‘DIA MUNDIAL DA NATUREZA’ – As belezas do Espírito Santo e a luta ecológica

Victor Sartório

No dia 04 de outubro são celebrados o Dia Mundial dos Animais e o Dia Mundial da Natureza. A data foi escolhida em homenagem ao frade católico Giovanni di Pietro di Bernardone, canonizado como São Francisco de Assis, o fundador da ordem franciscana e notório apreciador da natureza, sendo o santo patrono dos animais e do meio ambiente.

“Ecologia” é uma palavra de origem grega e que significa “estudo da casa” – da nossa casa. Por “casa” entende-se toda a biosfera e por “nós” entende-se todos os seres vivos que habitam e interagem no planeta Terra.

Nessa relação unificadora e holística, cuidar do meio ambiente significa cuidar de nós mesmos, no presente e no futuro. Todo ser vivo depende da sua relação com outro, razão pela qual qualquer prejuízo nesse equilíbrio implica necessariamente em um prejuízo no nosso modo de vida.

A história da ecologia, assim como a história da natureza, é uma história de resistência, desde que os modelos sociais humanos se tornaram tão predatórios e indiferentes ao ponto de ameaçar nossa própria existência.

Não só a autodestruição adjetiva o comportamento da humanidade, mas, também, a negação: por que é tão difícil aceitar a realidade? A agenda ambiental ainda não é uma prioridade, assim como o negaciosismo continua em alta nos movimentos políticos. Enquanto isso, progressivamente os impactos do aquecimento global são observáveis: na saúde pública, na agricultura e no abastecimento, na economia e até nos conflitos políticos.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia federal que recebeu o nome do acreano. Um dos legados de Chico Mendes (Foto: Divulgação / Governo Federal do Brasil)

Chico Mendes, o principal nome da história do Brasil na luta pelo meio ambiente, homem que já previa o próprio assassinato, dizia que se fosse garantido que sua morte fortaleceria a sua luta, iria valer a pena, mas sabia que sua experiência em sociedade provava o contrário, razão pela qual optava por viver. A morte dele, em 1988, ano da nossa “Constituição Cidadã”, pelas mãos da oligarquia latifundiária brasileira que até hoje controla o país, repugnou o mundo, que até hoje tenta manter memória e o legado dele vivos.

Entretanto, da mesma forma que sabemos o abismo para o qual caminhamos, sabemos também a direção a se tomar para começarmos a reverter esse colapso. As ações políticas nacionais e globais para redução da emissão de carbono, o investimento na tecnologia que usufrui de recursos renováveis e as ações sustentáveis no que tange à defesa dos biomas e da utilização de um sistema agropecuário menos devastador são um dos exemplos de como as nações devem pautar as discussões para os próximos anos, se quisermos um planeta habitável para a nossa espécie.

Da mesma forma que a ciência concorda quanto aos acelerados danos aos ecossistemas que as ações humanas estão causando nos últimos anos, também há um consenso de que é possível haver vida humana de forma sustentável e harmoniosa com o restante da natueza: um estilo de vida ecológico.

Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta

Chico Mendes

Foto do Destaque: Thiago Soares

Edição: Thiago Soares e Victor Sartório

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