Opinião – A atitude em face às dificuldades

Sofia Galois

Em um tempo em que muito se ouve falar sobre empatia, encontrar realidades tão distantes leva ao questionamento desse termo. Pessoas negligenciadas não apenas pelos governantes, mas por toda a sociedade. É triste pensar que muitos já se conformaram com o cenário de miséria, como se não houvesse nada a se fazer a respeito. Afinal, trata-se apenas de uma palavra ou uma verdadeira mentalidade transformadora?

Do conforto de casa, milhares de capixabas celebram a chegada do frio. No mês de maio, temperaturas históricas foram registradas no Espírito Santo. Cidades que atingem temperaturas acima dos 30° graus normalmente, como Cachoeiro, registraram temperaturas abaixo dos 11°, chegando próximo ao negativo em Domingos Martins. Muitos memes e posts positivos foram compartilhados nas redes sociais, porém o clima também destacou ainda mais o paralelo da desigualdade social.

A noite foi bem fria, mas conseguiu um plástico para colocar nas costas e outras duas sacolas para pôr nós pés. Amenizou. Os cachorros que me acompanham se juntaram a mim quando o frio apertou. Dormimos quentinhos. Sempre passa alguém e dá um cobertor ou roupa mesmo, mas essa noite não passou ninguém. Então, esse plástico serviu muito

José (nome fictício), pessoa em situação de rua

Moradores de rua se esforçam para enfrentar o frio sem recursos, totalmente abandonados a sorte pela comunidade. Muitos dirão que é dever das autoridades e, em parte estão certos, porém cabe aos cidadãos contribuírem com a causa. Uma pequena ação por parte de cada um pode salvar vidas. Um ato de solidariedade. Um ato de amor ao próximo.

Vamos parar de negligenciar essa responsabilidade e reconhecer o papel que é nosso enquanto seres humanos. Juntos podemos fazer mais e transformar o mundo… um mundo melhor, mais igualitário e menos egoísta.

As madrugadas estão sendo pesadas. Sentimos frio e fome. Qualquer coisa ajuda para quem não tem nada. Não gosto muito de ficar aqui, mas é o que tenho no momento. Passamos perrengue. É triste você depender de alguém para comer, para se vestir e até para dormir. Algumas pessoas xingam e falam que somos preguiçosos. Tenho até pena dessas pessoas. Eles não sabem e não vivem o que vivemos todos os dias. Falar é fácil

João (nome fictício), pessoa em situação de rua

Triste Realidade

O aluno do 7° período do curso de Jornalismo da FAESA Centro Universitário Thiago Soares foi as ruas do Centro da Capital e realizou registros fotográficos para retratar a amarga e a triste realidade. Uma experiência comovente e que mostra de perto como esses seres humanos vivem e sobrevivem. Confira:

Fotos: Thiago Soares/LACOS

Edição: Thiago Soares e Sofia Galois

Imagem do Destaque: Núcleo de Jornalismo do Lacos/Thiago Soares

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