práticas SUSTENTáveis para realizar no cotidiano

Ana Carolina Magalhães Effgem

Do latim sustentare, sustentabilidade é sobre cuidar, apoiar, sustentar e conservar. Com debates acontecendo sobre a preservação do meio ambiente, a sustentabilidade tem sido discutida em comunidades de níveis locais e globais. A necessidade de repensar hábitos e costumes surge a partir da divulgação de estudos que mostram os danos do impacto humano ao planeta. Se para muitos a sustentabilidade ainda parece uma ideia distante, práticas possíveis comprovam que pensar de uma forma mais ecológica não é tão complicado quanto parece.

Quando se trata em prestar atenção para ter um pensamento mais sustentável no dia a dia, a bióloga Dea Alves afirma que atitudes como reduzir o consumo de água e energia, diminuir ao máximo o uso de embalagens e recipientes plásticos, comprar menos vestuário, realizar compostagem e separar o lixo para reciclagem são alguns dos inúmeros exemplos de como efetivar práticas sustentáveis no cotidiano.

(Foto: Pixabay)

Dea Alves também diz que existem profundos paradigmas a serem quebrados para que as pessoas entendam que sustentabilidade é assunto de todos.  A bióloga chama atenção para o costume da população de ter muito mais do que necessário e o de acreditar que consumir bastante água é sinônimo de riqueza. Dea também comenta sobre a indústria e a agropecuária, que, de acordo com ela, são as práticas mais agressivas, gerando desmatamento e incentivando queimadas. “A produção de alimentos tem que ser ressignificada. A pecuária e as grandes plantações também teriam que se reinventar”, aponta a bióloga.  

A universitária Elena Sartori conta que foi quando virou vegetariana que começou a realmente entender e a se preocupar com os alimentos que consome. Elena reflete sobre como a alimentação carnívora incentiva o desmatamento das florestas e acredita que a escolha de ir contra isso é benéfica para o meio ambiente. “Sempre quis ser saudável, mas, quando mudei minha alimentação para vegetariana, eu comecei a realmente entender e a me preocupar com os alimentos que consumo e também com o impacto que as coisas que consumo geram”, explica a universitária.

Se o fato de parar de comer carne da noite para o dia ainda assusta muita gente, o programa ‘Segunda Sem Carne’ propõe a substituição da proteína animal por um dia na semana. A campanha surgiu nos Estados Unidos em 2003 e foi lançada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) no Brasil em 2009. A SVB divulga em site oficial, por exemplo, que apenas um dia na semana sem consumir produtos de origem animal pode poupar 3,4 mil litros de água usados no cultivo de grãos e nos abatedouros, além de evitar que 14 quilos de gases tóxicos sejam lançados na atmosfera. 

Horta em casa

Elaine Alves fez uma horta em casa para consumir alimentos mais saudáveis (Foto: Arquivo Pessoal)

Com vontade de consumir os alimentos de forma saudável, como saem da terra, sem agrotóxico ou qualquer veneno, a professora de Língua Portuguesa Elaine Alves da Silva começou a cultivar em casa uma horta. Para aproveitar o tempo ocioso, Elaine conta que passou a cultivar hortaliças e temperos como couve, tomatinho cereja, pimenta dedo de moça, taioba, coentro, manjericão e acerola. A professora relata que separa o lixo orgânico e reutiliza-o misturado na terra com esterco, que vira adubo para a horta e as outras plantas que possui. Desde que começou a cultivar a horta, Elaine diz que passou a economizar nas idas ao mercado ou feira.

Assim como hábitos alimentares e cultivo próprio, outro tópico comum que também entra em questão quando se discute sustentabilidade é a reciclagem. A pesquisa “Um Mundo Descartável – Os Desafios das Embalagens e do Lixo Plástico” realizada pelo Instituto Ipsos, em 2019, revelou que 54% dos brasileiros não sabem como funciona a reciclagem em sua região.  Além disso, o estudo “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização” de 2019 realizado pelo World Wildlife Fund (WWF) indica que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo. Estima-se que a produção desse lixo é de 11,3 toneladas por ano, das quais 1,28% são recicladas.

Moradora de um condomínio com coleta seletiva, a dona de casa Rosemar Ferreira se sente incentivada a separar o lixo orgânico e seco que deposita nas caçambas identificadas no depósito de lixo no condomínio. “A reciclagem é muito importante para a natureza e não é preciso ser um especialista para saber disso. As pessoas precisam entender que o meio ambiente é o nosso bem maior e que devemos cuidar dele”, diz Rosemar.

Edição: Fernanda Gonçalves Sant’Anna

Imagem de Destaque: Pixabay

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