Rafhael Pardin e Pedro Pimenta

Mesmo com um longo histórico de adaptações, os quadrinhos já são parte íntima da cultura popular. Eles estão no cinema, em séries, desenhos, camisas e até em tatuagens. Assim, dominam o mercado e a mentalidade de todos que têm algum contato com as franquias multibilionárias que ocupam as salas de cinema ou a Tv da sala.

Erik Oakes não se importa com adaptações, mesmo com a ideia do desfecho do filme (Foto: arquivo pessoal)

Esses fãs se emocionam, choram e se alegram com os personagens favoritos, mas divergem sobre o que é uma boa adaptação de quadrinhos. Alguns levam em consideração a fidelidade. Segundo o jornalista Erik Oakes, que tem como filmes favoritos de HQS Deadpool, Constantine e Mulher Maravilha, a fidelidade se dá desde a roupa aos trejeitos. Quanto menos se mexer na obra original, melhor.

O jornalista também vê que bons filmes adaptados, não são necessariamente boas adaptações. “A própria franquia Avengers é um exemplo de bom filme. A história foi toda picotada devido à guerra entre produtoras, que dividiram heróis.

Outro fã dos filmes adaptados de HQs é o estudante de jornalismo Gustavo Rodrigues. Ao contrário de Oakes, ele teve contato com o gênero a partir do Universo Cinematográfico da Marvel, o MCU. Para ele, o necessário para uma boa adaptação é a tradução que se mantenha fiel aos personagens e não as histórias. A presença de apelo a um público novo e apresentação do conteúdo de maneira atraente e chamativa também são fatores essenciais para a qualidade do conteúdo adaptado.

Não precisa necessariamente ser fiel aos quadrinhos, exatamente como está lá. Sendo fiel ao herói e sendo um bom filme, para mim, já é o suficiente

Gustavo Rodrigues, estudante de jornalismo

A vida incorpora a obra

Derivado da junção de “costume” (fantasia) e “roleplay” (brincadeira ou interpretação), o “Cosplay” é uma interpretação de um personagem da cultura pop como jogos, filmes e videogames. E os responsáveis por dar vida a esses personagens fora das mídias são conhecidos como “Cosplayers”, que, além de incorporar o personagem, atuam na produção da roupa assim como dos adereços.

Quem olha de longe e sem conhecer muito, pode até achar que os cosplayes são pessoas extravagantes, quando, na verdade, eles têm inseguranças e medos quanto à exposição. Esse é o caso da estudante de arquitetura Adrielly Rodrigues. Há uns dois anos, ela omente sabia o que era, mas nunca havia tentado produzir um. Um dia se permitiu e, desde então, não parou mais. Ela conta que a vontade surgiu vendo outros cosplayers em eventos sobre cultura japonesa que frequentava. O fato a inspirou a tentar.

A psicóloga Ivilisi Soares de Azevedo explica que o cosplay é semelhante a um trabalho manual, pois envolve produção e treinamento para interpretar o personagem, além de ser também uma forma de lazer. Para ela, o bem-estar e a satisfação do cosplay estão ligados não só a produção da vestimenta, mas, inclusive, na forma como a pessoa se identifica com o personagem e com um grupo social.

A identificação é parte chave disso tudo. Uma pessoa interpreta um personagem ao qual ela se identifica e vai aos eventos onde existem pessoas que gostam das mesmas coisas que ela

Ivilisi Soares de Azevedo, psicóloga

A estudante de Engenharia Civil Isabella Bregensk sempre gostou de se fantasiar por conta da família, que produzia diversas roupas. Contudo foi na produção de cosplays por hobbie que ela pôde se encontrar de verdade. Para a estudante, o principal benefício é a grande ajuda na autoestima. Assim como Adrielly, ela se sente confortável de cosplay, já que a representação de um personagem e a sensação de tê-lo reconhecido pelos que estão por perto, é muito divertida.

Foto destaque: Pexels

Edição: Diogo Cavalcanti

Publicado por:Diogo Cavalcanti

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