O Jornalismo investigativo promove mudanças e traz esperança para a sociedade

Karol Costa e Kayra Miranda

O jornalismo investigativo tem um papel social excepcional e significativo. Por meio dele, consegue-se mudar a realidade, trazendo ao conhecimento da população informações que uma minoria tenta esconder. Ao colocar “luz sobre as sombras”, o jornalismo investigativo transforma a sociedade e faz surgir esperança em meio ao caos.

Na segunda matéria jornalística da série “Jornalismo em Foco”, você vai conhecer os desafios diários do jornalismo investigativo e as mudanças que o mesmo promove na sociedade. Confira, também, a primeira matéria da série: A importância do jornalismo na sociedade

O sociólogo e professor da FAESA Centro Universitário Lourival Cristofolett (Foto: Arquivo Pessoal)

O sociólogo Lourival Cristofoletti afirma que o jornalismo investigativo é indispensável para a população e que para uma sociedade ser mais justa, é preciso, antes de tudo, ser informada e esclarecida sobre os fatos que nela ocorrem. O sociólogo declara que à medida em que um assunto relevante socialmente é abordado pela mídia, as informações veiculadas na reportagem investigativa podem contribuir para mudanças na comunidade.

O jornalista e editor-chefe do G1/ES, GE.com e TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo, Bruno Dalvi, assegura que quando a sociedade sabe que pode confiar em um veículo de imprensa profissional, ela será beneficiada com o jornalismo investigativo, pois todo o aspecto desse tipo de jornalismo afeta a vida do cidadão, seja direta ou indiretamente. Dalvi completa alegando que quando um jornalista consegue, por meio de uma reportagem investigativa, melhorar a vida de uma pessoa, ele transforma o mundo em um lugar melhor para se viver.

O editor-chefe G1/ES, GE.com e TV Gazeta Bruno Dalvi (Foto: Arquivo Pessoal)

Bruno Dalvi, que já trabalhou em reportagens investigativas veiculadas nacionalmente, descreve o jornalismo investigativo como um processo de lapidação. “É um trabalho que requer uma apuração muito rigorosa e minuciosa. Precisa ter uma relação de jornalista com fonte muito confiável e ser perspicaz. É uma atividade que dura semanas, meses e até anos”, conclui.

A jornalista Vilmara Fernandes atua há 20 anos com jornalismo investigativo e conta que a pauta que pode resultar em uma grande reportagem pode vir de uma simples conversa ou uma observação no dia a dia. A jornalista alega que o maior desafio da profissão é a busca pelas informações.

Na maior parte dos casos dá muito trabalho obter as informações, checá-las, tratá-las e transformá-las em uma história. O nosso maior desafio é contar uma boa história

Vilmara Fernandes

Referência no jornalismo capixaba, Vilmara já produziu grandes reportagens como “A caixa-preta dos sindicatos”; “Da fé à fraude”; “Quando a saúde está a quilômetros de casa” e “Muito além dos muros do Adauto Botelho”. A jornalista, que sempre teve afinidade com assuntos mais técnicos, deixou algumas dicas para futuros jornalistas: respeite os próprios instintos, seja cauteloso e apure. Aprenda ouvir, compreender, conquistar fontes e busque sempre a diversidade.

Reprodução: Gazeta Online

Confira a reportagem A caixa-preta dos sindicatos

Edição: Karol Costa
Imagem Destaque: Núcleo de Jornalismo do Lacos/Loren Peterli

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