Crônica – Quem é você na fila do pão no mercado?

Nayara Dias Viggiano

Já se tornou quase um clichê falar sobre como a velocidade dos avanços tecnológicos e, consequentemente, a rapidez com que as informações podem ser acessadas têm influenciado nas dinâmicas de marcado e na forma de se fazer publicidade. Contudo, é o cenário atual que me faz questionar: Quem é você na fila do pão ou, nesse caso, quem é você no mercado atual?

Vivemos uma era onde somos constantemente bombardeados por informações em todos os canais. As redes sociais se tornaram verdadeiras vitrines onde todos querem garantir o seu espaço, gerar seu engajamento e converter números para cifras.

Ouvimos com muita frequência que é preciso ser visto para ser lembrado, porém a realidade é que, atualmente, muitas vezes quem é visto é esquecido. É somente mais um anúncio que atrapalha o conteúdo que se deseja ver de fato, o post que é rolado no feed sem chamar atenção. Isso porque, na ânsia de ser visto o diferencial, fica esquecido e passa a se reproduzir mais do mesmo. É como se estivéssemos vivendo o episódio “cidade de Lula” de Bob Esponja ou a era dos Enzo’s e Valentina’s da publicidade.

A inovação é o que mantém um negócio em constante processo de evolução (Imagem: Freepik)

Apenas ser visto já não é o bastante. É preciso ser marcante e inovador em cada detalhe, desde a escolha do nome que vai carregar a sua marca até as estratégias que vão nortear a comunicação com seu publico alvo. É necessário entender e se apropriar das ferramentas que permitem ao usuário uma experiência única e inesquecível.

Nesse contexto o pensar fora da caixa é essencial para não ser mais um.

Por que escolher um nome simples e não criar uma estratégia de “naming” que, ao mesmo tempo, traduz os conceitos da empresa e chama atenção do cliente pela ousadia? Por que trabalhar a comunicação baseada apenas em posts nas redes sociais quando uma estratégia “omnichannel” seria capaz de entregar um trabalho integrado online e off-line que geraria um retorno muito maior? Por que basear toda estratégia de comunicação apenas nas redes sociais quando a utilização de smatphones permite que ações de realidade aumentada e a publicidade in-game sejam amplamente difusas?

Por que ser apenas mais um Enzo ou Valentina na fila do pão, quando se pode ser Juliette?

>>> Esse foi desenvolvido para a disciplina Produção em Plataformas Digitais do curso de Publicidade e Propaganda da FAESA Centro Universitário. A produção teve a orientação do professor Victor Mazzei.

Edição: Karol Costa

Imagem do destaque: Freepik

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