Outubro Rosa e a importância do exame precoce para o tratamento do câncer de mama

Weverton Barroso

O “Outubro Rosa” possui um apelo e um reconhecimento muito forte nas mídias atuais devido ao grande impacto na população. A história do movimento começou no início da década de 90 em um evento chamado “corrida pela cura” que aconteceu em Nova York (EUA) e tinha a intenção de arrecadar fundos para pesquisas de tratamento e combate ao câncer de mama. Durante o a corrida, o laço cor-de-rosa, símbolo da prevenção da doença, foi distribuído aos participantes. À medida em que a campanha cresceu e se espalhou ao redor do mundo, o mês de outubro foi escolhido para essa campanha.

No Brasil a primeira edição aconteceu no ano de 2002 em São Paulo e já utilizando a cor rosa como símbolo do evento. Contudo, foi apenas em 2008 que o movimento ganhou força no País e muitas entidades privadas e públicas passaram a adotar a ideia. Ao longo dos anos, o Espírito Santo também abraçou a causa e todo ano, no mês de outubro, os principais monumentos do estado utilizam a cor da ação para alertar e conscientizar sobre os perigos da doença.

Confira abaixo algumas imagens fotográficas realizadas no Centro de Vitória pelo aluno de Jornalismo da FAESA Centro Universitário Thiago Soares

A FAESA Centro Universitário também preparou ações a serem realizadas para a comunidade acadêmica. No dia 17 de outubro será realizada no campus de Cariacica, às 16 horas, uma palestra com a “Mama Amiga”. A realização do evento é dos alunos do curso de Enfermagem. A mesma palestra acontece no campus de Vitória no dia 19 de outubro a partir das 14 horas. Já no dia 24 de outubro será disponibilizado, via e-mail, intranet e redes sociais, um vídeo-depoimento com a professora da FAESA Michela Sagrillo.

Marilene realiza todo o tratamento no Hospital Santa Rita (imagem: Arquivo Pessoal)

Mas, afinal, o que é o câncer de mama? A doença é causada pela proliferação desordenada de células estranhas na área da mama e formam um tumor maligno que pode se espalhar para outros órgãos. Há diversos tipos de câncer de mama e, ao contrário do senso comum, também, pode acometer homens, apesar de representar apenas 1% dos pacientes. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres e, em 2022, foram previstas taxas de 43,74 casos para 100 mil mulheres, ou seja, 66.280 casos novos.

O Hospital Santa Rita é referência no Estado no tratamento da doença. Uma das pacientes do local, Marilene Alves de Araújo, 65 anos, está no tratamento contra o câncer de mama há 10 anos. Marilene fez a retirada das duas mamas e afirma que sempre teve a consciência de realizar o auto-exame. Ao identificar um nódulo, ela procurou ajuda médica no mesmo momento e, então, foi diagnosticada com tumor maligno. A paciente diz ainda que o diagnóstico precoce foi essencial e tem muita esperança de se ver livre do câncer.

A enfermeira Deborah Demmuner, que atua na linha de frente no Santa Rita, relata a importância do mês de outubro para a conscientização da população. Demmuner lembra que os cuidados podem começar em casa e com o toque circular ao redor das mamas. O ato ajuda no diagnóstico precoce da doença e aumenta as chances de cura.

O Outubro rosa veio como um despertar para o olhar das mulheres em relação a si mesmas

Deborah Demmuner

Deborah destaca ainda que grande parte da sociedade encara a doença como o fim. Assim, o recebimento do diagnóstico afeta gravemente o emocional de muitas pessoas. Contudo, com o passar do tempo e avanço da medicina, essa visão começa a ser, aos poucos, substituída por um olhar mais positivo.

Mídia

Em 1995, a mídia trouxe o assunto do câncer nas novelas. “História de Amor”, novela da Rede Globo, apresenta uma das personagens sendo diagnosticada com a doença. O papel da imprensa se mostrou essencial para a retirada do tabu ao redor do tema e, com o aumento da divulgação e importância da campanha do Outubro Rosa, a procura por tratamento e preocupação com a saúde foram crescendo.

O médico Hugo Campos acredita que a medicina está evoluindo diariamente, assim, a confiança no tratamento pode ser encarada mais positivamente (Imagem: Arquivo Pessoal)

O médico Hugo Campos deixa um lembrete para a sociedade. Devido a pandemia, muitas mulheres deixaram de realizar a mamografia por medos e incertezas em relação a COVID-19. Agora, é preciso novamente ressaltar a importância do auto-exame e tratamento precoce na cura do câncer.

Diversos fatores podem ser associados ao surgimento do tumor: hereditariedade, envelhecimento, consumo de álcool, excesso de peso, exposição frequente a radiação ionizante, aspectos hormonais e outros mais.

Já os principais sintomas são: pele da mama avermelhada com aspecto de casca de laranja, saída espontânea de secreção aquosa ou alteração do mamilo, aparecimento de caroços (nódulos) palpáveis nas mamas, axilas ou pescoço.

Durante todo o mês de outubro, a cor rosa estará estampada em diversas cidades e empresas privadas e públicas. A população pode fazer sua parte divulgando e se tornando parte da campanha com o objetivo de conscientizar mulheres e homens a respeito da doença.

Edição: Sofia Galois

Imagem do Destaque: NCM/FAESA

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