Invisíveis – Documentário mostra a realidade de pessoas em situação de rua

Bruno Laurindo e Kebim Tamanini

A população de rua sofre, cada vez mais no Brasil, com a chamada “exclusão social”. O desemprego, o distanciamento familiar, a violência, as drogas e as doenças mentais são uns dos motivos que levam as pessoas, denominadas invisíveis, a morarem nas ruas. Tais razões tornam-se ainda mais graves devido à pandemia causada pelo novo coronavírus.

Com o objetivo de dar voz aos excluídos e visibilidade à temática da exclusão social, os alunos de Jornalismo da FAESA Centro Universitário Bruno Laurindo e Kebim Tamanini produziram o documentário Invisíveis. A obra traz histórias emocionantes e lança um olhar a respeito da exclusão social e do cotidiano das pessoas que vivem em situação de rua.

Dê o play e se emocione com o documentário “Invisíveis” produzido pelos alunos Bruno Laurindo e Kebim Tamanini

Segundo dados da Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza por ser um grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular.

A população brasileira em situação de rua cresceu 140% desde 2012, chegando a quase 222 mil brasileiros em março de 2020. O estudo ‘Estimativa da População em Situação de Rua no Brasil’ utilizou dados de 2019 do censo anual do Sistema Único de Assistência Social (Censo Suas), que conta com informações das secretarias municipais e do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

A análise constatou que a maioria dos moradores de rua (81,5%) está em municípios com mais de 100 mil habitantes, principalmente das regiões Sudeste (56,2%), Nordeste (17,2%) e Sul (15,1%) do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, as pessoas utilizam as ruas como forma de moradia no País.

No Espírito Santo, de acordo com dados das prefeituras da Grande Vitória, há cerca de 800 pessoas morando nas ruas. Em Vila Velha, vivem cerca de 170 pessoas em condições de rua. Na capital capixaba estimasse 280 vidas nesta situação. Cariacica e Serra, 202 e 150 indivíduos, respectivamente.

O perfil dessa população é predominante masculina, com 82% e mais da metade está entre 25 e 44 anos. As mulheres surgem com 18% e a média de idade varia entre 22 a 44 anos. Ambos não tiveram oportunidade de estudar por causa das dificuldades do acesso à escola e a minoria possui o ensino fundamental incompleto. Cerca de 67% são negros e o nível de renda varia entre R$ 20,00 e R$ 80,00 semanais.

Ainda segundo os dados divulgados pelas prefeituras, parte considerável da população de rua é originária do município onde se encontra ou regiões próximas, não sendo de deslocamentos migratórios.

Confira abaixo algumas imagens produzidas por Kebim Tamanini no momento da gravação do documentário

Edição: Karol Costa

Foto Destaque: Kebim Tamanini

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