Eleições 2022: Um voto pela Paz

Caciane Sousa e Loren Peterli

(Imagem: Reprodução/Agência Brasil)

A violência social já é uma problemática histórica no Brasil, porém, nos últimos anos, tem ocorrido o agravamento do cenário de ataques a profissionais da imprensa. Essa tentativa pertinente tem como fundamento silenciar jornalistas e comunicadores para impedir, muitas vezes, o acesso à informação para a população. Assim, esquecem que esses profissionais também fazem parte da sociedade brasileira e, por consequência, tendem a ferir com uma das principais normas da Declaração Universal dos Direitos humanos: a liberdade de expressão.

Lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e times da série “A” do Campeonato Brasileiro de futebol, a Campanha pela Paz nas Eleições 2022 pretende demonstrar aos eleitores que todos “jogam do mesmo lado”.

Pensando em eleições que espelhem a vontade do povo, a campanha chega num momento de grande polarização política e graves ataques a liberdade de imprensa No Brasil. Recentemente, a jornalista Vera Magalhães foi hostilizada por um candidato ao governo de São Paulo, após debate na TV Cultura.

A presidente do sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Suzana Tatagiba (Foto: Arquivo Pessoal)

A presidente do sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Suzana Tatagiba afirma que, embora estando fora das redações desde 1995, atuou por 15 anos como repórter na TV Gazeta, principalmente no período do Regime Militar (1964 a 1985). Com isso, percebeu que os jornalistas sempre estão sujeitos a ataques verbais.

Suzana informa, ainda, que, em casos de agressão, a orientação é não reagir e sempre chamar a polícia, abrir um boletim de ocorrência e informar ao Sindicato para que medidas sejam tomadas. Ela relata também que a postura é de não aceitar qualquer tipo de intimidação no exercício da profissão.

Nós trabalhamos para levar informação à sociedade. Nunca paramos. Isso faz parte dos principais pilares da democracia. Então, não aceitamos nenhum tipo de agressão ao jornalista

Suzana Tatagiba

Recorrentemente, os jornalistas tem ocupado cada vez mais os noticiários, não por vaidade, mas por serem vítimas de agressões de todo o tipo. Devido às estatísticas, jornalismo tem se tornado uma profissão de risco. E os números são alarmantes, pois os ataques totalizam 428, em 2020, e 430, em 2021.

O jornalista e escritor Jamil Chade afirma que a sociedade como um todo precisa entender o motivo dos jornalistas serem alvo de tanto ódio. A imprensa é atacada, pois faz parte, justamente, da infraestrutura da democracia. A imprensa, não é a única, mas ainda tem um importante papel para a preservação do estado democrático.

A imprensa tem papel fundamental na defesa da democracia (Imagem: Reprodução/Censura Zero)

Como se prevenir?

Em tempos de grande hostilidade aos jornalistas e a imprensa, a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) lançou o guia de proteção aos jornalistas na Cobertura Eleitoral com orientações básicas de segurança para profissionais da mídia na cobertura das eleições deste ano. Vale ressaltar que é necessário avaliar os riscos ao proceder com uma pauta em âmbito político. Os jornalistas têm total direito de interromper uma cobertura caso a situação cause perigo a eles ou a equipe.

Outros pontos importantes ao se preparar para os eventos é levar Kit de primeiros socorros e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de estar sempre perto da equipe e com aparelhos para se manter em comunicação com ela. Caso sofra agressão ou ameaça, afaste-se do local, identifique os agressores, se possível, comunique as instituições mais próxima e procure auxílio médico.

Para mais informações sobre o Guia de Proteção ao Jornalistas na Cobertura Eleitoral clique aqui

É importante lembrar que o primeiro turno das eleições 2022 será no próximo domingo e serão eleitos o presidente do Brasil, governadores, senadores, deputados estaduais e federais. Participar desse momento de forma pacífica e colaborativa, seja cobrindo as eleições ou atuando como cidadão, é a forma do cidadão colaborar mais uma vez na grande festa da democracia.

Edição: Loren Peterli

Imagem do Destaque: Núcleo de Publicidade do Lacos/Carolina Schaeffer e Núcleo de Jornalismo do Lacos/Loren Peterli

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