosas. “Por que Jeff Bezos teve a ideia da Amazon, e não eu?!”.

A verdade é que o ser humano é criativo por nascença, tem capacidade de criar desde criança. Lá no passado ele teve que se aquecer e arrumar um jeito de fazer fogo (e por magia não foi). O problema, é que com o passar dos anos essa característica vai se mostrando mais difícil de aparecer porque se torna gourmet, se é o que podemos dizer. “Nossa, como eu queria ter o dom da criatividade! Por que não fui abençoado assim?”. Balela. Não tem segredo. Não é dom, é insistência mesmo. Romantizar trabalho árduo é uma ação vitimizadora.

Criatividade e Jornalismo
Criatividade não é um dom restrito. Ela pode ser alcançada pelo esforço constante do indivíduo (Foto: Free Pik)

Criativo é aquele que trabalha para isso, que pensa em evoluir e corre risco. Tem um processo metodológico por trás da criatividade, ela não é uma figura adorável e dócil que contempla privilegiadas pessoas que, no caso, possuiriam seu dom. A criatividade sabe ser amarga porque seu processo de construção é árduo, é cansativo.

Às vezes, o bloqueio criativo entra em campo. Ele é um cretino. Você faz um trabalho lindo, impecável, e o bloqueio o julga; o entope de defeitos. E você, consequentemente, crucifixa aquela ideia, impedindo-a de crescer. Está vendo? Não é apenas fechar os olhos e touché. Aposto dois reais que Jeff Bezos já chorou muito de madrugada porque seus projetos não davam certo. Para ganhar vida, a criatividade precisa ser alimentada com boas colheradas de persistência.

O jornalista que dá importância para a criatividade, é um profissional melhor. Ele se destaca em uma multidão de mentes brilhantes e contribui com a área da comunicação em si. Imaginem, por exemplo, se não existissem os criativos que desenvolveram o jornalismo online? Se essas pessoas não tivessem nascido — provavelmente existiria jornalismo online, afinal, o mundo atual é online — o jornalismo de web poderia ser diferente. Talvez não tão interativo. Talvez, se muitos criativos da comunicação não tivessem nascido, o jornalismo mesmo não teria a feição de hoje.

Na verdade, isso é em relação a tudo. O mundo é movido pela criatividade.

>>> Esse texto faz parte de uma série de produções opinativas sobre Jornalismo e Criatividade feitas por estudantes do 8º período de Jornalismo da Faesa Centro Universitário. As produções tiveram a orientação do professor Victor Mazzei dentro da disciplina de Criatividade e Processos Criativos.

Publicado por:Valmir Matiazzi

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