‘SETEMBRO AZUL’ – Escassez de recursos acessíveis limita cultura

Nicolle Barbosa e Francine Gomes

A comunidade surda enfrenta desafios diários para realização de atividades cotidianas. Um dos principais é a falta de acessibilidade na cultura e isso dificulta o acesso dos surdos a cinemas, a teatros, a shows e outros mais. A terceira reportagem da série especial “Setembro Azul” traz as dificuldades da comunidade surda em relação à escassez de recursos acessíveis na cultura brasileira. Veja também as outras matérias que compõem a série: “Falta de acessibilidade digital gera exclusão”  e “Exclusão afeta futuro escolar”.

(Imagem: Freepik)

Fomentar a acessibilidade nos espaços culturais significa propiciar o protagonismo aos indivíduos e garantir o cumprimento do direito que todo cidadão tem de participar da vida cultural da comunidade. Além disso, as adequações promovidas pela acessibilidade cultural nas diversas esferas dos espaços, produtos e serviços trazem benefícios para toda a comunidade e não apenas para os sujeitos surdos.

Para o intérprete Júlio Reis, também falta valorização do profissional de tradução, que deveria ser mais reconhecido devido à importância para a acessibilidade surda. Ele defende que o intérprete é como uma ponte na comunicação das pessoas surdas nos diversos espaços que não possuem atendimento acessível.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o consumo de cultura no Brasil seja mais inclusivo

Júlio Reis
Pedagoga Bárbara Nogueira (Foto: Arquivo Pessoal)

A pedagoga Bárbara Nogueira explica que, como surda, acredita que a principal razão para a escassez de recursos acessíveis na cultura está relacionada ao preconceito. Ela destaca que, apesar da existência da Lei Brasileira de Inclusão ter provocado mudanças, como mais legendagem de filmes, alguns lugares disponibilizam esse recurso e outros não. Além disso, a legenda não garante acessibilidade completa, tendo em vista que muitos surdos não sabem português.

Já o Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer do Município da Serra, Thiago Carreiro, defende que a primeira atitude a ser tomada para tornar os eventos culturais mais inclusivos é incorporar a acessibilidade em todas as instâncias das prefeituras, desenvolver uma cultura interna acessível e, a partir de então, refletir essa cultura em todas as relações com a sociedade. O Secretário também destaca a importância de exigir que recursos acessíveis constem nos planos de trabalho dos eventos e atividades culturais.

(Imagem: Freepik)

Edição: Karol Costa

Imagem Destaque: Jordana Duarte/Núcleo de Publicidade do Lacos

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