Maneiras de lidar com o estresse acadêmico

Sofia Galois e Yasmin Oggioni

Cada vez mais pessoas são diagnosticadas com ansiedade (Imagem: Freepik)

O período acadêmico é um momento de diversas descobertas e desenvolvimento dos estudantes para a formação do cidadão e do futuro profissional. De adolescentes do ensino fundamental e médio até adultos no ensino universitário, experiências positivas e negativas que moldam o ser humano e resultam em saudosas memórias. No entanto, por ser um espaço competitivo, também se torna um período de incomparável pressão. 

Dados de um relatório do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) de 2019 aponta que, dentre 72 países consultados, estudantes do Brasil estão entre os mais ansiosos, sendo que 56% dos alunos brasileiros confessaram estar sob estresse. Por isso, diversos métodos foram desenvolvidos pelos próprios alunos, individualmente, como “válvula de escape”: jogos de videogame, música, pintura, dança, caminhada ao ar livre, futebol e outros hobbies, comuns ou não, que servem como fonte de energia para esses estudantes.

Elisa Machado usa a dança para diminuir a ansiedade e o cansaço (Imagem: Arquivo pessoal)

A estudante de psicologia Elisa Machado, 19 anos, vivencia essa realidade. Lidando principalmente com ansiedade e cansaço, Elisa diz estar constantemente preocupada com as provas e trabalhos, o que acaba afetando a rotina de sono. A jovem encontrou na dança uma forma de escapar dos problemas. Ao descarregar as tensões por meio da dança, Elisa consegue transformar as preocupações em arte. “Ajuda a direcionar o foco para o presente e te conecta com o seu corpo“, completou.

A psicóloga Ana Vieira observou esse fenômeno de perto. Ana explica que rotinas intensas, em geral, causam estresse e esgotamento emocional. Entre trabalhos, provas, preocupação com notas e relacionamentos entre colegas de curso, é natural que os estudantes fiquem esgotados. Os sintomas mais comuns são: desânimo, insônia, dores de cabeça, sentimento de estafa, baixa autoestima e irritabilidade.

Ana afirma ainda que qualquer atividade geradora de prazer é altamente recomendada, principalmente quando se possui uma rotina intensa. “Quando há um estressor em que não é possível mudar, ou seja, quando não é possível diminuir a carga de estudos, o ideal é inserir na rotina momentos de prazer com a finalidade de amenizar os prejuízos causados pelo agente estressor“, relata a psicóloga.

Vivenciando o dia a dia nas escolas, Glaucia Itati, que atuou como pedagoga e professora em várias instituições, contou como os profissionais podem ajudar nesses casos. Para trabalhar nessa situação, o profissional da área precisa exercer a empatia, incentivar o bom relacionamento e a convivência para que essa rotina seja mais leve e proporcione não só saúde emocional no ambiente acadêmico, como, também, um melhor aprendizado em cada aluno. 

A escola é também um ambiente de descobertas, estímulos e trocas. Assim, a pedagoga diz ser de extrema importância o incentivo dos hobbies, como, por exemplo, escrever e desenhar, para o desenvolvimento do próprio estudante. Por isso, quanto mais incentivo os alunos receberem, melhor será a trajetória no processo ensino-aprendizagem.

Edição: Sofia Galois

Imagem em destaque: Freepik

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