Rafhael Pardin

Acredito que a criatividade seja como um exercício que as pessoas praticam diariamente para se abstrair de soluções monótonas que surgem na vida. Alguém, um dia, pode ter pensado que um guarda-chuva resolveria todos os problemas de locomoção em dias chuvosos… Até que, em outro dia ,alguém pensou que talvez fosse melhor não ocupar uma mão para segurar o guarda-chuva.

Então, cria-se a capa de chuva, que facilita a caminhada em dias chuvosos e, ainda, te libera a mão responsável por segurar o guarda-chuva. Um ganho, pois você tem mais liberdade, visto que não precisa segurar um objeto para não se molhar. E passear com o cachorro durante um dia chuvoso sem que ele (cachorro) pudesse segurar o próprio guarda-chuva. Já pensou? Daí cria-se uma capa menor para o cãozinho. Tudo resolvido.

A criatividade ajuda a encontrar soluções para os problemas gerados no dia a dia (Imagem: FreePik)

O que quero dizer é que precisamos exercitar a criatividade diariamente no jornalismo para não cair no ostracismo e no desânimo de produzir diversas matérias por dia. O telejornalismo, por exemplo, é o que mais utiliza da linguagem e dos recursos visuais para instigar e prender o telespectador na jornada da notícia. Quem consome o produto (reportagem) talvez nem se dê conta do trabalho que é construir um “off” e os alinhar com imagens e representações gráficas sem perder o foco da matéria.

É necessário pesquisar sobre o assunto, buscar referências para explicá-lo (se tratando de dados comparativos principalmente) e se conectar com o telespectador para atrair aqueles que pouco entendem do assunto, tornando-o mais acessível ao público novo. Tudo isso, é claro, faz parte de um processo criativo que envolve tanto o repórter que tem o roteiro na mente e o editor que fala: “simbora que o tempo é rei”.

O repórter quando sai para produzir um material precisa, de certa forma, idealizar o produto final na cabeça. É o que chamamos de “esqueleto” da matéria, que precisa ser refinado (incubada), sendo alterado na medida em que outras sugestões se tornam viáveis ou não para que a matéria jornalística cumpra seu papel essencial: informar.

Muitas ideias são desconsideradas no processo de finalização de uma reportagem, seja aquela entrada inovadora do repórter que não combina muito com o assunto abordado ou aquela plano de imagem que acaba não sendo o ideal para o projeto. Nada disso é, de fato, descartado. Mas, sim, reutilizado em outra produção. E daí, se começa um novo ciclo.

Com uma nova discussão de pauta para determinar um novo assunto e novas fontes de informação para dar vida a essa reportagem. E apesar de muitos quebra-cabeças, sempre saem ideias diferentes para tempos diferentes, como aquelas pautas específicas para eventos especiais.

O fato é que a criatividade permeia a todo o tempo o ambiente de uma redação e, principalmente, dos comunicadores. É preciso trabalhar cada vez mais esse lado e se permitir sonhar mais com o impossível, seja o veículo pequeno ou não e com dinheiro ou não. Se existe algo em que sempre podemos nos superar, esse algo são as ideias.

>>> Esse texto faz parte de uma série de produções opinativas sobre Jornalismo e Criatividade feitas por estudantes do 8º período de Jornalismo da Faesa Centro Universitário. As produções tiveram a orientação do professor Victor Mazzei dentro da disciplina de Criatividade e Processos Criativos.

Publicado por:Valmir Matiazzi

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