Eduarda Galon

Reorganizar, reencontrar, reescrever, readaptar e recomeçar. Essas são palavras-chave para o Jornalismo e, agora, também para a criatividade. É necessário recomeçar, não só porque as mudanças tecnológicas, econômicas e sociais necessitam, mas porque os tempos são outros, as pessoas pedem e querem mais. Mais informação, confiabilidade, veracidade, experiência, apuração e mais trabalho.

Como serviço essencial, é função do Jornalista dar voz à sociedade e à população. Afinal, é por meio dele que é revelado o que acontece no Brasil e no mundo: na economia, na política, na cultura e nas comunidades em geral. Contudo, é preciso mais. E é nesse “mais” que a criatividade entra em ação.

Reorganizar, reencontrar, reescrever, readaptar, recomeçar e criatividade são palavras-chave no atual jornalismo (Imagem: FreePik)

Se é tempo de recomeçar, reaprender e reorganizar, também é hora de fazer diferente. Novos formatos, novos tipos de textos e, claro, a liberdade. É preciso usufruir dela para se criar, no limite da tecnologia, algo novo. A criatividade está na interatividade com o público, no uso de hyperlinks, no jornalismo colaborativo, nos inúmeros recursos multimídias que são pensados sem limitações, na busca constante de novos olhares e, também, nos conteúdos acessados sem precisar abrir novas páginas ou acessar sites jornalísticos. Basta apenas um clique para “ficar dentro de tudo” o que acontece em todo o mundo e em tempo real.

Mas e quando o Jornalista não estiver inspirado, o que fazer? Bom, precisamos lembrar que o verdadeiro ser criativo trabalha com limitações. É preciso ter coragem, pro-atividade e encontrar, em cada oportunidade, uma nova chance de aprender. Além disso, é necessário ter capacidade para associar os elementos a sua volta e, principalmente, considerar que todas as experiências vividas, sejam boas ou ruins, são necessárias. Tudo é bagagem, tudo é lição.  

Dessa forma, afim de facilitar a obtenção de ideias, um caminho extremamente importante a ser utilizado é o de se conectar com o espírito da imaginação, o que chamamos de Brainstorm. Aqui, você entende que todas as ideias são dignas de registro, até mesmo as que você acreditar serem totalmente ultrapassadas. Durante esse momento, é válido aproveitar de um lugar aconchegante ou até mesmo ter como companhia apenas uma boa xícara de café para ajudar a colocar os pensamentos em dia. Que jornalista que não é fã de um bom café, não é?

E mesmo que tenha que lidar com os famosos e temidos bloqueios criativos que ocorrem, geralmente, quando há dificuldade em ter uma nova ideia ou inspiração, é importante não desistir. Afinal, sabemos que a ansiedade e a insegurança fazem parte do ofício, mas nunca serão mais relevantes do que o aprendizado.

É como diz Henry Ford, o primeiro empresário do mundo a produzir automóveis em massa, em menos tempo e a um menor custo: “qualquer um que parar de aprender é velho, seja aos 20 ou 80 anos. Qualquer pessoa que mantém a aprendizagem, continua jovem. A coisa mais importante da vida é manter sua mente jovem”.

>>> Esse texto faz parte de uma série de produções opinativas sobre Jornalismo e Criatividade feitas por estudantes do 8º período de Jornalismo da Faesa Centro Universitário. As produções tiveram a orientação do professor Victor Mazzei dentro da disciplina de Criatividade e Processos Criativos.

Publicado por:Valmir Matiazzi

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